CARNIVORE ou Facebook: da CIA às Revoluções Coloridas

 

Segundo episódio da série dedicada nesse blog sobre as manipulações midiáticas (para ler o primeiro episódio CLIQUE AQUI), porém agora recobrindo as mídias eletrônicas, a gênese dentro dos serviços secretos, das mídias sociais, e seu papel na criação das “revoluções coloridas”, conhecida no Brasil pelas manifestações de junho de 2013. As forças armadas dos países asiáticos, em especial Rússia e China, consideram as “revoluções de cor” como guerras irregulares modernas – guerra entre Estados, diga-se – como foi o caso na Ucrânia e da ascensão lá do governo neofascista dos apoiadores de Stephan Bandera e o passo atrás que se deu, consequentemente, na chance de criar relações pacíficas do bloco transatlântico com o continente asiático. A ascensão aqui no Brasil da ultra-direita e do conservadorismo de um modo geral não podem estar desvinculados dessa nova forma de guerra, uma das frentes do Império contra o desenvolvimento de um novo modelo econômico internacional, fundamentalmente o que acontece em torno dos países BRICS.

Quando falamos em engenharia social e mineração de dados; quando nos perguntamos sobre o que possibilitou as manifestações de 2013 como movimento declaradamente anti-político; quando vemos a evasão da vida e do debate políticos tão bem refletida nos últimos dois ou três anos, não podemos evitar a pesquisa sobre Octopus, ou do caso de mineração de dados ocorrido nos EUA durante a década de 1980 chamado de Inslaw Affair. Essa investigação só veio a público anos depois através do trabalho do jornalista independente Danny Casolaro, meses depois encontrado morto em condições suspeitas num hotel de beira de estrada nos EUA. O ex-agente da KGB e best-seller internacional, Daniel Estulin, retomou a história, num caso romanceado e que pode nos esclarecer na escrita desta publicação.

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Investigação sobre o conceito de parresía (II): o caso Hamlet e a necessidade de uma revisão literária e historiográfica.

Ser ou não ser: eis a questão? Este texto dá sequência à publicação “Investigações sobre o conceito de parresía (I): o caso Hamlet, a soberania sobre si e os descaminhos da análise psicanalista-existencialista” escrita anteriormente por mim. Existe também uma relação direta com outra publicação, “Investigações sobre a biopolítica I – A Empresa Mundial S/A e Leia mais sobreInvestigação sobre o conceito de parresía (II): o caso Hamlet e a necessidade de uma revisão literária e historiográfica.[…]

Sobre a chamada “inflação de demanda”: a necessidade de criação de crédito público

Por uma auditoria cidadã da dívida! Quando se fala em crédito público no Brasil o principal entrave encontrado é o dogma da inflação. O país não teria capacidade de absorver uma mão-de-obra bem remunerada, a criação de novos postos de trabalho, tampouco conseguiria reverter uma hipotética espiral inflacionária provocada por medidas “pró-cíclicas” como o do Leia mais sobreSobre a chamada “inflação de demanda”: a necessidade de criação de crédito público[…]

O Caga-Regra

Para qual lado olha o “caga-regra”? Vladimir Palmeira, militante de currículo recheado, apronta as suas no grupo dos novos dissidentes que já incluiu a inesquecível (ah!) Heloísa Helena, a súdita do Império Britânico e seu imperialismo “verdista” (vide WWF e correlatos), Marina Silva, o honorável senador Cristóvão e sei lá mais quantos. Num artigo intitulado Leia mais sobreO Caga-Regra[…]

Sombra Projetada: experimentações na modernidade

No grupo de estudos que mantenho no Facebook, sobre estudos “pós-foucaultianos“, a colaboração de um de seus membros, Edmílson Jr., numa pesquisa que fez junto a um professor, se não me engano da UFC, aponta para o que Foucault alertou, num texto bem tardio, de 1984, chamado “O que são as Luzes” (não confundir com Leia mais sobreSombra Projetada: experimentações na modernidade[…]

Metade da Humanidade Ingressa (?) numa Nova Ordem Econômica Mundial

Não foi só Putin quem olhou feio para Obama. O presidente Duterte, das Filipinas, também se posicionou frontalmente contra os arbítrios de Obama no Mar da China, onde se encontra estacionada 80% da capacidade nuclear da OTAN. (créditos da montagem para lpac.com) Não foi só Michel Temer que foi colocado de lado na última reunião Leia mais sobreMetade da Humanidade Ingressa (?) numa Nova Ordem Econômica Mundial[…]

O Patriota

O artigo de Mauro Santayana escrito após a condenação do vice-Almirante e herói nacional, Othon Pinheiro, como noticiou o Jornal do Brasil, ecoou em publicações nos Estados Unidos e em Portugal. Republicamos aqui, conjuntamente, o texto do jornalista e patriota brasileiro, assim como a nota da Executive Intelligence Review. Como podemos demonstrar com todas as Leia mais sobreO Patriota[…]

Investigações sobre o conceito de parresía (I): o caso Hamlet, a soberania sobre si e os descaminhos da análise psicanalista-existencialista

Assim como na Grécia antiga o conceito de governo de si, pelo menos desde Sócrates ou do diálogo Alcebíades, tornava explícita imediatamente sua vinculação com o governo dos outros, as análises “psicanalistas-existencialistas”, ao cometerem a barbárie de pensar uma existência do ego completamente descolada de problemas sociais mais complexos (como no Anti-Édipo, o presidente Schereber Leia mais sobreInvestigações sobre o conceito de parresía (I): o caso Hamlet, a soberania sobre si e os descaminhos da análise psicanalista-existencialista[…]

A viagem de Ulisses e a hipótese solar

 
No século XVIII, em meio aos tumultos revolucionários – políticos e científicos -, o presidente da Assembléia Nacional Constituinte, Jean Sylvain Bailly, e Voltaire, trocaram cartas, numa troca de ideias acirradas, que colocou em questão diferentes interpretações sobre a origem das línguas e da civilização na Terra, da distinção entre astronomia e astrologia, num debate amplo que remete aos círculos republicanos na Europa durante o Renascimento. Nicolau de Cusa, Tosacanelli, e Infante Dom Henrique sabiam da descoberta da forma esférica da Terra feita no século II a.C. pelo grego Erastóstenes, e levaram à frente a hipótese de uma antiquíssima astronomia, que remonta à viagem de Ulisses relatada por Homero, séculos antes do tempo de Sócrates e Sólon: a possível circunavegação do globo em eras remotíssimas, 
 
Bailly, com sua “hipótese solar”, diz que os povos que colonizaram a Europa e a Ásia vieram no norte e não do oriente, já se utilizando de barcos e alcançando vastas extensões geográficas, feito somente repetido com os Descobrimentos. A façanha dos Descobrimentos foi tão grande que, no bojo da Missão Apolo, um dos diretores da NASA que lideravam o projeto, dizia ser seguido pela sombra do Infante Dom Henrique. Essa foi a “hipótese solar” novamente levada a cabo, essa foi a grande revolução científica da era moderna, a primeira delas, a partir da Escola de Sagres e os estudos científicos levados adiante nos círculos republicanos de Florença. Hoje, a partir da década de 1970, novas descobertas corroboram essa tese, mostrando que muito antes de Galileu ou Kepler, o ser humano, seguindo as hipóteses científicas adequadas, há muito já tinham superado o medo de uma Terra plana e povoada de monstros. E assim se deram as primeiras colonizações que criaram as civilizações por nós conhecidas.

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