O Abertinho

Em tempos de neomacartismo e jurisprudência da destruição, arte, política e cultura em textos nem um pouco ortodoxos

A Vênus de Botticelli e a primavera da história da arte: o caso Aby Warburg

Breve apresentação da História da Arte como concebida por Aby Warburg, pioneiro no estudo das Pathosformel ou “fórmulas patéticas”, que revolucionou sua disciplina, criou uma biblioteca fantástica (quase borgiana) e apontou para a crianção de uma cadeira, a Ciência da Arte. Depois dos estudos de Didi-huberman, se tornou praticamente uma inconsequência não estudar inclusive a arte moderna (Bataille, Einstein, Picasso, Miró) através das ferramentas intelectuais criadas pelo inovador pesquisador alemão.

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Obituário – Lyndon H. LaRouche, Jr. (1922–2019)

Da Executive Intelligence Review

Lyndon H. LaRouche, Jr., o economista e estadista estadunidense que compilou, entre 1957 e 2007, o registro mais acertado do mundo de prognósticos econômicos, faleceu no 12 de fevereiro de 2019. Autor de milhares de artigos e de mais de 100 livros e panfletos de tamanho de um livro e de estudos estratégicos, LaRouche foi uma das mais controversas figuras políticas de toda a história estadunidense.

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A América de Bolsonaro

Os problemas com a General Motors e com a Ford no Brasil apontam para uma americanização de nossa economia, ou seja, a uma perspectiva fora das alternativas construídas ao redor dos BRICS e das parcerias com a proposta da Nova Rota da Seda chinesa. Nossa economia passou a emular meticulosamente o que ocorre atualmente nos EUA, como demonstra o caso da indústria automobilística americana. Investimento de longo prazo em infraestrutura, tecnologia e a criação de milhões de novos empregos estão bem longe da agenda brasileira e, há décadas, da agenda americana. A seguir assim, não veremos mais o embate contra Bolsonaro atualmente protagonizado pelas elites, STF e mídia na dianteira. Um levante popular surge no horizonte.

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Michel Foucault e sua filiação à escola dos Annales

Os especialistas tradicionalmente dão um ênfase maior ao diálogo de Foucault com a historiografia através da Arqueologia do Saber, ou seja, principalmente a partir da produção inicial do filósofo e com os temas clássicos dos Annales, como a “longa duração”, e mesmo a escola primeira, de Lucien Febvre e Marc Bloch.

O intuito do que escrevi é ressaltar a continuidade desse diálogo nas últimas produções de Foucault, em especial seus dois últimos dois cursos no Collège de France. Aparecem então não Braudel e Levi-Strauss, mas a influência perene de Georges Dumézil (quem primeiro o ajudou em sua carreira durante a escrita da História da loucura, na consulta dos arquivos da biblioteca Carolina Rediviva), assim como a chamada “terceira geração” dos Annales, a antropologia histórica. Assim, pode ser visto um panorama de conjunto de como se deu a colaboração entre o filósofo e os historiadores “analíticos”.

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Há dez anos, Lula e Dilma traziam estabilidade para a América do Sul

No dia 23 de maio de 2008 foi criada a Unasul, em Brasília. Um longo percurso possibilitou sua existência: Hugo Chávez se tornou presidente da Venezuela em 1999 e, em 2002, saiu-se vitorioso diante de um duro golpe de Estado. Logo em 2003, Lula assumia a presidência do Brasil, seguido poucos meses depois por Néstor Kirchner, na Argentina. Formava-se a aliança que rapidamente dinamizou as relações entre os países do cone sul, assim como foram formuladas políticas em favor da autonomia da região após a suposta vitória do consenso neoliberal que seguiu a queda do muro de Berlim.

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Esposito: Liberalismo, Biopoder e Tanatopolítica

O filósofo italiano Roberto Esposito. Junto com Giorgio Agamben, tem um conjunto de trabalhos importantes sobre a temática do biopoder

Respostas aos questionamentos surgidos depois da publicação do texto A risível história de um Foucault “fenomenólogo” e neoliberal: as garras de François Ewald

O surgimento de um “benéfico” biopoder: Foucault se divorcia de si próprio

Depois de 1989 e da suposta vitória da democracia liberal, não é com espanto que vemos surgir leituras não só que aproximam o conceito de biopolítica de Michel Foucault de uma leitura positiva do neoliberalismo. De certa forma, a proliferação destes estudos faz parte de todo um componente virtual de uma nova produção acadêmica, que busca vender barato, e talvez para “leigos”, o chamado pós-estruturalismo, quase como algo new age ou uma versão culturalista da versão de história de Francis Fukuyama.

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Juan Guaidó e o “Projeto Democracia”

Em 2005, um grupo de estudantes venezuelanos foram a Sérvia para participar de um evento de uma organização chamada CANVAS (Centre for Applied Nonviolent Action and Strategies), continuação da conhecida organização Otpor, responsável pela deposição de Milošević. Estas organizações cujo objetivo é a produção de “mudanças de regime”, golpes de Estado, são conhecidas há tempos pela Rússia, China e potências europeias e orientais. Juan Guaidó, suposto “presidente interino” da Venezuela, participou desta viagem e agora cumpre as promessas que fez a seus patrocinadores.

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Alguém ficou muito nervoso com a influência de LaRouche no Brasil

Da Executive Intelligence Review

A revista Veja de 12 de janeiro de 2019 abriu suas páginas para uma longa difamação de Lyndon LaRouche e do Instituto Schiller, camuflado como um ataque a Murilo Resende, então recémnomeado pelo governo Bolsonaro para um cargo mediano no Ministério da Educação. O autor, Eduardo Wolf, PhD em filosofia pela Universidade de São Paulo, denunciou Resende por plagiar um artigo publicado pelo movimento de LaRouche nos idos de 1992, intitulado “Nova Idade Média: a Escola de Frankfurt e o ‘politicamente correto’”. Depois de se ocupar com o assunto do referido plágio, enquanto fazia uma defesa total da Escola de Frankfurt, Wolf foi para a questão em pauta: difamar Lyndon Larouche.

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A atual posição do The Intercept sobre Trump

Não é de hoje que o portal The Intercept, apesar de adotar uma linha de radical oposição ao governo de Donald Trump, consegue se posicionar lucidamente a respeito das insanidades que a mídia americana e os neocons cometem não contra Trump, mas contra seu país. Que o recente posicionamento editorial do portal sirva não para se “pegar leve” com Trump, mas para aprimorar nosso senso crítico e ver o conjunto mais amplo dos graves dilemas existenciais pelos quais passa o mundo atualmente.

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Salve os empreendedores brasileiros!

Flávio e Fabrício são exemplos os novos empreendedores da era Guedes: o superministro não tem dois casos teratológicos que terá que evitar mencionar. Muito pelo contrário, tem dois “cases de sucesso” que, para muito além das competências do Sistema S, podem auxiliar e inspirar o povo a terem sucesso em seus negócios em meio ao reino totalitário do livre-mercadismo.

Mas, se comprovada a hipótese de que são a verdadeira quadrilha no poder, ou seja, que comprovam o Power Point do Dallagnol, os milicos ficarão com o broxa na mão? Qual o grau de credibilidade de qualquer governo pós-Queiroz?

O Brasil opta pelo aprofundamento do caos enquanto mantem a prisão de Lula. De certa maneira, mesmo com o golpe e a fraude eleitoral, o PT ainda governa.

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Sobre o atual “conservadorismo ilustrado”

Quando a a direita passou a aumentar seu tom de voz há poucos anos, vira e mexe se falava que não existia mais direitistas como antigamente. Fazia-se alusões a Merchior, Paulo Francis, Bob Fields e que tais. Eram declaradamente de direita, porém tinham o mínimo de articulação, sabiam dialogar e não apenas xingar ou difamar, como o que vemos hoje no atacado e no varejo. Contudo, talvez esse conservadorismo já exista. Quem sabe, porventura, um pouco melhorado. São meio livre-mercadistas, meio esquerdistas, e não são vistos ainda como “de direita”. Dar tempo ao tempo…

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