O Rio Negro, de Nei Lopes, e a “degeneração dos negros”, de Octavio Ianni

Em seu romance Rio Negro, 50, Nei Lopes atualiza a antiga discussão sobre a “cordialidade brasileira” em contraposição a um debate da época ambientada no livro, relativa a chamada “revolução brasileira”. Na academia, as discussões não avançaram muito, ainda apegadas ao Édipo correspondente à identidade nacional, a do “homem cordial”. Porém o professor João Cezar de Castro Rocha mostra um caso flagrante de, no mínimo, desonestidade intelectual na leitura sobre o tema, vinda da Escola Paulista de Sociologia através da figura de Octavio Ianni. O presente texto pretende contrapor a abordagem ficcional a acadêmica, caminho que pode abrir novas perspectivas para a leitura de alguns dos clássicos formadores da história do Brasil.

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Putin e a busca por um novo Bretton Woods

A atual mudança geral da estrutura do governo da Rússia não tem relação, como a mídia internacional quer fazer crer, com a tentativa de implantar uma ditadura no país com Putin como novo Czar. Essa é a leitura da City de Londres, da The Economist e de todos os órgãos informativos que somente repercutem as ordens de seu senhores. Posicionando-se assim, ignoram os conflitos políticos internos do país, assim como o novo desenho econômico internacional hoje capitaneado por Rússia e China após a dissolução dos BRICS. É preciso olhar para Rússia sem o temor macartista, ou seja, através das lentes do imperialismo internacional. Um “novo pacto” é necessário, não apenas no Brasil como no mundo, para que se alcance novamente o crescimento econômico e o bem estar das populações, sem a praga do monetarismo e os fantasmas produzidos pela imprensa oligopolizada do eixo transatlântico.

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Chamada aos presidentes Trump, Putin e Xi para convocar um encontro emergencial para tratar dos perigos da guerra

Da Executive Intelligence Review

Chamada aos presidentes Trump, Putin e Xi para convocar um encontro emergencial para tratar dos perigos da guerra

Se o mundo quer evitar uma espiral de retaliações e contra-retaliações na
esteira do assassinato do general iraniano Qasem Soleimani e do comandante da
Unidade de Mobilização Popular iraquiana, Abu Mahdi al-Muhandis, os presidentes
dos Estados Unidos, Rússia e China devem convocar um encontro emergencial para
tratar da crise atual no Sudoeste Asiático e das soluções para esta crise.

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Cine-resposta: guerras encobertas e ações específicas no Irã

Apesar do reconhecimento oficial do Irã de que foi um de seus mísseis que abateram o avião civil ucraniano, ainda está em aberto a questão sobre a autoria de fato do atentado. Guerra cibernética, como feito contra a Rússia e a Venezuela, está entre uma das hipóteses para o “engano tático”. Acima de tudo, a sequência de fatos mostra que culpar o Irã continua sendo um artifício para diminuir a comoção popular em torno da morte do general Soleimani, procurar produzir uma “primavera árabe” no país e voltar a opinião pública internacional contra o Irã, apagando o ato bárbaro cometido pelos EUA.

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Os EUA não retaliaram o Irã? E você acreditou?

Um clássico americano. Para assistir, clique aqui.

Dois fatos causaram muita estranheza para quem acompanhou passo a passo o desenrolar da resposta do Irã aos EUA. Ontem, por motivos claramente intencionais, a suposta queda (primeira versão) do avião ucraniano, passou para a primeira página dos noticiários. Por quais motivos?

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