Políticas da memória, doutrina de guerra e neoliberalismo

Joel Rufino dos Santos

“A naturalidade e a aceitação da prática de tortura atualmente é uma das heranças da nossa escravidão. E é significativo que ela só fosse publicamente condenada quando atingiu militantes políticos, ou seja, durante a última ditadura civil-militar”.

Classe e memória

Pode ser sugerido, a partir dessa afirmação de Joel Rufino dos Santos, que a prática da tortura, que ocupou pelo menos 4/5 da história brasileira, com a escravidão, só foi condenada publicamente quando atingiu os setores de classe-média ou os militantes políticos? Se for assim, qual é o escopo, atualmente, de uma política da memória verdadeiramente abrangente? E onde ela se encontra hoje, pois não está mais no Estado e, talvez, não seja fabricada de forma ampla na academia?

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