A função típica de colapso e a entropia do sistema financeiro internacional

 

O gráfico acima foi elaborado por Lyndon LaRouche ainda na década de 1980. Os agregados monetários representam a quantidade de dinheiro, papel moeda, em circulação; os agregados financeiros são os inumeráveis tipos de contratos futuros, securitizações ou derivativos; abaixo da linha horizontal, a descendente taxa de investimento em infraestrutura, em educação, ciência e tecnologia. Com isso, ele ilustra seu conceito de neguentropia: ao contrário do colapso financeiro inevitável caso seguirmos as diretrizes do mercado, ou seja, da entropia do sistema físico de toda a economia, a função da criação de um sistema de crédito baseado no modelo de Alexander Hamilton leva ao aumento da densidade de fluxo energético, per capita e por quilômetro quadrado. […]

7 motivos para ler Alberto Mussa, o escritor que você precisa conhecer

Foto: Paula Johas

Você conhece Alberto Mussa? Não? Pois apresento. Carioca, 56 anos, e um dos escritores mais originais do país. Já ganhou prêmios como o Casa de Las Américas, Machado de Assis, Biblioteca Nacional e Oceanos, mas, como sabemos, essas honrarias não são suficientes para que um escritor se torne conhecido do grande público brasileiro. […]

Morte em Veneza – Do livro ao filme, da epifania à queda

Um momento suspenso no tempo, breve como o escoar da areia na ampulheta observada por Aschenbach, perceptível somente no final, “quando não resta mais tempo para pensar a respeito”: assim nos afigura a via crucis de Gustav Von Aschenbach em A morte em Veneza, livro de Thomas Mann transposto com precisão e originalidade para as telas do cinema por Luchino Visconti.

Mais que uma adaptação da obra de Mann, Morte em Veneza complementa a obra literária, dá a ela sentidos novos sem deturpar sua essência. Não realizando mera cópia, Visconti consegue manter, portanto, a originalidade e o caráter de “arte” do cinema, dá significações complementares ao filme. […]

Claude Lanzmann (1925-2018): cineasta do indizível

Le dernier des injustes (O Último dos Injustos, 2013) de Claude Lanzmann

O cineasta Claude Lanzmann faleceu no passado dia 5 de Julho, em Paris, já com mais de 90 anos. Apesar de ser mais lembrado pelo “melhor documentário da história do cinema”, Shoah (1985), Lanzmann manteve uma produção contínua até ao início deste ano. Carlos Alberto Carrilho escreve exactamente sobre esses últimos títulos da sua carreira, Le dernier des injustes (O Último dos Injustos, 2013) – estreado comercialmente em 2015, crítica de Carlos Natálio –, Napalm (2017) – exibido na última edição do DocLisboa – e Les quatre soeurs (2018) – exibido na última edição do IndieLisboa. Já Luiz Soares Júnior escreve sobre o monumental Shoah, “um pequeno filme de horror incrustado numa obra prima do fora de campo“. […]

Como se regalar no Inferno: O Corpo Presente de J. P. Cuenca

A literatura brasileira deu mostras de vigor no início do século. Não o vigor físico do corredor de maratonas, mas de vigor intelectual mesmo, de criatividade, impulsionada pela aquisição da classe-média dos serviços de internet. Quantos podemos nomear dessa geração, dependendo do gosto, das escolhas, de cada um? São bem diversificados os nomes e os estilos de muitos dos ainda jovens escritores. Foi uma espécie de “revolução por cima”, mas que dinamizou nossa produção artística a partir de portais literários como o Paralelos, Bestiário, Cronópios, e tantos outros. Foi uma forma de democratização da literatura que produz resultados consistentes até hoje. Logo, também é necessário uma crítica.

Ao comparar a literatura de João Paulo Cuenca com a de Ricardo Lísias, podemos ver duas formas de se entrar no inferno. O segundo parece transitar entre sub-paradoxos, entre pseudo questões que compõem um inferno não só pessoal, mas solipsista. É um pequeno eu escandalizado com mínimos escândalos mundanos. Cuenca, pelo contrário, parece se regalar no Inferno, numa atitude que, se não tem relação direta com a chamada “carnavalização” na literatura, como estudada por Bakhtin, passa pelas estações infernais tanto de Dante, quanto de Henry Miller ou Roberto Piva. Assim, a comparação que se propõe forma uma boa métrica para um caso de estudo da literatura brasileira mais contemporânea.

[…]

Porque escolher Amorim seria uma opção “cirista” do PT

Foto: Ricardo Stuckert

Nada contra o ex-Ministro. Muito honrado, de conduta ilibada, trabalho reconhecido internacionalmente, um quadro dos mais qualificados tecnicamente do Partido dos Trabalhadores e do Brasil, e a quem, pessoalmente, devoto a mais legítima admiração. O problema de um possível escolha de Celso Amorim para vir como vice de Lula e, caso o Estado de exceção prevaleça, ter o Chanceler como candidato a presidente, é o problema moral que essa escolha pressupõe. […]

Sobre as implicações políticas de “Dedo no cu e gritaria”

Trata-se de uma revelação, de um ato visionário, de Paulo em Damasco. Nenhuma dessas histórias de “ah!, como se deu seu processo criativo?”, “o que te levou a essa descoberta maravilhosa?”, etc. Tudo isso é baboseira, até porque depois de qualquer visão deve suceder o mais rígido escrutínio crítico, até porque ela tem as mais prolíferas consequências para a luta política atual e como diagnóstico do tempo que vivemos. […]

A iniciativa Um Cinturão, Uma Rota explicada

A área da alfandega de Qingdao, na costa leste da China, faz parte da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota. Zhang Jingang | China Daily

Do Global Times

A China está trabalhando para reviver as antigas rotas comerciais da Rota da Seda da Ásia até a Europa com o seu megaprojeto transnacional chamado iniciativa Um Cinturão, Uma Rota.

Com a respeitável quantia de 900 bilhões de dólares em investimentos planejados para construir ferrovias, portos e demais infraestruturas em 65 países ao longo da rota, a iniciativa Um Cinturão, Uma Rota é historicamente a maior estratégia de investimento estrangeiro feito por um único país na história mundial.

O novo plano da Rota da Seda, em Pequim, ganhou maior atenção à medida que a oposição ao livre comércio e às fronteiras abertas aumentou nos países ocidentais, em meio ao voto pelo Brexit e à eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

A China respondeu a isso defendendo os benefícios da globalização e do multilaterialismo e pela promoção de suas próprias iniciativas econômicas, como o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, o acordo de livre comércio RCEP em toda a Ásia e – acima de tudo – a inciativa Um Cinturão, Uma Rota.

Veja aqui o que é a iniciativa Um Cinturão, Uma Rota e como ela pode mudar o mapa econômico e político do mundo. […]

Obama os enjaulou e depois deu-lhes um cobertor

O governo de Obama deve ser comparado não ao de Trump, mas ao de Bush Jr. Do 11/09 ao Ato Patriota, da crise financeira até os atos de espionagem, pode-se ver uma imensa contraofensiva imperial para sabotar o desenvolvimento econômico sul-americano, asiático e africano, que foram pautas da agenda política mundial da primeira década desse século.

Sobre a questão dos imigrantes, “Fotos de instalações de detentos nas fronteiras da era Obama, tiradas em 2014, parecem quase idênticas as que foram tiradas durante a era Trump.

Você nunca as viu, contudo. Aqui elas estão, tiradas em 2014 durante uma viagem de organismos de imprensa para as instalações carcerárias de Brownsville, Texas, e Nogales, Arizona”.

Por que só agora a gritaria?

[…]