O Abertinho

Em tempos de neomacartismo e jurisprudência da destruição, arte, política e cultura em textos nem um pouco ortodoxos

Previsão de chuva ácida para amanhã

Bolsobel liberta os escravos cubanos de seu cativeiro tupiniquim

Ao tentar dissolver os antagonismos políticos através da fórmula da autoridade, Bolsonaro se enquadra na forma do Pinochetismo 3.0, versão sul-americana da luta “anti-globalista” conhecida como Mussolinismo 3.0. Isso mesmo: Steve Bannon é um confesso apologista de Benito Mussolini, além de admirar na história americana o personagem Andrew Jackson, um dos fundadores do Partido Democrata, responsável pela consolidação da “democracia jeffersoniana”, ou seja, livre-mercado + escravidão. Enganou-se Celso Furtado no seu clássico Formação Econômica do Brasil ao acreditar que isso só poderia existir em terras tupiniquins através do infame barão de Cairu. […]

BRASIL: GRAÇAS AO CONLUIO DOJ/LAVA-JATO, BOLSONARO É ELEITO PRESIDENTE

“Junto com o caos econômico desatado pela substituição de Dilma da presidência pelo patético Michel Temer, a ofensiva judicial contribuiu para polarizar gravemente o país ao jogá-lo num profundo caos econômico e social, fator que preparou a cena para a vitória de Bolsonaro. No passado, Bolsonaro tinha fama como provocador e congressista medíocre. Só ganhou notoriedade internacional graças a anos de cobertura do New York Times.

É de notar que o cerne de apoio a Bolsonaro, consiste em tropas de choque militantes treinadas e financiadas por radicais livre-mercadistas de Londres – sobre tudo a Fundação Atlas – que lideraram manifestações de rua em 2016 exigindo o impeachment da então presidenta Dilma Rousseff”.

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Uma Comunidade para o Futuro Compartilhado da Humanidade: a Perspectiva Estratégica da China para 2050

Xi Jinping quando abriu a Cidade Proibida chinesa para receber Donald Trump.

 

Texto traduzido por mim para a Executive Intelligence Review

Essa apresentação foi preparada antecipadamente para a participação da sra. Helga Zepp-LaRouche, em Moscou, na 23ª Conferência Acadêmica Internacional do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Academia Russa de Ciências (ARS),  no Conselho Acadêmico de Estudos Avançados da China Contemporânea, intitulada “A China, a Civilização Chinesa e o Mundo: Passado, Presente e Futuro”, que ocorreu durante os dias 24 e 25 de outubro.

Lyndon LaRouche foi uma dos palestrantes de destaque numa conferência do ARS em 2003 sobre “A China no Século XXI: Oportunidades e Desafios da Globalização”. Essa conferência foi a 14ª Conferência Internacional sobre “A China, a Civilização Chinesa e o Mundo: Passado, Presente e Futuro”.

A grande questão que deveria preocupar toda a humanidade pensante nesse planeta, é fundamentalmente a mesma que foi calorosamente debatida na jovem república americana, como relatada n’O Federalista, “A sociedade humana é capaz de uma forma eficiente de autogoverno?”. Somente agora essa não é uma questão para uma nação apenas; ela diz respeito a humanidade como um todo e para a necessidade de um novo paradigma no ordenamento mundial. […]

O homem como força geológica planetária

Vladimir Vernadsky é figura central da ciência mundial. Aluno de Mendeleiev, inspirado nas pesquisas de Pasteur e desenvolvedor das primeiras pesquisas atômicas na Rússia, é estudado não só no contexto da biologia, da química e da geologia, mas também como arma de guerra aos dogmas neomalthusianos de “crescimento zero”, do darwinismo britânico como versão da doutrina de “luta de todos contra todos”, de livre-mercado do Império Britânico. Infelizmente, sua versão americana e mais popular o tornaram uma espécie de “enlatado made in USA”, ou seja, um dos pais do ambientalismo e da “teoria de gaia”. […]

Tu, castrista maior, és a ilusão brasileira!

Primeiro uma mãe escolhe como seu líder predileto alguém armado ou que se rodeia de pessoas com armas. Essa pessoa, pelo autoritarismo e o uso da força bruta, fascina. Ela é que deverá, em curto prazo, remover toda a miséria social, tudo o que, ainda na linguagem teológica, se chama de corrupção. Esse príncipe dourado parece com a imagem que os antigos judeus tinham de seu Messias, aqueles que tomaram um susto ao se verem apresentados a um outro messias, montado num pequeno jumento e recebido pela população com ramos de árvores.

Ao contrário de qualquer exemplo bíblico, de uma hora para outra, o príncipe festejado com seus faustos e ouropéis começa a perseguir o filho dessa mãe. Logo depois, persegue os filhos de seu filhos. Para não deixar dúvida,  muitas pessoas próximas e queridas de dentro ou fora da família, passam a sofrer do mesmo destino.

Quantas mães, na história brasileira, não podem relatar essa história, esse drama?

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A boataria como fenômeno do estado de guerra

O fenômeno atual de boataria é um sintoma da quadra histórica em que vivemos, ou seja, numa espécie de mundo submetida a lei natural hobbesiana, pré-contratualista, que seria real se não fosse algo fabricado. Não por acaso, o medo e o autoritarismo, a solução do Leviatã, hoje encontra tamanha repercussão. As chamadas “fake news” são a espuma das ondas da história. Não devemos ser dramáticos nem apressados ao tirar conclusões sobre esse fenômeno, assim como ter em mente que um boato pode durar por séculos, como o do famoso poder taumatúrgico dos reis, como relatado em um livro clássico do historiador Marc Bloch depois de vivenciar a experiência da multiplicação dos boatos nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.

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O “bom sensor”: nota vazada do Google admite a censura em troca da “segurança e civilidade”

Do Serviço de Informações da Executive Intelligence Review

Como parte da atual onda fascista/jacobina nos EUA, tão superficial quanto minoritária, uma nota interna do Google, vazada para a agência de notícias Breitbart, clama por uma mudança de política da “liberdade de expressão” para a “boa censura”. […]

Um 2º turno para os candidatos que ainda não apareceram

Mulheres durante a Resistência contra o nazismo na II Guerra Mundial

Se a guerra começou no Brasil em junho de 2013, a princípio com uma confusão generalizada entre os diferentes campos políticos, agora a cisão é bem nítida, o que favorece a batalha. Bolsonaro é o Golpe manco. É extremamente duvidoso o sucesso de um possível governo seu. Por isso as elites hesitam em apoiá-lo ou o fazem de maneira velada. Finalmente esse neomacartismo difuso poderá ser enfrentado num campo de batalha muito bem delimitado. E com um apoio inesperado e, talvez, decisivo.

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Veredas: um grande consenso patriótico e internacional

Os Sertões e nosso combate contra o diabo do autoritarismo

Guimarães Rosa divide seu Sertão entre dois grupos políticos principais. Se lermos esse romance como um trabalho artístico de fato, ou seja, como metáfora ou alegoria relativos a um processo social real, ele pode trazer alguns subsídios para compreender o que vivenciamos atualmente. […]