Os líderes dos Estados Unidos, Rússia, China e Índia devem atuar já!

O Instituto Schiller, sob a liderança de Helga Zepp-LaRouche, lançou uma petição internacional urgente, buscando uma conferência dos Estados Unidos, Rússia, China e Índia, para estabelecer um novo sistema de taxas fixas de câmbio para o comércio e desenvolvimento mundiais, modelado no conceito de Franklin Roosevelt de um sistema de Bretton Woods. Em 15 de agosto de 1971, o presidente americano Richard Nixon retirou o dólar do sistema de Bretton Woods, acabando com a estabilidade do pós-Segunda Guerra que permitiu que as economias destruídas da Europa e da Ásia não só se recuperassem da guerra, mas reconstruírem a moderna infraestrutura necessária para a prosperidade contínua. A intenção de Roosevelt para o período do pós-guerra como relatado por seu filho, Elliot Roosevelt, era usar o sistema de Bretton Woods para destruir de uma vez por todas o colonialismo britânico, e a pobreza e o atraso que isso produzia. Agora uma nova conferência tal como Bretton Woods entre Estados Unidos, Rússia, China e Índia representa o único meio para mitigar e sobreviver ao pendente colapso da bolha financeira pós-2008, uma bolha maior em ordem de magnitude do que aquela de 2008, o colapso em que o mundo inteiro será engolido no caos.

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Apple e a multiplicação de homicídios

 

Ainda que seja louvável a iniciativa do novíssimo Jornal do Brasil em relatar em sua manchete principal que a morte por overdoses nos EUA hoje superam em número os homicídios cometidos no Brasil, é ainda insuficiente o esforço de todo e qualquer imprensa em ver a figura toda do que constitui o mercado de drogas global. Ainda mais, a participação no comércio de drogas, tal como as promessas do Vale do Silício, se tornaram uma “carreira aberta aos talentos” tanto no sul global quanto no chamado “setor avançado”, hoje invariavelmente falido. A extrema valorização da Apple em meio à penúria econômica e humanitária (crise de imigrantes, de refugiados), mostra não uma vitória do livre-mercado, mas os vínculos indissolúveis entre liberalismo e genocídio.

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Os rostos de Gilles Deleuze

Deleuze diz que, como professor, ele gostaria de dar uma aula como Dylan, que mais do que um autor é um produtor incrível, ele organiza uma música. A filosofia pop tenta pensar, ler e escrever como uma música é feita, mas é melhor ver o que Gilles Deleuze diz em “Diálogos”: uma boa maneira de ler hoje seria tratar o livro como uma música, assistir a um filme, um programa de televisão; qualquer tratamento especial do livro corresponde a outra época. Questões de dificuldade ou entendimento não existem. Os conceitos são exatamente como os sons, as cores, as imagens: intensidade que nos convém ou não, que acontece ou não acontece.

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O justo como forma do apropriado

Paulo Lacerda

É muito oportuna a recente entrevista publicada pela agência Pública. Nela é relatado um breve histórico da atuação da Polícia Federal desde a redemocratização, com a liderança de Romeu Tuma, quadro originário do Dops, onde atuou junto com o notório torturador, o delegado Sérgio Paranhos Fleury. Permite não só ver problemas há muito conhecidos através do distanciamento histórico adequado, quanto avaliar o teor e a relevância das críticas em relação a conduta do Partido dos Trabalhadores na direção da Justiça e da Polícia Federal. […]

Radiografando a Nouvelle Vague Soviética

 

“Curioso é notar que os tempos turbulentos da Guerra Fria não influenciaram a produção russa. Os filmes tinham uma preocupação muito maior com o sujeito, com questões mais amplas como o que é a vida, onde personagens jovens se desvencilham do fardo do stalinismo e da guerra, se importando com questões mais subjetivas e com uma vida comunal mais solidária, que talvez se aproximasse de uma ideia matriz mais utópica da revolução, embora fique claro que essa ideia de comunidade não seguia nenhuma ideologia de Estado”.

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Os BRICS no Centro de uma Nova e Justa Ordem Econômica Mundial

Texto traduzido por mim para a Executive Intelligence Review

Por Helga Zepp-LaRouche, fundadora e presidenta do Instituto Schiller

Inspirados pela ascensão épica da China, está ocorrendo uma reorientação estratégica dos países emergentes e em desenvolvimento, criando gradualmente no mundo todo uma ordem econômica baseada em princípios completamente diferentes. Enquanto o Ocidente tenta em vão defender o velho paradigma do sistema econômico neoliberal, cada vez mais países estão trabalhando com os BRICS, com a Organização para Cooperação de Xangai (OCX) e outras organizações regionais sob a rubrica da Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota, baseados na cooperação ganha-ganha, e demonstrando que o mundo pode ser organizado de um modo muito mais humano do que aquela que temos visto com a União Europeia com sua bárbara política de refugiados. […]

A paz entre Trump e Putin: lição importante para o mundo

 

Da Executive Intelligence Review

Por Helga Zepp-LaRouche, fundadora e presidenta do Instituto Schiller

Deveria ser óbvio para qualquer pessoa esclarecida que melhorar as relações entre EUA e Rússia, a relação entre as nações que detém cerca de 90% das armas nucleares do mundo, cujo uso poderia varrer a humanidade, é uma coisa boa. Assim, os presidentes Trump e Putin merecem todo o crédito por abrirem esse caminho no Encontro de Helsinque, ao superarem a atual crise entre os dois países através do diálogo e da cooperação. Contudo, dado a histeria sem precedentes do establishment neoliberal e da grande mídia dos dois lados do Atlântico em resposta a esse encontro, também fica claro que essa poderosa elite prefere a destruição da civilização humana do que aceitar cooperar com a Rússia. […]