O historiador viajante e o éthos moderno: o caso Manoel Salgado (estudos sobre o cinismo II)

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Depois dessa conversa, a gente se encontra em Dublin. Que tal?

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Paulo Knauss e Temístocles Cezar relacionam a obra histórica de Manoel Salgado a condição intelectual característica do século XIX, a saber, a de um historiador em movimento. Rapidamente descrevem seu itinerário:

Sempre partindo do Rio de Janeiro, sua cidade natal, para a qual sempre retornava e da qual não se cansava de apreciar a beleza. Da capital carioca a Lisboa, em plena Revolução dos Cravos, em abril de 1974, passando por Madri, a Casablanca. Do Rio de Janeiro a Berlim, passando por Manaus, Brasília, Porto Alegre; do Rio de Janeiro a Paris, passando pelo sertão nordestino, pelo centro-oeste, a Atenas e Roma; do Rio de Janeiro aos Estados Unidos, passando por Cartagena, Quito, Buenos Aires, Montevidéu, a São Paulo e Fortaleza. Tantos países, tantas cidades, tantas paisagens, tantas ruínas, tantas bibliotecas, arquivos, museus... Finalmente, em 2009, Jerusalém. Sua última viagem acadêmica[1].

Atribuem ao professor estar na ponta da renovação dos estudos acerca de sua própria disciplina, a história da historiografia, momento de virada, pois até então a historiografia brasileira estivera tão empenhada em estudar os temas da história do Brasil que a reflexão sobre sua prática não recebera a devida atenção. A orientação de Manoel Salgado contribuiu, “nos últimos anos, o acréscimo significativo de dissertações, teses e artigos relacionados à história da historiografia brasileira[2]”, junto a  outros estudos que passaram a ganhar volume na década de 1980.
Depois de sua tese de doutorado escrita na Alemanha, com o enfoque na escrita da história no século XIX, seus interesses se diversificam.

Viajante contumaz e leitor erudito, sua biblioteca, ao longo dos anos, cresce vertiginosamente (é preciso explicar às novas gerações que o acesso ao mundo virtual dos livros para compra ou consulta, foi uma descoberta tardia para boa parte de sua geração...). História, filosofia, psicanálise, arte, literatura, ensino, patrimônio etc. compõem um rico e amplo acervo que demonstra sua curiosidade científica e um resquício, que ele não fazia muita questão de dissimular, de um antiquário moderno.

O resultado foi uma produção intelectual regular, porém dispersa, e, sobretudo, rigorosa. Nesse sentido, Manoel Luiz Salgado Guimarães pode ter escrito menos do que se esperava dele, e mais, talvez, do que tenha desejado. Ele gostava mais de ler, ensinar e orientar do que de escrever. Não que haja alguma incompatibilidade entre essas competências. Contudo, para ele, escrever requeria ler cada vez mais, fosse na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, no IHGB, na Biblioteca da Universidade de Berlim, na Biblioteca Nacional de Portugal, na Biblioteca Nacional da França, na Biblioteca do Arsenal em Paris (onde explorou o acervo do Institut Historique), em tantas outras, em qualquer lugar onde houvesse “luz”, ou simplesmente em seu apartamento em Santa Teresa. Se para Foucault escrever era resistir, para Manoel Luiz Salgado Guimarães escrever era parar de ler. Os leitores, mesmo os menos compulsivos, reconhecerão a dificuldade do gesto. Logo, a escrita não poderia ser outra coisa senão perseverança, rigor e erudição[3].

O escrito dos companheiros do professor alude a uma dupla dificuldade. Primeiro, dificuldade de acesso aos livros antes da difusão da internet. Como consequência, faz parte do viajar, do ser historiador-viajante, a busca pelas obras mais diversas em países dos mais diferentes para se formar, com um charme discreto, num moderno antiquário, num verdadeiro erudito e caçador de relíquias. Segunda dificuldade, a escrita como interrupção da leitura. Entre viagens e livros, aulas e orientações, escrever era como interromper esses percursos. Escrever, talvez, fosse como anular a auto-imaginação, a constituição de si mesmo como esse historiador moderno, viajante, conhecedor não de livros, doutrinas, mas do mundo em sua pluralidade. “Memória, esquecimento e escrita da história, a crítica ao poder do discurso e aos usos do passado, enfim, a ética do historiador[4]”, tais são os temas praticados pelo professor já no fim de sua vida, o que o levou a ser chamado de “mestre do rigor”, mesmo sem ter construído um corpo doutrinário através de sua produção acadêmica[5].

Ele fez da arte de ensinar o centro de sua vida e de sua profissão, se não deixou uma obra escrita volumosa em formato de artigos e livros, deixou uma obra monumental em formato de horas e horas de aulas rigorosamente preparadas e brilhantemente executadas, nas conversas e palestras sempre educativas e formadoras, nas meticulosas e eruditas arguições que realizou em inúmeras bancas de avaliação de trabalhos de pós-graduação, e nas horas e horas dedicadas a orientação. Se considerarmos como sendo parte de sua obra, contra o que com certeza protestaria, todos os trabalhos que orientou, poderemos dimensionar corretamente o efeito Manoel Salgado para a historiografia brasileira. (...) O Manoel foi um mestre não apenas naquilo que escrevia ou dizia, mas em como vivia, em como praticava sua profissão, em como se comportava em tudo aquilo que fazia, ele foi um mestre do viver. Ele em si mesmo servia de ensinamento. Todos aprendemos com ele, não apenas lendo os seus textos, ouvindo suas conferências, assistindo suas aulas, mas convivendo com ele. Com ele aprendi, por exemplo, o que é ser amigo, o que é ser companheiro, o que significa a amizade, o que significa gostar do outro apesar e por causa das diferenças. Como todo mestre, o Manoel serviu de guia para muitos, talvez por isso ainda hoje estejamos meio perdidos desde que ele partiu. Mas mestres não morrem, porque seus exemplos quedam imorredouros na memória daqueles que tiveram a sorte de serem seus aprendizes[6].

Um mestre do viver que fez discípulos, construiu amizades sólidas não só na capital, na espécie de centro intelectual brasileiro que nunca deixou de ser o Rio de Janeiro, mas Brasil afora, como no relato do professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, ou de Temístocles Cezar, da federal do Rio Grande do Sul. A partir desta prática do viver se diferencia do intelectual objeto de seu estudo durante o doutorado, Francisco Adolfo de Varnhagem, que soube amealhar a simpatia de poderosos para a publicação de sua Obra, para difusão de seu Intelecto (iluminista na mesma medida que civilizador, à moda de Renan, a moda imperialista e racista como a praticada na Grã-Bretanha da época). Manoel, contudo, pode ser relacionado ao paradigma construído por seu professor a partir da obra de Heródoto[7], a do etnógrafo, a do cidadão consciente dos limites e das fronteiras do mundo moderno. Analisar sua vida como historiador e sua produção historiográfica e reescrever o inventário das diferenças, o que Paul Veyne chamou também de poesia do distanciamento.

Há uma poesia do distanciamento. Nada mais longe de nós que essa antiga civilização; é exótica, digo, está extinta, e os objetos trazidos por nossas escavações são tão surpreendentes quanto os aerólitos. O pouco que nos passou da herança de Roma existe em nós em quão diluídas doses, e ao preço de que reinterpretações! Entre os romanos e nós, um abismo foi cavado pelo cristianismo, pela Filosofia alemã, pelas revoluções tecnológica, científica e econômica, por tudo o que compõe nossa civilização. E é por isso que a História romana é interessante: faz-nos sair de nós mesmos e obriga-nos a explicitar as diferenças que nos separam dela. Uma civilização menos distante não teria essa virtude; teríamos com ela uma linguagem comum, de modo que a maior parte do que o historiador viesse a dizer poderia passar por óbvia; seria então possível à historiografia demorar-se mais tempo na penumbra em que flutua o que é apenas vagamente concebido[8].

A distância que nos separa do Império, a distância entre a formação das democracias modernas, das repúblicas, com as velhas formas de oligarquia tão amplamente difundidas no continente europeu e transplantada para o Brasil, com a revolução dos Bragança, que levou a nossa Independência. Distância dos primeiros rudimentos da experimentação historiográfica com a criação do IHGB, criação de um instituto histórico que, nas palavras de sua historiadora, fez tecer um capítulo com o título inusitado à primeira vista para os propósitos de tal instituição, quero dizer, com o nome de “Portas fechadas para a história[9]”. Era o tempo do “tribunal da posteridade”, título de ofício daqueles iluministas que se privam de contar a história da monarquia que adoravam para não correr o risco de colocá-la em maus lençóis, barreira contornada décadas, talvez um século depois. Talvez seja melhor ficarmos no “século depois”. Nem a talentosa geração da década de 1930 soube superar o tribunal, o que um pesquisador chamou de “nostalgia imperial”:

Finalmente, cabe ressaltar que a revisão mais crítica de nossa história, cujo marco essencial é a Formação do Brasil contemporâneo de Caio Prado Júnior, de 1942, detinha a atenção de sua análise na época colonial, relegando o Império quase que a uma continuação daquele período. Excetuando-se o clássico de Raimundo Faoro, Os donos do poder, podemos dizer que apenas mais recentemente, praticamente a partir dos anos 60, o século XIX brasileiro passou a ser revisitado pela nossa moderna historiografia. As instituições políticas imperiais e a grande produção cafeeira escravista passaram a ser objeto de análise, muitas vezes no sentido de se melhor compreender a própria formação do Estado brasileiro contemporâneo e a transição para uma economia capitalista. As décadas de 70 e 80 assistiram a uma significativa produção historiográfica em torno do tema do século XIX, particularmente no que diz respeito à análise da escravidão[10].

O pesquisador se esquece de inventariar uma produção que, se bem que atípica e que de alguma forma ficou isolada dos chamados “grandes marcos”, que é o tomo inteiro escrito por Sérgio Buarque de Holanda na obra que dirigia, a HGCB, sobre o segundo reinado. Maria Silva Odila Dias, orientada por Buarque, igualmente lançou luzes sobre o período. Mas nisso tudo, ainda estamos em plena década de 1970. Salles é preciso quando toca no tema da análise da escravidão, grande foco por meio do qual surgiram novas e originais análises, no que destacamos aqui, entre muitas, os trabalhos singulares de João José Reis e Flávio Gomes. Manolo Florentino, João Fragoso, mas também Francisco Doratioto e próprio Ricardo Salles sobre o tema da Guerra do Paraguai. Tudo isso são produção recentes, entre tantas, de alta qualidade, e que fez parte da renovação historiográfica brasileira no último quarto do século XX.
Portanto, como nosso historiador, para marcar sua distância, seu inventário de diferenças, se posiciona em sua arte de viver, de escrever, em relação ao cânone por ele estudado, o não pouco “iluminista” e realista Varnhagen? Obra fundamental para se entender a formação deste mestre da velha escola, O tempo saquarema (outro foco de novos estudos, da abertura de novas sendas para a pesquisa dos historiadores), através do escrito de um especialista em literatura, mas que pesquisou com todos os detalhes a vida – “sobre as ruínas do Capitólio” – de Um moralista nos trópicos, o partidário do partido da ordem, um saquarema. Qual distância o separa Cairu de um Varnhagen?

Sobressai, no discurso de Cairu, a busca de uma Ordem anti-revolucionária, ameaçada, no Brasil como na Europa, pelos ideais racionalistas herdados do século XVIII e proclamados pelas correntes maçônicas, dos dois lados do oceano. Compreendam-se os “filhos da luz” como estes “infiéis” que enfrentavam o poder temporal da religião, apoiado, este, na Revelação contida na figura do Cristo; Revelação cuja justa heurística proviria apenas da ortodoxia católica, mediante a obediência ao governo espiritual da Santa Sé.

O tema não nos desvia da Constituição moral, e deveres do cidadão. Pelo contrário, a recepção e a utilização das doutrinas dos moralistas do século XVIII, em especial escoceses, regem-se, na obra de Cairu, pela criteriosa seleção de seu conteúdo, restando a crítica que ressalva o deísmo de autores como David Hume ou o próprio Adam Smith, sempre aquém da Revelação. À primeira vista pertencente apenas ao plano teológico, a questão de fato adquire força e se desenrola no plano político, pois nos vemos diante dos primórdios de uma batalha secular da Igreja contra o racionalismo burguês, maçônico e logo mais positivista, anunciando não apenas a oposição do ultramontanismo europeu, mas, também, a posição católica brasileira cada vez mais atritada com o poder monárquico, e cuja máxima expressão seria, já na segunda metade do século XIX, D. Vital.

Esboçam-se, numa prática como a Constituição moral, as linhas de força da reação católica ao mundo manchado pela Revolução, o que podia representar um extraordinário alento para os partidários da Ordem, por conter as lições de um pensamento conservador capaz de aglutinar tendências várias, sempre que a ordem iminente – compreendida como a ameaça da turba – se coloque à vista da pátria congregada, pondo em perigo posições estabelecidas e hierarquias mais ou menos rígidas. Enfim, sempre que a arquitetura da sociedade seja contrastada, ameaçando arruinar-se o edifício civilizacional[11].

Pode-se apontar numa primeira leitura que Varnhagen não se inclinava tanto para uma atitude piedosa, católica, como por exemplo a respeito dos índios. Sem contar alguns fatos de sua carreira de estudioso que podem ser contadas quase como uma piada (como a respeito dos tupis: “Com base em estudos filológicos comparados, Varnhagen chegava à conclusão de que este grupo indígena teria vindo da região do Mar Mediterrâneo. Dessa forma, ele acreditava haver comprovado que a maioria da população brasileira era de origem europeia[12]”). Sua tomada de posição frente a Gonçalves de Magalhães com sua Confederação dos Tamoios, era para ressaltar o papel da força dos colonizadores diante dos selvagens em termos de violência e conquista diante da “Confederação bestial”. Varnhagen, a diferir do Visconde de Cairu, não se fazia de rogado ao defender a espada e se esquivar de qualquer menção à cruz. Contudo, ao invocar Joseph de Maistre para legitimar a violência na colonização, Varnhagen se aproxima do ultramontanismo, do católico fiel servidor do rei como Cairu, e se filia ao “elogio do executor”, como escreveu de Maistre para exaltar a figura tão torpemente vista dos homens que manejavam a guilhotina durante o Terror[13]. Católico e jacobino: o ultramontanismo faz escola ainda que para inventariá-lo teremos que traçar os inúmeros aspectos que compõem suas diferenças nos dois lados do oceano, ainda mais se se tratar de um iluminismo português, porém tão religioso como foi de determinados homens ilustrados de além Pirineus. Para se captar os diferencias de tais iluministas, podemos cotejar o texto extraído acima de Pedro Meira Monteiro com este de Manoel Salgado:

Ao descrever os acontecimentos, Varnhagen reduzia o movimento à “incrível ousadia e leviandade” do aspirante Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), que, como único dos inconfidentes condenado à morte, desde a inauguração da República era homenageado como heróis nacional apelidado de “Tiradentes” (epítetos que lhe foi conferido porque era conhecido como alguém que sabia extrair dentes). Com isso, Varnhagen tratava de menosprezar a importância desse movimento. Assim, Varnhagen considerava uma sorte a descoberta a tempo da conjuração, pois, a seu ver, a instituição da República, “em meio ao Império majestático de Santa Cruz, seria um mal”. E prosseguia: “Curvemos a cabeça ao decreto da Providência, que... veio conduzir-nos à única situação em que podemos, sem novos ensaios, procurar ser felizes, e fazer-nos respeitar como nação[14].

Racismo de um lado, intolerância de outro. Bárbaros eram os negros, selvagens os indígenas – somente a força, a subjugação poderia libertá-los. Afinal, nossa pátria não poderia se reduzir a uma “catinguenta Guiné”. Este medo era o mesmo que levou a ultramontanos ou iluministas do tipo, como Cairu, a defenderem o fim do tráfico de escravos, leis que modificassem as práticas da escravidão em pleno século onde mais se exportou africanos para cá, muito além do que em todo o período de colonização[15].
Manoel Salgado, um mestre da vida, um mestre do rigor. Antes um professor, um orientador, do que um erudito, alguém em busca de uma Obra (como Varnhagen ou o filósofo do Dasein). Um antiquário moderno, um novo historiador viajante, Ulisses da historiografia brasileira. Ante a Grécia, os clássicos, a civilização, a constituição de uma vida outra e não a preocupação com a outra vida (a obra), ou seja, o cinismo, a estilística da existência como nas mais lídimas expressões do modernismo. Manoel diante de Varnhagen: caminho específico que poderia se desdobrar em outros desenvolvimentos como o etnógrafo (lembrar seu professor, François Hartog) diante de Renan, Michel Foucault e a antropologia história frente a fenomenologia ou o existencialismo. Em sua estilística da vida, em suas viagens pelo mundo, não podemos mapear uma carta, um comunicado, uma conferência, uma réplica ou uma súplica a alguém como esta:

Concluo suplicando a V.M.I. que não me mande para nenhuma república, nem me mande a outra parte sem melhorar-me de categoria, pois qualquer das coisas equivaleria para mim verdadeira facada, que não creio ter merecido de ninguém e muito menos de V.M.I.[16]

Ele não queria uma república sul-americana, mas a Europa, a Civilização. Falaríamos o mesmo de Manoel? Como se constituiu, portanto, este modernismo, frente a modernidade oitocentista, frente ao início da preocupação com o bíos, com o nascimento da moderna historiografia, assim como da anatomia comparada, da anatomia patologia e da biologia? Como se pode retomar, através de um “inventário das diferenças”, de um “poema da distância”, esses temas clássicos que nada mais são do que a busca de todos os gregos pelo éthos, pela alétheia, pela parresía? Como se conforma, por fim, essa nova preocupação com a vida, com a ciência, na história de Manoel Salgado e em sua historiografia?




[1] CEZAR, Temístocles; KNAUSS, Paulo. O historiador e o viajante: itinerário do Rio de Janeiro a Jerusalém. Em: GUIMARÃES, Manoel Luiz Salgado. Historiografia e nação no Brasil: 1838-1857. Rio de Janeiro: Eduerj, 2011, p. 9.
[2] Idem, p. 16.
[3] Idem, p. 18.
[4] Idem, p. 20.
[5] JUNIOR, Durval Muniz de Albuquerque. Um mestre de rigor: Manoel Luiz Salgado Guimarães e a delimitação do campo de estudos da historiografia no Brasil. Revista História da historiografia. Ouro Preto, dezembro de 2013, nº 13.
[6] Idem, p. 148.
[7] HARTOG, François. O espelho de Heródoto: ensaio sobre a representação do outro. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.
[8] VEYNE, Paul. O inventário das diferenças. São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 10-11.
[9] GUIMARÃES, Lucia Maria Paschoal. Debaixo da imediata proteção imperial: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1938-1889). São Paulo: Annablume, 2011.
[10] SALLES, Ricardo. Nostalgia imperial: a formação da identidade nacional no Brasil do Segundo Reinado. Rio de Janeiro: Topbooks, 1996, p. 28.
[11] MONTEIRO, Pedro Meira. Um moralista nos trópicos: o Visconde de Cairu e o Duque de La Rochefoucauld. São Paulo: Boitempo, 2004, p. 196-7
[12] GUIMARÃES, 2011, p. 196.
[13] Ver as Soirées de Joseph de Maistre, publicado no apêndice do excelente ensaio de Isaiah Berlin, Joseph de Maitre and the Origins of Fascism. Em: BERLIN, Isaiah, The crooked timber of humanity: chapters in the history of ideas. Nova Jersey: Princeton University Press, 2013.
[14] Op. Cit., p. 218.
[15] Ver principalmente ALENCASTRO, 2000 e FRAGOSO; FLORENTINO, 2001.
[16] Carta de Varnhagen ao Imperador, de 9 de março de 1870, p. 340. Em: GUIMARÃES, 2011, p.195.

Sobre o autor

Rogério Mattos: professor, escritor e petralha de plantão

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