As quatros leis econômicas de Lyndon LaRouche

Lyndon LaRouche é um dos poucos ainda no norte do continente americano a defender o legítimo sistema econômico que levou a verdadeira revolução industrial no planeta (não os teares ingleses, correlatos dos indianos, imitados por aqueles depois de ter imposto mais uma fome monumental a estes, desorganizando todo o sistema produtivo colonial do qual dependia a Inglaterra). Não se trata de impor uma falsa dualidade como a de “liberais” e “conservadores”, “whigs” e “tories”, “esquerda” e “direita”; se trata de estabelecer as bases de um legítimo desenvolvimento nacional, anti-imperialista, o que, por consequência, deve ser contra o liberalismo e mesmo contra o conservadorismo anglo-americano, contra a doutrina do livre-mercado que se impôs quase como um consenso após o fim da URSS.
As quatro leis econômicas de Lyndon LaRouche fazem remontar aos movimentos anti-imperialistas estadunidenses, contra a Grã-Bretanha e seu domínio genocida; movimento de Alexander Hamilton e Abrahan Lincoln, como também do “homem esquecido”, Franklin Delano Roosevelt e sua lei que salvou os EUA da bancarrota, a lei Glass-Steagall de separação bancária; fazem retornar às bases da ciência moderna, com Kepler, Nicolau de Cusa e os experimentos mais recentes na área da física, de Bernard Riemann a Albert Einstein. Como fator diferencial, a “vara de medir a história”, a química, tal como colocada pelo cientista russo Vladimir Vernadsky. 
Um texto curto e iluminador que vale a leitura para quem se interessa para as bases do pensamento anti-hegemônico em termos científicos, históricos e econômicos; texto revelador para os momentos decisivos que vive atualmente a humanidade.

Numa série de publicações viemos dando crédito às elaborações de LaRouche, como também ao grande projeto da Nova Rota da Seda, Um cinturão, uma estrada, capitaneado pela esposa de Lynn desde a década de 1990 em contatos constantes com a inteligência e os homens públicos chineses. Hoje um projeto já em execução, se soma à iniciativa BRICS. Quem quiser passear pelo site poderá ter acesso a muitos dos pormenores epistemológicos, políticos, econômicos e culturais que se baseiam o movimento estadunidense. que a essa altura já ultrapassou 40 anos de atuação mundo afora.

AS QUATRO LEIS PARA SALVAR OS EUA, JÁ!
Não uma opção: uma necessidade imediata
Por Lyndon LaRouche, 2014
1. A realidade das coisas
A economia dos Estados Unidos da América, como também a política econômica das regiões transatlânticas do planeta: estão agora sob o perigo imediato, mortal, de uma crise de desintegração físico-econômica generalizada, em cadeia, nessa região do planeta como um todo. O nome para essa crise de desintegração por todas essas regiões indicadas do planeta é pela introdução da ação de “regaste interno” (bail-in), levadas a cabo nesse momento por muitos, se não todos, os governos dessa região: o efeito nessas regiões será comparável ao colapso físico-econômico do pós-“Primeira Guerra Mundial”, com o colapso generalizado da economia alemã sob a República de Weimar: mas isso, no tempo atual, atinge, primeiro, as economias inteiras dos Estados-nação da região transatlântica, ao invés de algumas economias derrotadas dentro da Europa. Um colapso provocado por uma reação em cadeia, por esse efeito, já está sendo acelerado com um efeito no sistema monetário das nações dessa região. A atual aceleração da política de “regaste interno” (ball-in) por toda a região transatlântica, como levada a cabo agora, significa o genocídio súbito atingir as populações de todas as nações da região transatlântica: seja diretamente ou por “transbordamento”.
Os remédios disponíveis
O único meio para a necessária ação imediata que pode prevenir tal genocídio imediato através de todo o setor transatlântico do planeta requer a decisão imediata do governo dos EUA  para instituir quatro medidas cardeais, específicas: medidas que devem ser totalmente consistentes com o propósito específico da Constituição Federal dos EUA originalcomo foi especificada pelo secretário do tesouro Alexander Hamilton enquanto ele se manteve no cargo: (1) reinstauração imediata, sem modificações, da lei Glass-Steagall instituída pelo presidente Franklin D. Roosevelt, como princípio de ação. (2) Um retorno a um sistema de Banco Nacional vertical e muito bem definido.
O que foi realmente testado, o modelo bem sucedido, é o que foi instituído sob a direção das políticas de banco nacional que foram realmente, de modo bem sucedido, instalados sob a autoridade do presidente Abraham Lincoln, com a emissão de uma moeda  criada pela Presidência dos Estados Unidos (osGreenbacks), conduzida como um sistema nacional bancário e de crédito colocado sob a supervisão da Secretaria do Tesouro dos Estados Unidos (Office of the Treasury Secretary of the United States).
Para as circunstâncias atuais, todos os outros bancos e políticas monetárias devem ser superadas ou, simplesmente, descontinuadas: é o que se segue. Bancos qualificados para operações sob essa provisão devem ser avaliados em sua comprovada competência para operar sob a autoridade nacional para criar e compor os elementos dessa prática essencial, que foi assinalada, como que por tradição, ao gabinete original do Secretário de Tesouro dos EUA sob Alexander Hamilton.  Isso significa que os estados individuais dos Estados Unidos funcionam sob normas nacionais de prática, e não entre quaisquer estados separados de nossa nação.
(3) O propósito de usar um sistema de Crédito Federal é gerar normas de alta produtividade em melhorias de emprego, com a intenção conjunta de aumentar a produtividade físico-econômica, e o padrão de vida das pessoas e dos lares dos Estados Unidos. A criação de crédito para o agora necessário aumento das relativas quantidades e qualidades do trabalho produtivo deve ser assegurado, hoje em dia, mais uma vez, assim como feito de modo bem sucedido pelo presidente Franklin D. Roosevelt, ou por padrões similares da prática Federal usada para criar uma recuperação econômica geral para a nação, per capita, e por taxas de efeitos conjugados na produtividade, e por confiança na essência do princípio humano, que distingue a personalidade humana das características sistemáticas das formas inferiores de vida: os efeitos conjugados do aumento do fluxo de densidade energética na prática efetiva. Isso significa, intrinsecamente, o efeito de uma prática de toda científica, mais do que meramente matemática, e pelo crescimento correlato, efetivo, do fluxo de densidade energética per capita, e para a população humana quando considerada individualmente ou como um todo. O aumento indefinido da produtividade física dos postos de trabalho, acompanhado por seus benefícios para o bem-estar geral, constituem um princípio da lei Federal que deve ser o padrão supremo nas conquistas da nação e dos indivíduos[1].
(4) Adotar um programa de emergência orientado à fusão nuclear. A distinção essencial entre o homem e todas as outras formas de vida, por isso, na prática, é que isso apresenta os meios para a perfeição dos especificamente afirmativos objetivos e necessidades da indivíduo humano e da vida social. Portanto: a questão do homem no processo criativo, como uma identificação afirmativa de uma comprovada afirmação de um estado natural absoluto, é a forma de expressão permitida. Princípios de natureza só podem ser afirmativos ou não podem ser enunciados entre mentes humanas civilizadas.
Dadas as circunstâncias dos Estados Unidos, em particular, desde os assassinatos do presidente John F. Kennedy e o de seu irmão Robert, o rápido crescimento requerido para qualquer recuperação da economia dos EUA, desde esse tempo, requer nada mais do que as medidas tomadas e executadas pelo presidente Franklin D. Roosevelt durante sua permanência no cargo. As vítimas da maldade trazidas aos EUA e a sua população desde a estranha morte do presidente Harding, sob a presidência de Calvin Coolidge e Herbert Hoover (como os terríveis efeitos das administrações Obama e Bush-Cheney, atualmente) requer remédios comparáveis aos do presidente Franklin Roosevelt enquanto esteve no cargo.
Isso significa medidas de alívio de emergência, incluindo sensíveis medidas temporárias de recuperação, requeridas para conter a vaga de mortes deixado pelos regimes de Hoover e Coolidge: medidas requeridas para preservar a dignidade dos que de outro modo seriam desempregados, enquanto se construía as mais poderosas capacidades econômicas e militares  reunidas sob a presidência de Franklin Roosevelt durante o tempo em que ele permaneceu no cargo. Isso significou então desenvolver os poderes da energia nuclear e agora significa fusão termonuclear. Sem essa intenção e o compromisso com sua realização, a população dos Estados Unidos, em particular, enfrentará agora, imediatamente, o mais monstruoso desastre jamais visto em sua história. Em princípio, sem uma presidência pronta para remover e descartar os piores efeitos sentidos atualmente, os criados atualmente pelas presidências de Bush-Cheney e Obama, os Estados Unidos em breve acabará, começando pelo genocídio da população dos EUA sob as práticas políticas em pleno andamento do governo Obama.
Existem certas políticas que mais notadamente são requeridas, nesse caso, agora, como segue:
Vernadsky sobre o homem e a criação
O sistêmico princípio de V. I. Vernadsky sobre a natureza humana é um princípio universal que é sumamente específico em relação ao fator primordial da existência da espécie humana. Por exemplo: “tempo” e “espaço” não existem realmente como um conjunto de princípios métricos do sistema solar; seu único emprego admissível, para propósitos de comunicação, é essencialmente uma presunção nominal. Desde que a competência científica hoje em dia pode ser expressa somente nos termos das características únicas do papel da espécie humana dentro dos conhecidos aspectos do universo, o princípio humano é o único princípio verdadeiro conhecido por nós para a prática: as noções de espaço e tempo são meramente ferramentas imaginárias úteis:
Pelo contrário:
A característica essencial da espécie humana é sua distinção de todas as outras espécies de processos viventes: isso, como uma questão de princípio, que está enraizada cientificamente, por toda a competente ciência moderna, nos fundamentos dos princípios estabelecidos por Filipo Brunelleschi (o descobridor do mínimo ontológico), Nicolau de Cusa (o descobridor do máximo ontológico), e a descoberta positiva pela humanidade, por Johannes Kepler, de um princípio coincidente com a escala Clássica do canto humano aperfeiçoada,  adotada por Kepler, e a medição elementar do sistema solar dentro do universo ainda maior da Galáxia, e ordens ainda maiores no universo.
Ou, igualmente, mais tarde, o moderno padrão de ciência-física implícito no argumento de Bernhard Riemann, o mínimo real (ecoando o princípio de Brunelleschi), de Max Planck, o máximo real do máximo atual, aquele de Albert Einstein; e, as relativamente últimas implicações consequentes da definição da vida humana por Vladimir Ivanovich Vernadsky. Esses valores são, cada um, absolutos relativos de medição do papel do homem dentro do conhecimento do universo.
Esse conjunto de fatos pertence à fraude inerente dos meramente matemáticos ou “întérpretes musicais” modernistas desde a norma do paragão relevante para a música, Johannes Brahms (anterior aos degenerados, tais como os meros matemáticos, tais como David Hilbert e o verdadeiro modelo para cada Satã moderno, tais como Bertrand Russell ou Tony Blair).
A medida conhecível, por princípio, da diferença entre o homem e todas as outras formas de vida, está fundada no que foi utilmente compreendido como uma evolução ascendente natural à espécie humana, em contraste com todas as outras categorias conhecidas de espécies vivas. O padrão de medição dessas relações comparadas é que a humanidade está habilitada para evoluir de modo ascendente, e isso de maneira categórica,  por esses voluntários poderes noéticos da vontade humana individual.
Exceto quando a humanidade aparece num estado de comportamento físico e moralmente degenerados, como nas culturas do tirano Zeus, do Império Romano, e do Império Britânico, atualmente: todas as culturas humanas realmente sãs apareceram, desse modo, num certo estágio do progresso evolucionário na qualidade de uma espécie inferior para uma superior. Isso, quando considerado em termos de efeitos eficientes, corresponde, dentro do domínio de uma viva prática humana da química, a uma forma de avanços sistêmicos, se não agora em saltos, no aumentto na densidade de fluxo energético químico de uma sociedade, de saltos de progresso da própria espécie em densidade de fluxo energético numa efetiva expressão científica e a ela comparáveis: em resumo, um princípio físico universal do progresso humano.
A cultura humana saudável, tal como a da Cristandade, se eles justificarem essa afirmação sobre tal devoção, por exemplo, representa uma sociedade que está aumentando seus poderes de suas habilidades produtivas para o progresso a um nível ainda maior, per capita, de existência. Os casos contrários, o flagelo do chamado “crescimento zero”, tal como o Império Britânico atual, é, sistêmicamente, o verdadeiro modelo consistente com as tiranias de Zeus ou com o Império Británico (ou melhor dizer, “Brutânico”), tais como os tipos, para nós nos Estados Unidos, dos governos Bush-Cheney e Obama, cujas características tem sido, concordantes com aqueles modelos abertamente satânicos do império de Roma e do império   britânico atualmente, uma população humana em declínio no planeta, uma população que se degrada  atualmente em relação à sua produtividade intelectual e física, tal como sob esses governos americanos mais recentes.
Química: A vara de medir a história
Nós chamamos isso de “química”. O progresso humano, como medida mais simples como espécie, é expresso tipicamente no poder crescente do poder do princípio da vida humana sobre as habilidades da vida animal, de um modo geral, e sua superioridade relativamente absoluta sobre os poderes dos processos não-vivos, para alcançar, por sua intervenção deliberada, seus efeitos pretendidos. O progresso somente existe sob um aumento progressivo, contínuo, dos poderes produtivos e correlatos da espécie humana. Esse progresso define a distinção absoluta da espécie humana sobre todas as outras conhecidas por nós. Um governo da população baseado nas políticas de ”crescimento-zero da população e dos padrões  da vida humana per capita” é uma abominação moral, e na prática.
O homem é a única medição verdadeira que tem a humanidade, da história de nosso sistema solar e aquilo que repousa dentro dele. Isso é a mesma coisa, como o mais honrado significado e a conquista sem limite da espécie humana, agora no espaço solar próximo procurando ascender à maestria sobre o sol e o sistema solar, aquele descoberto (sem dúvida, de maneira singular) por Johannes Kepler.
Uma economia de fusão é atualmente o próximo passo urgente, e o padrâo para o aumento do poder humano dentro do sistema solar e, mais tarde, para além dele.


[1] A substituição da “3. Cancelar as políticas ambientalistas (…)” pelo correto “Um sistema de crédito federal”, é uma caricatura contra os princípios de qualquer princípio científico real. Somente identificações afirmativas da “Ciência” podem ser permitidas. Somente é permitido o título precedente: “O uso do Sistema de Crédito Federal”. Eliminar todas as referências utilizadas como “políticas ambientalistas”: o próprio uso desta referência é uma representação fraudulenta

A culpa não é do Cabral, estúpido!, mas da queima de arquivos, como na ditadura.

A culpa não é do Cabral, seu racista nojento!

Está mais comum do que costuma ser culpar Cabral pelas desgraças do país. Segundo o doutor Mario Darius (1989, Ibdem), ele foi o pioneiro, o primeiro a corromper uma suposta brasilidade intocada, ameríndia, “jogando sífilis” nas índias. Mas não iremos começar essa publicação com mais palavras. Ah!, os ingleses podem roubar, mas não tão descaradamente – falam, por exemplo. Ora, por que não falar logo: ah!, os ingleses podem roubar, mas eles são ingleses! Podem ser “sujos”, mas por sua origem étnica, por pertencerem à civilização banhada pelo mar do norte, aquela, científica, que substituiu a civilização humanística, mediterrânica, da Renascença, são limpos. Agora, italianos, portugueses, espanhóis e todos mais povos que foram colonizados por esses países – ainda mais se se considera a mistura com africanos e ameríndios -, ferrou! A culpa não é do Cabral, seu racista nojento! O que aconteceu com sua prisão, sua morte política, é queima de arquivos, como os milicos faziam na ditadura. Logo, não vamos começar com mais palavras, mas com uma imagem sinônimo de democracia nesse dias de tantas intolerâncias.

Alepo antes da chegada das tropas democráticas

Os bárbaros libertaram Alepo. As ameaças de guerra, contudo, continuam. Obama agora fala que vai tomar todas as medidas necessárias para apurar a interferência russa nas eleições americanas. Os neocons de lá também querem terceiro turno! Lyndon LaRouche foi quem melhor expressou essa situação quando disse que “as palavras de Obama são uma ameça de morte“. Ele considera o histórico do presidente, conhecido como o “assassino das terças-feiras“, com uma de suas maiores vítimas via drone, Muamar Kadafi. Considera também a continuação da política de estrangulamento da Rússia, algo que, se não resolvido com a eleição de Trump (que de qualquer maneira gera dúvidas), pelo menos distendeu as tensões, abriu uma pequena brecha de ar no ambiente já sufocante. Não há provas alguma da interferência russa, até porque não se trata de trabalho de hackers que invadiram os arquivos de campanha dos democratas. Foi um vazamento, logo, alguém de dentro do EUA colocou isso no ventilador. Mas não!, deve-se culpar a Rússia e ponto. É a história das “notícias falsas”, como reportamos por aqui e que teve uma pormenorizada cronologia publicada no LPAC.

E olha quem fala de “notícias falsas”!

Obama disse que vai tomar todas as medidas cabíveis, inclusive a contestação do resultado do pleito eleitoral. Não importa se são de esquerda ou de direita, democratas, republicanos ou o que quer que seja. São ultras, ultra reacionários, ultra libertários, são os extremos que se tocam, como vemos nas siglas partidárias brasileiras “independentes” que para fazerem algo limpo passam a considerar sujo todo o espectro partidário, ou seja, não distinguem alhos de bugalhos e, caso necessário, elogiam deus e o diabo. Como na prática comum do bom senso e do senso comum de elogiar o plano real e o governo lula como progressos… Obama disse que vai tomar todas as medidas cabíveis, algumas passíveis de publicização e outras não… O que quis dizer com isso o Assassino das Terças-Feiras? Enquanto isso não foi só a Rússia que voltou à prática da Guerra Fria de simular ataques às suas cidades. A Suécia também está simulando situações de guerra em defesa contra possíveis ataques russos. É a paranoia da nova Guerra Fria, ainda, talvez, mais quente do que a considerada “oficial”…

PARANOIA, 1989, Ibdem

– Chegaram aqui de caravela e comeram logo as índias. Passaram a sífilis. Português chegou aqui e soltou logo sífilis. Tá lá o símbolo, as águias. Estão todas com AIDS [as águias do Palácio do Catete]. Aquela tá morrendo. Aquela lá ó.

– Artigo subversivo é o caralho, eu sou advogado.

– Aqui nunca teve crise. aqui sempre teve roubo. a crise é ética e a saída exige decência

– Pergunta se o mendigo consegue roubar alguma coisa.

– Patriotismo é o último refúgio do canalha.

O BRASILEIRO MÉDIO, PARANOIA, 1989, GUERRA FRIA, IBDEM

Todo mundo que tem o poder na mão é podre. São pérolas… O problema do brasileiro médio, mesmo que o suposto dr. Mario Darius não seja tão médio assim… É a linguagem da paranoia. O Brasil sempre foi corrupto. Não há nada de novo no front, etc. A incapacidade de crer é a mais absoluta falha do entendimento político. Não sem sair do contexto, podemos aludir ao cardeal Nicolau de Cusa, para quem, ainda no século XV, sem a Terra nem o sol estava no centro do universo. Sua capacidade de raciocinar, contudo, dizia respeito, quando falava sobre o “não visto”, que a fé auxiliava a razão onde esta não tinha forças suficientes, com o raciocínio sendo não a luz guia, mas o solo por onde se movia o homem em direção a mundos ainda não vistos. Isso quer dizer que muitos não creram nos avanços que os governos do Partido dos Trabalhadores promoveram no país. Não viram o óbvio, como a sólida rede de proteção social, por exemplo, criada no nordeste e que melhorou substancialmente as consequências das secas na região, mesmo no ano de 2015, quando enfrentamos a maior seca em 80 anos de história. Não houve migração, saques a supermercados, etc. E esse é o dado óbvio, mas mesmo assim não acreditam. Agora, quanto ao caminho de desenvolvimento que esse país passou a trilhar, nenhum desses conseguia ver, por exemplo, as consequências da Amazônia Azul para nosso futuro. A necessidade de engenheiros navais, e biólogos marinhos, etc., várias categorias profissionais que nossas universidades praticamente não dão a formação, E todas as outras profissões envolvidas de maneira direta e indireta no projeto, do engenheiro até o pequeníssimo empresário que vende almoços e lanches nas áreas em obra, nos novos campos criados, seja Comperj, Abreu e Lima, Angra 3 e tudo o mais. O desmonte do setor produtivo no Rio de Janeiro não tem outra causa.

(Não é culpa do Cabral, mermão! Mais fácil culpar o messianismo curitibano, os pontas-de-lança do Império por aqui e responsável pela empresa que chegou a ser responsável por 30% do PIB nacional. Se é isso para o Brasil, o que é o Rio de Janeiro sem a Petrobrás? Um prostíbulo onde os turistas vem se aliviar das tensões de se viver nas sociedades racionalistas e bem comportadas do Atlântico norte? O que é o Rio sem Moro? O estado mais rico do país, capaz até de sustentar sem quebrar uma corja como a de Cabral…)

(foi Cabral que começou a corrupção? E o que falar do impoluto governo militar e suas Estranhas Catedrais?)

A prisão do Almirante Othon Pinheiro, um crime de lesa-pátria, a comprometer a futura produção industrial de urânio enriquecido, e que nos levaria finalmente ao rol das nações desenvolvidas com a tecnologia mais avançada que existe, a do núcleo do átomo, é um exemplo claro na falta de fé em nosso futuro. Para os descrentes, o complexo de vira-latas. Numa entrevista recente, a presidenta Dilma disse ser o MT (como chamado nas planilhas da Odebrecht) nada mais do que um cidadão médio, ou seja, bem abaixo das aspirações do Brasil. Estaria, contudo, muito abaixo do brasileiro médio. Essa “entidade” seria aquela que crê no futuro do país. E nisso, pegando por esse lado, a presidenta está certa. Temos que levar em consideração num caso como esse que o brasileiro médio é exatamente essa ponte entre a descrença mais ordinária (com a aspiração máxima de conseguir, por exemplo, um apartamento de relativo luxo numa área de proteção ambiental – isso é o máximo de aspiração que esse pessoal tem) e a população mais pobre que, por tudo o que passa, nada resta a não ser alimentar uma esperança quase do tamanho da dos gênios e profetas que já visitaram nosso mundo. A chamada classe média, por seu poder de influência, seja porque são professores, médicos, advogados, que lidam numa situação de relativa superioridade social, tem um poder fundamental de influenciar muitas pessoas, num verdadeiro ativismo que podemos chamar, sem desprezar os teóricos, de micropolítica. Quando essa classe se homizia, pensa só em seus interesses mais imediatos, seja um apartamento qualquer, seja no problema causado pela inflação do tomate ou do preço da gasolina ou da “percepção de corrupção”, etc., e esquece a quantos pobres foram atendidos, em quanto o país está se desenvolvendo para além do que seus olhos podem ver, no nordeste, com a indústria naval, com o desenvolvimento da área de defesa, da energia nuclear, etc., com a criação do piso nacional dos professores, com a criação de centenas de escolas técnicas, a interiorização das universidades federais, a criação de novos cursos e de extensões universitárias, etc., quando se esquece tudo isso e só se pensa nesses interesses mais imediatos, a crença no futuro rui e não se é menos “crente” do que antes. Passa-se a idolatrar salvadores da pátria, em Power Points, a se admirar com a atuação do novo Maquiavel, do espertíssimo Eduardo Cunha, e etc. Acreditam, até, que foi a poucas semanas que a Globo descobriu o Cabral…

A culpa não é do Cabral, estúpido!, mas da queima de arquivos, como na ditadura.

Temos que manter os pés no chão, com certeza, ainda mais nos tempos excepcionais em que vivemos. A inteligência no planeta parece toda coberta de cinzas, de uma mediocridade retumbante, parecendo lembrar os Greys, os mal-fadados extra-terrestres, supostamente antropófagos, que apareciam nos filmes de ficção científica durante a Guerra Fria oficial. A de agora, oficiosa, não é menos perigosa, e não menos capaz de realizar o sonho dos “invernos nucleares”, e cobrir definitivamente de cinza nossa Terra.
O FBI espia a embaixada russa em Washington
A Globo convoca para manifestações, a Globo convoca para enterros, a Globo decreta a morte política. Os mortos no voo da Chapecoense são “oficializados”, amestrados. adocicados pela misericórdia global. Ora, como quando o ator global morreu no São Francisco, falamos a mesma coisa: o que isso significa frente aos milhares de jovens mortos todos os dias frente à atuação de nossa justiça e polícias “ineficientes”? E as famílias que perderam seu sustento por causa de Moro e seu grupo? E o país indo ralo a baixo com a paralisação de sua atividade econômica? Quantas mortes, quantas vidas destruídas, quantos sonhos enterrados daqueles mais pobres, mais carentes em nosso país? Chapecó que me perdoe, mas vocês viram mais uma joia da coroa ao se associarem, querendo ou não, aos faustos imperiais, como nas comemorações fúnebres das glórias do Império por Victor Meirelles.


Moro é o comandante do navio?
É somente sobre despojos que o império consegue mostrar seu brilho. A tragédia de Chapecó é um retrato disso, a parte visível, da aparição imperial frente aos corpos sem vida. A parte não vista é a batalha diária que deixa a cada dia mais mortos, mas que o império não mostra sua face, nem pode à luz do dia mostrar quem dirige, quem narra, quem comanda o cortejo fúnebre. Não mais notícias falsas. Fora o macartismo e o sistema de guerra imposto a nós, aqui ou em qualquer parte do mundo. Que o quadro cinza de Meirelles não continue a ser o retrato de nossa inteligência.
Como será apresentado o próximo rito fúnebre global?

“Não mais notícias falsas”: a volta do macartismo hoje

A matéria do Washington Post endossando um novo site, PropOrNot, que faz a denúncia de 200 sites que fazem campanha pró-Rússia mundo afora, com milhões de visualizações, engrossou o coro do neomacartismo no mundo, diante do posicionamento de Donald Trump quanto à Rússia e frente a suposta invasão dos arquivos de internet dos servidores da campanha de Hillary Clinton. Os EUA, fazendo dos Al-Nusra/Al-Qaeda transformarem-se de terroristas em “rebeldes”, a culpabilização de Bashar Al-Assad de crimes de guerra enquanto “rebeldes” se utilizam de escudos humanos, inclusive crianças, fazem ver a divergência de opiniões entre a imprensa ocidental e o que se pensa no resto do mundo, desde que, pelo menos, as “revoluções coloridas”, as “primaveras”, logo em seu princípio foram consideradas atos de guerra de Estados estrangeiros contra a soberania nacional dos países asiáticos…

Por que não dar voz a Assad ou a Putin? Em que medida, pelo contrário, esse clima de macartismo não é o clima de nosso próprio ambiente político com o espírito de cruzada dos concurseiros de Curitiba? Para contar essas histórias, para fazer Assad falar, etc., escrevi essa publicação.

A rede “pró-Rússia” internacional está fora de controle. Depois que o Washington Post publicou a lista dos 200 sites proscritos por uma suposta inteligência extrafísica, a rede, que de maneira muito rarefeita chega no Brasil, logo se mobilizou e levantou o estandarte: No More Fake News. O melhor material jornalístico, sem dúvida, foi a matéria de Gleen Greewald e Ben Norton no The Intercept. O The Nation também publicou um lúcido artigo sobre o tema, enquanto um oficial da Casa Branca, jornalista “da moda”, Patrick Buchanan, disse que o governo americano sempre foi a fonte das notícias falsas. Paul Craig Roberts perde um pouco a paciência para chamar pelo nome os imbecis que criaram, no site PropOrNot a ideia dos 200 condenados. Lembra das agências de propaganda de George Soros que fazem isso há décadas, para não cair nas garras do raciocínio que logo atribui tudo ao complô Illuminati que governa o planeta. Coisa de Hilarys e quê tais, desde a suposta invasão russa à sua campanha, que fez engrossar o coro do neomacartismo atual.

O problema todo é querer dividir o problema em partes falsas. Lá fora o neomacartismo, aqui somente Sérgio Moro. Sob a figura de um homem de negro, como os black-blocks, querem somente a destruição do alvo premeditadamente escolhido. Os EUA agora largaram a retórica da “luta contra o terrorismo” (realmente vivemos tempos excepcionais…) e escolheu apoiar os rebeldes, nem que estes sejam a própria Al-Qaeda. Ou seja, chegam mais próximo do que sempre foi sua posição, se não oficial, a real, de patrocinadora, de criadora, das redes terroristas mundo afora, com todo o 11 de setembro.
Outro dia, lendo na internet um comentário fascista qualquer, desses que proliferam nesses tempos com tanta facilidade, caiu a ficha. O mini-ditador falava que a ditadura estava certa ao prender Zé Dirceu, Lula e Dilma. Moro agora justifica a perseguição passada. Fora o caso excepcional de Eduardo Cunha, que colocou fogo nas próprias vestes, achando que fosse passar batido nesses tempos em que a história se move rápido, não há indício que qualquer cidadão de nossa elite venha a ser incomodado pela justiça. Pode ser que peguem um ou outro pmdebista, mas nada além de velhos coronéis, nada mais do que uma elite atrasada que faz tempo não controla nada de significativo no país. A “nata da nata”, sempre tucana para manter seus direitos de nascimento e suas afinidades seletivas, dificilmente será importunada se nada de mais substancial ocorrer.
O mini-ditador estava correto: prende-se agora quem lutou pela liberdade no passado; prende-se agora quem sempre a justiça prendeu, os pobres ou quem fala por eles. Como os pobres chegaram ao poder – essa a “variação musical”da época – a justiça, mesmo aí, chegou até eles. Para mostrar que o sistema de exceção continua exatamente vigente, intocável, como há 50 ou 100 anos atrás. Prova maior não pode ser os criminosos confessos livres – tão rápido – ou ainda confortavelmente, de maneira breve, aproveitando os milhões que lhes sobraram e curtindo uma temporada em suas casas. Mais uma pena duríssima imposta pelo juiz Moro. Que o Almirante Othon saiba ter compaixão e muita paciência.
Quem é o “homem de preto”?

Bashar Al-Assad dá entrevistas constantes aos jornalistas ocidentais. Algumas linhas ao menos deveriam ser publicadas para pelo menos conceder o famoso “direito de resposta”, supostamente um instrumento das democracias avançadas. Mas esse não é um caso somente do Brasil. Numa linha, no estrangeiro, dão voz aos proscritos por essa mesma mídia. Num outro lado, o envolvem com tantas calúnias que a voz contrária se torna novamente um murmúrio. Quando se fala em direito de resposta deve-se pelo menos compreender um destaque aproximado às manchetes tradicionais. O resto é demonstração de força e de poderio: “nós também entrevistamos o Satã. Veja, se quiser”. E se prepare para as consequências, prepare seu estômago, etc.
No vídeo que logo abaixo colocaremos, Assad concede entrevista ao canal NBC. É um digestivo antropológico para o povo estadunidense. Que não seja para nós. Nele, Assad diz muito bem que se não fosse o suporte dos EUA a guerra contra o Estado Islâmico não duraria alguns meses. O suporte em forma de dinheiro e de equipamentos, via Turquia, com o dinheiro também dos sauditas,s ão fundamentais para se manter o caos atual. Quando em 27 de novembro do ano passado a Turquia derrubou um avião russo, o que estava em jogo era o mesmo suporte: no caso, manter as rotas onde se levava o petróleo das áreas controladas pelo ISIS até a Europa. A Turquia mal se equilibra nessa balança. De um lado, a necessidade de continuar apoiando os sauditas, a aliança militar ocidental, e de outro a alternativa de crescimento real com a integração com a Ásia, com a Rússia primeiramente. O país, infelizmente, parece longe da “relação baseada em valores”, como descreve Assad, da Síria com a Rússia, longe do “indo junto para se dar bem” das parcerias entre as elites dos governos transatlânticos.
A Rússia tem a vontade política de acabar com o terrorismo, algo longe dos desejos norte-americanos. Sua aviação é ineficiente, contra-producente. Não são genuínos, não são verdadeiros, não fazem nenhuma aliança baseada em valores. Essas são as palavras de Assad no NBC Nightly News. Mas, pergunta o entrevistador, e se o atual presidente tiver que enfrentar no futuro uma corte internacional? Responde que tudo bem, “tenho que defender meu povo”. Logo, o entrevistador parte para a história de uma Marie Cohen, jornalista morta na guerra ao lado dos “rebeldes”. Assad é responsável por sua morte? Ela estava na Síria de maneira ilegal, se filiou aos rebeldes; ninguém sabe de onde saiu o míssil que destruiu o lugar onde estava a jornalista. Ela estava numa zona de conflito. Estando ilegal, como o governo a protegeria? Por tudo, muitos jornalistas a favor de Assad foram mortos na guerra. Foi a Síria que os matou? Silêncio de morte na sala.
Você já ouviu falar de guerra boa?, responde finalmente Assad. É porque ele não dá os dados, nem responde às perguntas para denunciar os crimes de guerra patrocinados pelo outro lado. Se a Síria e seu presidente cometem tais crimes, e Mossul, no Iraque, onde morreram muitos mais civis com os ataques estadunidenses? Foram simplesmente “efeitos colaterais”? Quanto a Síria mata, são “crimes de guerra”, quando os EUA, são “efeitos colaterais”. E o uso de civis como escudos humanos? Por que o ocidente não questiona os seus patrocinados? Por que não fazer essas questões ao Ocidente hegemônico, que parece ter “ganho a história” com a queda do muro de Berlim, mas que na verdade só fez aprofundá-la, levar-nos novamente para a beira do abismo de um possível “inverno nuclear” (quem quiser saber mais, tenho um artigo publicado aqui mesmo, bem detalhado, sobre a “nova guerra fria“).
Aí que entra Moro, como visto de maneira bem didática no documentário amador – e excelente – intitulado Destruição a jato. Não há razão para “se preservar a Lava-Jato”. Numa entrevista nem tão recente, mas bem esclarecedora, da presidenta Dilma para Luiz Nassif, na TV Brasil, (ela já tinha sido afastada), ela conta sobre as causas múltiplas que levaram ao fracasso da economia durante seu segundo mandato: seca prolongada (as maiores da história), baixa no preço das commodities (incluso petróleo), recessão nos países desenvolvidos, queda da atividade econômica chinesa, etc. É tudo muito compreensível. Se há algo a repreender na presidenta eleita, é o fato de não ter visto na altura suficiente o problema que nos encontramos enquanto civilização. Não é “recessão nos países desenvolvidos”, mas falência do sistema econômico transatlântico, como sempre reitera Lyndon LaRouche. A queda no preço das commodities, inclusive o petróleo, somente pode ser vista na ótica desses tempos excepcionais, ou seja, como forma de prolongar a guerra contra a Ásia principalmente e a Rússia em particular, para além das oficiais sanções econômicas. Sobre a seca incomparável, por que não levantar a hipótese das HAARPs? É um mecanismo de guerra disponível. Por que não pode estar sendo usado? Não é só a “embaixadora americana no Brasil”, que esteve no Paraguai, etc. É um contexto duro de guerra, já iniciada. Os acenos de Trump à Rússia soam mais do que insuficientes…
Não adianta buscar “causas múltiplas”. O dado concreto (expressão que Lula sempre usava em suas falas durante a presidência) é que a Lava-Jato é o inimigo número um do país. Atingiu a atividade econômica de maneira grave. São incontáveis empregos perdidos, recessão, empresas paradas, demonização da Petrobrás, responsável até então por 20 a 30 por cento do PIB nacional. Imagina se contabilizarmos as economias associadas direta e indiretamente? Chegaremos aos 50% do PIB? Só para ter uma ideia do que é um ataque tão frontal à Petrobrás, estreitamente vinculado ao DOJ e aos interesses dos oligarcas transatlânticos.

Não incluímos os dados que apontam que 63% do PIB se dá pelo consumo das famílias. Guardando os conservadores 20% relacionados à Petrobrás, e como o projeto de desenvolvimento nacional alicerçado na empresa ajuda num acréscimo substancial ao consumo: quanto do nosso desenvolvimento econômico real está diretamente ligado à empresa que os concurseiros de Curitiba querem destruir em seu conluio com o DOJ? Com o desmonte da rede de proteção social criado pelo PT (o mesmo programa da indústria naval foi construído por Dilma – mérito dela), e as PECs da morte – todas – que país sobrará? Não consigo crer que isso se efetivará nos próximos 5 ou 10 anos…

Não foi a Lava-Jato que oficializou o neomacartismo no Brasil, a sanha persecutória, a “sociedade punitiva” ressuscitada? O problema é exatamente não poder formar um discurso contra-hegemônico. Deve-se “salvar a Lava-Jato” a todo custo, e se ouve isso de políticos diretamente implicados no show midiático dos doutores da justiça. Deve-se manter os padrões civilizatórios, a boa educação, o bom senso e o senso comum. Não se pode nunca falar “contra a Lava-Jato”. Nas “jornadas de junho”, hoje relativamente digeridas pelo pensamento médio do “progressismo”, não se podia falar contra ela. Enquanto isso a Globo convocava para as manifestações, como hoje ainda faz, chegando ao disparate, agora, de convocar para enterros…