Quem tem medo da China?

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O "perigo vermelho" ainda está no ar

Depois de duas publicações "sobre a guerra que se aproxima" (clique aqui para acessar a parte 1 e aqui para a parte 2), é normal perguntarem para esse escritor aqui ("blogueiro" é o c...) sobre conspiranóias e algumas taras similares. A aporia imediata é: "tudo bem, os EUA são um poder imperial, etc.... mas a China não é esse santinho que pintam". Pergunta retórica, como é evidente. Quem coloca em risco a segurança planetária atualmente? São os "comunistas"? Discípulos de Brzezinski e Fukuyama, de esquerda ou de direita (dane-se sua filiação ideológica), vocês me fazem ter que responder a questionamentos muito elementares. Por favor ideólogos, "cidadãos críticos", neokantianos, leitores da Folha e cidadãos que prezam o bom senso e o senso comum, compreendam minha paciência apesar do "extremo nojo, fastio, pelo homem", para falar na linguagem de Zaratustra. Quem tem medo da China, afinal? Preferem Obama, Hilary, Bush, FHC, "ilustrados" ou estrangeiros de todas as modas e matizes... Nada pior do que a verdade quando nos situamos no ponto de vista extra-moral.


Como adiantamos quando falamos sobre as "fake news" ou sobre o racismo nativo a respeito da figura de Cabral, o suposto patriarca nacional, não haverá vida fácil nos próximos meses, com Trump ou sem ele. O fato é que Hilary se comprometeu a adotar a política de zona de exclusão aérea na Síria, o que inevitavelmente levaria a um confronto com os russos. A "no-fly zone" não apenas permitiria que só aviões autorizados (da OTAN) usassem o espaço aéreo sírio, como teria que destruir toda a força aérea estacionada em terra, ou seja, na maioria aviões russos. Já imaginou, seu coxinha super-prudente, a super cagada que isso daria? Isso é a causa de Trump ser uma brisa, não sabemos até que ponto, passageira. Sem os neocons, ou parte deles, a Terra dá alguns suspiros aliviados.

O 99% provável Secretário do Tesouro estadunidense é o honorável Steven Mnuchin, especulador financeiro que trabalha para George Soros, aquele que disse que Trump irá sofrer um "efeito-Dilma", mas não sobreviverá tanto quanto a "petralha". Mulher, vocês sabem como é, sobrevivem mais do que os homens... Pelo menos de acordo com nosso Temerário e ilegítimo presidento, já que elas recebem salários iguais ou melhores do que o dos homens e a gestação é uma "brisa" - como uma dose de Rivotril, uma temporada em Maromba - elas  devem trabalhar tanto quanto nosso legítimo presidente - o operário, é o que estou falando (que continua na labuta e até um ap. alugado é digno de escândalo à altura dos Panamá Papers. Quem diria se ele morasse em Parati!).

(não é só Soros que quer o selvagem fora da presidência. Veja o editorial do Washington Post)

São muitas as dúvidas que o homem da muralha nos coloca. De fato, Tite, quando escalou o goleiro do Maior do Mundo, levantou inúmeras suspeitas. Tratava-se de um time de altíssima qualidade, com promessas e craques experientes que poderiam sobrar na seleção da CBF. Mas ele resolveu escalar o até então recém-reserva do Mengão, até porque se usam três goleiros, e os dois que sobram nunca são lembrados, pouco importa a ordem. Já que o time estava indo tão bem, vamos chamar alguém. Tite antecipou as tendências nórdicas, como é próprio dos bons chefes nativos, e escalou Muralha - para terceiro goleiro. Complexo tupiniquim, já que lá Muralha parece estar na lista primeira de qualquer ação de Donald Trump. O chefe do esquete da incomparável seleção, talvez não esteja a altura visionária obtida daquele homem em que se pendura - via saco - do país nórdico... Uma pena para nós.


Bom, então vamos agora para as notícias boas. A foto vai com a legenda em inglês, já que os coxinhas gostam de ser Liberais...

Chinese missiles with long-range nuclear capability have reportedly been deployed within striking range of the US Getty.

O que isso significa? Primeiro, eles foram para a fronteira Russa. Nenhum problema, já que a aliança militar russo-chinesa vem desde o ano passado pelo menos. Contra a OTAN, sempre. Eles estão lá por causa de uma suposta agressão do presidente Trump. É uma estratégia que agora mescla o perigo russo com o perigo chinês-comunista. Trump quer "dar o balão" nos chineses, e usa igual Obama, suas armas ameaçadoras. Mas vamos lembrar que a ameaça de guerra nunca foi tão recente, principalmente depois que o Nobel da Paz veio ao poder:

But also in the attempt to pin down the narrative, it was John Kerry who, a week or so ago, gave a speech saying that it was the British Parliament which prevented a U.S. military intervention in Syria. Now—I mean, all of these people must think that the whole world has a very short memory, because I remember very vividly that it was Gen. Michael Flynn, in his capacity as head of the DIA [Defense Intelligence Agency], who had put out a public statement that it was the intention of the Obama administration to build up a caliphate in the region, in order to have regime-change against Assad, and he was then fired by [DNI] Clapper. And it is of a certain irony that, just last Friday, when Trump met with Clapper, Brennan and Comey in Trump Tower, where these three gentlemen wanted to impress Trump with their story about the Russian hacking,—the other person who was with Trump was General Flynn, who is now in the driver’s seat as the incoming National Security Advisor. In any case, you can expect the truth not be suppressed forever. And as a matter of fact, it was in the moment shortly before the U.S. military intervention in 2013, when the U.S. military action was prepared to occur Sunday evening; we had gotten that from well-informed circles in Washington,—and then at the very last minute, the chairman of the Joint Chiefs of Staff, Gen. Martin Dempsey, went to Obama and said: “You should not start a war where you don’t know how it ends. And if you don’t ask the Congress, you will be impeached, or you run the risk of being impeached.” And only because of that, did Obama go to ask the U.S. Congress. The U.S. Congress voted no, and the U.S. military intervention was prevented. 

 
Quantos passos o governo Trump andou com suas nomeações? Fora o general Martin Dempsey, um dos maiores críticos do Obamacare com os países estrangeiros, e que é apenas um conselheiro, é difícil situar a diferença com o governo anterior. Não estamos falando de Steven Mnuchin, o herói, que por si só antecipa as tendências trumpianas, mas do ex-dirigente da Exxon, o secretário de Estado Rex Tillerson:

They believe they deserve a rightful role in the global world order because they are a nuclear power. And they are searching as to how to establish that. And for most of the past 20-plus years since the demise of the Soviet Union they were not in a position to assert that. They have spent all of these years developing the capability to do that. I think that now what we are witnessing is an assertion on their part in order to force a conversation about what is Russia's role in the global world order. So the steps being taken are simply to make the point that Russia is here, Russia matters, and we are a force to be dealt with. That is a fairly predictable course of action they are taking.

Será que tanta cautela é diferente dessa assertiva do nobelíssimo da Paz:

The Russians can’t change us or significantly weaken us. They are a smaller country. They are a weaker country. Their economy doesn’t produce anything that anybody wants to buy, except oil and gas and arms. They don’t innovate. But they can impact us if we lose track of who we are. They can impact us if we abandon our values.
Não vou falar novamente da Doutrina Utópica da Otan, do MAD (Mutual Assurance Destruction), do sistema de mísseis TAAD, já amplamente explicados nas outras publicações "sobre a guerra" e que coloquei os links lá em cima, bem na introdução. É possível um mundo não nuclear? Que os utópicos respondam, ainda mais depois da descoberta da tocha de fusão - nem tão recente assim. O fogo de Prometeu não é para tiranos, como Zeus, ou para nobéis, como Friedman ou Hayke. São aporias que devemos ultrapassar. Quem serão os líderes?

Como estou dizendo, isso não é coisa de um simples petralha: http://www.reuters.com/article/us-norway-usa-military-idUSKBN1501CD

Que olhem as fontes e que não questionem por merrecas, igual a um leitor desse magnânimo blog que quis, como historiador, questionar as fontes, e apresentou como fonte de questionamento apenas um artigo traduzido, do Jornal GGN, e ignorou as dezenas de links que fornecemos em cada publicação. Mais um com medo da China, mais um achando que "não é isso tudo". Então tudo bem, seu petralha pouco esclarecido. É por isso que fala mal da JK de saias, da moça do isenção fiscal para as empresas... Quem dera seu nível de debate chegasse para debater esse mínimo. Vá encontrar com o pessoal do MBL, o dos 20 centavos e toda a "petralhada" que você se identifica! Uma estrela brilha! Não será o Temeroso que vai apagá-la! Com ou sem o maior presidente na raia, o ilustríssimo Luís Inácio, que sabe mais do bem estar das pessoas mais pobres do que você, seu coxinha vestido de vermelho, seu petralha enrustido. A classe-média é uma merda. Por isso precisamos da verdade no sentido extra-moral. De verdades, a merda dos atlantes e as classes mérdias já encheram esse mundo.

Quem duvida de mim sobre o perigo e guerra que ouça as falas do Ministro das Relações Exteriores da Alemanha ou as do líder da oposição britânica. E nada mais.

Na sequência, a antecipação, no transcrito, do documentário sobre a Nova Rota da Seda (chinesa, claro), que brevemente postarei nesse blog. De onde vem o perigo para a segurança planetária? São dos asiáticos, seu estúpido? Vá chupar caju!

Como disse Xi em Davos: Não tenha medo de explorar um mundo novo.

UM TOUR PELA PONTE-TERRESTRE MUNDIAL


Por Helga Zepp-LaRouche


Você já ouviu falar da antiga Rota da Seda que conectava a China a Europa através de uma longa rota de viagem. Foi pelo comércio da seda, da porcelana e de livros impressos, porém mais importante que os bens foram as trocas em tecnologia. A antiga Roda da Seda trouxe enormes benefícios econômicos para todos os países participantes, mas foi também uma troca de ideias e de belezas culturais. Hoje a China está oferecendo uma nova Rota da Seda e uma roda da seda marítima, em já estão cooperando mais de 60 países. A China realizou um milagre econômico nos últimos 30 anos, em que parte de seu desenvolvimento demorou nos países desenvolvidos de 150 a 200 anos para serem realizados. Agora a China está oferecendo esse mesmo modelo para todos os países que queiram cooperar com essa perspectiva. A Nova Rota da Seda é baseada na perspectiva “ganha-ganha”, isto é, cada país que participar terá benefícios culturais, políticos e econômicos iguais. Essa é a verdadeira ideia para a superação da geopolítica, o mal que causou duas Guerras Mundiais no século XX. Ela oferece a perpectiva de um verdadeiro desenvolvimento global em parceria para que toda a humanidade trabalhe junto pelos anseios comuns da humanidade.

Produzimos agora um estudo de 370 páginas chamado “A Nova Rota da Seda se Torna a Ponte-Terrestre Mundial”. VocÊs devem ler isso. Está disponível em inglês, chinês e árabe e, brevemente, sairá na Alemanha e na Coréia, e em muitas outras línguas. Veja esse vídeo e você terá noção de como é fácil mudar o mundo para melhor.

Quando Helga Zepp-LaRouche viajou para a China em 1996 com a proposta do que ela e seu marido Lyndon LaRouche chamaram de a Ponte-Terrestre Euroasiática, ela chegou com um prognóstico de que, se as nações da Europa e da Eurásia falharem economicamente na integração das regiões marginais do continente, forças políticas e econômicas poderosas – com o intuito de preservar sua hegemonia no planeta do pós-Segunda Guerra – iriam se aproveitar da fraqueza dessas regiões subdesenvolvidas para desestabilizar o poder dos continentes maiores, em particular, Rússia e China. Vinte anos atrás, num mundo onde crises econômicas sistemáticas e guerras por procuração (proxy war) se tornaram o novo normal, não é uma hipérbole dizer que estamos – como um planeta – no final do paradigma da Segunda Guerra Mundial. Agora, um grande número de líderes mundiais estão propondo uma mudança de curso e, ao fazer isso, estão fundamentalmente desafiando os axiomas subjacentes que tem modelado a política econômica global no último século.

Realmente é desejo de uma nação ter a hegemonia global no planeta?

Se a política de segurança de uma nação ou um grupo delas criar um planeta menos seguro para todos, isso é realmente eficaz?

Quais interesses econômicos são esses que mantém populações inteiras e seus continentes mal-nutridos e subdesenvolvidos?

A proposta do presidente chinês Xi Jinping para a cooperação ganha-ganha com a iniciativa do Um Cinturão, Um Rota é uma oferta pra a mudança desse paradigma, fazendo uma oferta a todas as nações – amigas ou não – para reconhecerem que está nos interesses vitais de cada uma das nações de se desenvolverem economicamente, culturalmente, espiritualmente.

E enquanto a maior parte da população sinalizou estar pronta para se empenhar no paradigma ganha-ganha, os chineses não tem qualquer ilusão sobre as implicações por chamarem por uma nova ordem econômica global.

Nesses três anos desde que Xi Jinping primeiro anunciou a estratégia do Cinturão e a Rota da Ponte-Terrestre Euroasiática na universidade de Nazarbayev, a China tem feitoprogressos significativos trazendo à tiracolo nações europeias. Contudo, enquanto a reconstrução dessa vibrantes rotas comerciais por terra e mar irá dramaticamente incrementar a economia global, a iniciativa ainda não é global. Continuam a existir significativos obstáculos geopolíticos. Para um verdadeiro paradigma global ganha-ganha, toda a região transatlântica deve reconhecer seus interesses inerentes nessa nova ordem econômica. O quanto vai demorar para que essas nações vejam parceiros onde agora só vêem inimigos? Quem no Ocidente compartilha a visão dos anseios comuns da humanidade? Essas e mais respostas podem ser encontradas na edição especial da EIR, “A Nova Rota da Seda se Torna a Ponte-Terrestre Mundial”.

Vamos fazer um tour pela Ponte-Terrestre Mundial e ver o que parece um verdadeiro paradigma global ganha-ganha.

Os 65 países ao longo do OBOR contam 63% da população mundial (4,4 bilhões de pessoas), mas seus ganhos são de somente 29% do total dos rendimentos mundiais. Igualmente, o PIB chinês ultrapassou a metade do total do PIB dos países da OBOR, o que significa que com a coordenação adequada a máquina da economia chinesa irá destravar o potencial latente e subutilizado ao longo da rota OBOR.


A integração Euroafricana


O continente europeu geralmente é associado a um alto pradrão de vida – uma vasta rede de transportes por rodovias, hidrovias e ferrovias, eletricidade abundante e uma história rica – uma parte crucial sendo o que uma vez foi o maior ponto de trocas através da Rota da Seda.

Mas a que custos a Europa conseguiu alcançar e manter esse padrão de vida – e por quais custos o defenderá? A hegemonia econômica da Europa e de seus aliados enfraqueceu a a segurança dos outros e, fazendo isso, comprometeu a si própria? Hoje, a migração de cerca de um milhão de refugiados do Oriente Médio e do norte da África para a Europa demonstra, inquestionavelmente, que a resposta é afirmativa.

E enquanto a condição desses refugiados que chegam rapidamente está se deteriorando, assim também as condições na Europa. Desde o final da Guerra Fria, a lealdade europeia à City de Londres e a Wall Street tem sabotado sua própria habilidade de sustentar seu padrão de vida. Hoje a Europa sofre com o crescente desemprego entre os jovens e uma dívida crônica e a crise de austeridade, tudo isso fazendo crescer as organizações políticas extremistas e destruindo a fachada da unificação europeia.

Como a China vem demonstrando com sua iniciativa OBOR, o maior investimento que podem fazer para sua própria segurança e prosperidade, está assegurando a estabilidade e o avanço de seus vizinhos. Esse também é ocaso da Europa. O maior investimento para a Europa será coordenar o desenvolvimento da África e do Oriente Médio com o continente europeu.

É uma as duas características da integração euro-africana com a Ponte-terrestre Mundial, um plano extensivo para dinamizar a Grécia e os países bálticos com uma rede de transportes, energia e hidrovias, utilizando sua localização geoestratégica no leste mediterrânico para se tornar uma ponte de acesso entre a Eurásia em direção ao norte e a África, e com o sudoeste asiático ao sul.

Segundo, complentando o elo perdido entre os dois continentes e o Estreito de Gilbratar com um túnel de 25 milhas conectando a Espanha ao Marrocos. Aqui, a Espanha, já um líder em trens de alta velocidade, não estará mais na “periferia” europeia, mas se tornará um eixo para uma multidão de culturas e trocas econômicas.


A Integração africana


Nesse novo paradigma, a África requer aliados, não ONGs. Eles precisam de acesso a eletricidade abundante e barata, não “tecnologia apropriada”. Nesse novo paradigma, deve ser vista como o continente rico e subutilizado que é, não como um fardo ou um lugar para se mandar ajuda, coo muitos comodamente pensam hoje.

O vasto potencial do continente pode ser destravado com alguns poucos projetos-chave. Primeiro, o Projeto Transaqua. O projeto irá desviar 5% ou 100,000 metros cúbicos de água potável por ano do rio Congo ao lago Chad. Reabastecer o lago dará à África central força hidráulica, irrigação para a agricultura, transporte aquaviário, e irá aliviar a condição de terra interditada da região.

Um segundo projeto, cocenbido cerca de 100 anos atrás, é uma linha de trem voltada ao percurso Dakar, Senegal, na costa atlântica através do continente, até o porto de Sudão, no Mar Vermelho. A linha principal passa através do Senegal, Mali, Niger, Chad e Sudão, conectando os oceanos Pacífico e ìndico, num total de 14 mil quilômetros de rede ferroviária.

E um terceiro projeto, criado pelo engenheiro egípcio Aiman Rsheed, é o Corredor Africano – caracterizando dois corredores de desenvolvimento que integram o potencial hídrico e de transporte ao continente. O Corredor Africano conecta a produção agrícola das nações banhadas pelos Grandes Lagos à modernas rodovias e trens de alta velocidade, levando a um grande porto moderno na fronteira entre Egito e Síria, em Sidi Barrani, criando uma saída para as exportações dos produtos agrícolas que agora são desperdiçados pela falta de acesso aos mercados e aos depósitos. Depois, a Somália e a Eiópia serão conectadas a essa rota e, finalmente, esse corredor continental pode ser conectado à Ásia. O Corredor Africano também traça um canal de irrigação que se extende dos planaltos no leste do Congo, dirigindo-se rumo ao norte através da República da África Central, Sudão do Sul e do Norte, e até o Egito para preencher a Depressão de Qattara no oeste do Cairo.

O sucesso e os avanços do Egito não só são fundamentais para a África, mas também para o Oriente Médio. Essas duas regiões do mundo são as que mais tem sofrido sob o presente paradigma, e são as que tem mais a ganhar com um novo.


O desenvolvimento do Oriente Médio


"Todas as vantagens dessa região tem se tornado desvantagens porque tem se tornado o centro de um conflito global e guerras por procuração”.

Hussein Askary, um colaborador muito antifo de Lyndon e Helga LaRouche, traduziu a edição ao árabe e viajou ao Egito para o seu lançamento em março de 2016.

“Essa é uma área única, nenhum lugar na Terra tem as características únicas dessa região. Ela está entre três continentes, tem mais de dois terços das reservas de óleo e gás do mundo, porém mais importante ainda, ela tem mais de 450 milhões de pessoas e a maioria delas estão abaixo dos 30 ano9s. Logo, eles tem todo o futuro diante deles”.

Uma das linhas principais da Nova Rota da Seda passa através da Ásia Central e do Irã, através da Turquia até a Europa. Suas ramificações já estão sendo pensadas, incluindo planos iranianos para estender a oeste uma ferrovia até Bagdá, depois pelos rios Tigres e Eufrates até a Síria. A linha de trem pelo Eufrates pode ser conectada à Rota da Seda Marítima através do Golfo Pérsico e do porto de Basra no sul do Iraque, e a noroeste através de Deir Ezzour, Raqqa e a antiga cidade comercial de Alepo.

Essa rota, construída em cooperação com o Iraque, será um grande passo rumo a integração regional e um corredor de desenvolvimento entre o Golfo Pérsico, o Mar Arábico e o oceano Índico, com o leste mediterrânico e o sul europeu.

Uma ligação ferroviária ao Teerã também dará acesso a Síria para a região do Mar Cáspito. atravessando o novo projeto do Porto de Chabahar, um corredor econômico iraniano, russo e indiano, da Índia pelo mar até o porto de Chabahar, no Irã, rumo ao norte por trem até a Ásia Central e a Rússia.

A estabilização dessa região do planeta estabilizará o planeta como um todo. Daí em diante, a integração em potencial com o mundo por terra e por mar será imensa.


A integração do Sudeste Asiático


Colocando a cooperação ganha-ganha em teste, a China está propondo um desenvolvimento real, não simplesmente ajuda, para seus vizinhos ao sul no sudeste asiático. A China ofereceu estender ao sul sua impressionante rede de trens de alta velocidade, integrando a grande população do sudeste asiático no corredor OBOR. A construção do longamente planejado corredor ferroviário de Kunming até Singapura está em pleno andamente graças ao financiamento e a contribuição das construtoras chinesas. A linha central irá atravessar o Laos e a Tailândia antes de chegar ao sul, na capital da Malásia, Kuala Lumpur. A linha oeste irá atravessar o Vietnã e o Cambodja antes de se ligar com a linha central em Bangkok. A linha oeste irá atravessar ainda mais o sudoeste chinês e boa parte de Miamar antes de terminar em Bangkok.

Mais trabalhoso do que manter as pobres rotas terrestres do sudeste asiático são seus corredores marítimos. Aproximadamente um quarto dos bens comerciais do mundo viajam através apertado Estreito de Malaca, o principal canal naval entre os oceanos Pacífico e Índico. Mesmo com projeções de crescimento de curto prazo para a região mostrando a total saturação e níveis inseguros de congestionamentos, rotas alternativas estão sendo consideradas como parte da iniciativa OBOR da Rota da Seda Marítima. Uma dessas rotas, defendida há anos por Lyndon e Helga LaRouche, assim como por décadas pelos governos regionais, e apresentado na edição da EIR sobre o Canal Kra.

A construção e operação do canal não só irá prover uma última e dramática melhoria na economia tailandesa, por causa de sua posição estratégica, como esse simples caminho hidroviário irá turbinar a eficácia do comércio mundo afora.


A Nova Rota da Seda dá boas-vindas às Américas


Como parte da economia transatlântica, os Estados Unidos tmabém são associdados a um alto padrão de vida. Contudo, o paradigmada pós-Segunda Guerra, dominado por Wall Street, extendeu suas garras à economia americana – e ao seu povo. Destruindo seu setor agro-industrial pelas indústrias de finanças e serviços, com a promessa de que isso tornaria a economia “mais competitiva”, trabalhadores com alta capacitação e salários foram terceirizados para mercados extrangeiros, mais baratos, que não remuneram dignamente seus funcionários. Essa versão falsificada da globalização diminui como um todo a produtividade das Américas, aumento as taxas de pobreza através do hemisfério e convidou fluxos bilhões de dólares em dinheiro ilegal do comércio mundial de drogas, que até agora representam uma porção significante do dinheiro em espécie do setor bancário ocidental.

Ainda assim, mesmo depois da crise de 2007-08, quando a bancarrota do sistema financeiro transatlântico não pôde mais ser escondida e precisou de um resgate imediato, nenhuma reforma estrutural séria foi feita no estabelecimento financeiro ocidental, colocando o Ocidente – e o resto do mundo – no risco de uma crise ainda maior.

Ninhuém imagina que nos últimos anos a China, Rússia e outras economias emergentes começaram a criar novas instituições financeiras internacionais, baseadas num conceito de relações ganha-ganha entre as nações e criaram facilidades para o desenvolimento econômico e para o comércio para todos os participantes, ao invés de preservar a hegemonia de alguns. Ao invés da exclusividade dos acordos comerciais dos EUA, como a Parceria Transpacífica, a China extendeu um convite aos EUA e ao resto das Américas para se juntar a eles no estabelecimento de uma nova era de desenvolvimento econômico global.

Mas pode os EUA enxergar um mundo onde ele não é o único superpoder e, pelo contrário, compartilha essa responsabilidade com outras nações, conquistando mais em união do que jogando uns contra os outros?

O potencial da participação dos EUA no programa da Nova Rota da Seda é imenso. Um projeto chave da edição da EIR sobre a Nova Rota da Seda finalmente conecta o continente euroasiático com a América do Norte no Estreito de Bering. Uma ligação pelo Estreito de Bering provirá a simetria necessária para fazer da estratégia Um Cinturão, Uma Rota algo global e pode transformar os dois continentes do mesmo modo que a antiga Rota da Seda abriu a Ásia para a Europa.

Imagine embarcar num trem que levita magneticamente nos centros de Paris ou Berlim, viajando a 250 milhas por hora pelas estepes siberianas, através de um túnel sob o Estreito de Bering, e emergir no outro lado, no Alasca, em seu caminho para Manhattan. Linhas ferroviárias adjacentes de carga e passageiros viajando de norte a sul, do Alasca para os 48 estados continentais até chegar à Eurásia: essa é a construção da tão esperada Aliança Norte Americana para Água e Energia, um sistema de gerenciamento de águas continentais da envergadura do Projeto Apolo, que levará aguá potável escoando do Alasca e do Canadá e desviado em direção ao sul para o uso no árido sudoeste dos Estados Unidos.

E enquanto os americanos médios dirão a você que esse projeto é impossível, o chinês médio, hoje, o está construindo. Na última década, a China – comparável em tamanho aos EUA – construiu mais de 11 mil milhas de trens de alta velocidade e anseia por triplicar esse número em 2020. Igualmente, os projetos chineses dos Três Gorges Dam e das Águas Sul-Norte são alguns dos maiores esforços em infraestrutura hídrica jamais feitos.

No novo paradigma ganha-ganha, o investimento em grandes infraestruturas é o novo normal – em qualquer lugar.

Inspirado pelo projeto do Canal de Swuez recentemente finalizado no Egito e pela promessa da integração marítima com o novo paradigma OBOR e das nações BRICS, outro projeto característico da edição sobre a Ponte-Terrestre Mundial está agora em curso: o governo nicaraguense ganhou uma árdua batalha para construir um canal interoceânico de 173 milhas através do país, criando um passagem para alguns dos maiores cascos de navios do mundo que agora não conseguem atravessar o Canal do Panamá.

Um sistema norte-americano revitalizado de trens e hidrovias estará incompleto sem a integração com a américa Central e a do Sul. Planos para uma ferrovia transcontinental leste-oeste do Brasil para o Peru já estão a caminho com investimento chinês. Num paradigma econômico global orientado para a integração econômica e o desenvolvimento, a América do Sul poderá desenvolver uma rede ferroviária continental para o século XXI.

Ainda existem muitos que dizem que essa visão é apenas um sonho – que é impossível. Contudo, essas nações onde os grandes poderes atuais estão batalhando nas guerras por procuração da geopolítica, como o Iemem e a Síria, irá dizer a vocês que é o atual paradigma que é impossível e não pode continuar.

Construir a Ponte-Terrestre Mundial significa um renascimento cultural e econômico do planeta, um novo paradigma para a humanidade. Os projetos e os conceitos econômicos chave estão funcionando, o desafio agora é trazer de volta os Eua para suas raízes e transformá-lo num poderoso aliado dessa nova ordem econômica.


Sobre o autor

Rogério Mattos: professor, escritor e petralha de plantão

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