Por que um novo Bogotazo? Por que assassinar politicamente Lula?

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Uma das imagens do infame Bogotazo

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Por que assassinar Gaitán?

O ministro Eugênio Aragão, em publicação essa semana na revista Carta Capital (985), faz um chamado à paz, mesmo que esta seja considerada como um grito de guerra: "sempre é bom lembrar duas coisas: uma, como já dizia Lafayette, pode-se fazer muitas coisas com baionetas, menos sentar-se em cima delas; outra, a história é um processo contínuo e sua marcha é inexorável; quanto mais se reprime, mais a resposta será dura. Senão hoje, amanhã ou depois".

Defender Lula é defender o processo menos traumático para nossa democracia, pensando mesmo no lado dos nossos opositores: "a saída negociada ainda é a que oferece menos riscos e pode desembocar num cenário de transição mais suave. Lula é essa saída. Fechá-la é abrir espaço para o descontrole do processo político, que vitimizará, em primeiro lugar, os repressores e seus instigadores".

Lula onde se criou.

Quando os ventos mudarem, estes mesmos que agora inspiram violência serão por ela devastados. Com a tentativa de assassinato político de Lula, querem criar um novo Bogotazo. Mas talvez as relações de força hoje, na América Latina, crie cadeias de reação ainda muito mais fortes, porque historicamente legitimadas.

O programa do golpe está fatalmente comprometido. Dependem da aprovação da Reforma da Previdência e da emenda do parlamentarismo. Porém não tem a máquina de moer consciências, de angariar votos no atacado, como no início, quando o esquema montado por Cunha funcionou à perfeição.

O golpe está abortado. O refluxo para seus defensores será triste. Querem criar um novo Bogotazo. Querem que o Brasil seja uma eterna, triste e solitária, Macondo... Defender Lula não é só defender o país e nossa democracia. É defender a paz.

Gaitan, na praça, onde se criam os líderes populares.

http://www.semana.com/…/artic…/abril-por-que-gaitan/339370-3

El carácter “emblemático” del asesinato de Gaitán reside en su papel histórico como representante de la inclusión de los sectores populares. En palabras del historiador Marco Palacios, “con su eslogan de que ‘el pueblo es superior a sus dirigentes’, abrió las puertas al sistema político a miles de colombianos”. El caudillo liberal, quien es incluido por politólogos y expertos dentro de la generación de populistas en América Latina, representó la truncada posibilidad del naciente electorado urbano de clase media y obrera de llegar a la cúpula del poder.
Esa interrupción sangrienta sería esgrimida una y otra vez por distintas organizaciones políticas para justificar su paso a métodos más violentos. Aún hoy las FARC y el ELN denuncian la exclusión política como una de las razones que sostienen su opción armada. Si bien hoy el espacio político para las minorías y los sectores populares es mucho más amplio que en 1948, el asesinato del “caudillo del pueblo” sirvió no sólo de acelerador de la violencia interpartidista sino también de “prueba reina” para muchos por décadas posteriores de una democracia restringida.
Ese es el entorno en el cual el 9 de abril de 1948 fue calificado por los congresistas como la fecha de “inicio” del conflicto actual y por ende el día de solidaridad con sus víctimas.

Sobre o autor

Rogério Mattos: professor, escritor e petralha de plantão

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