A democracia distópica da intelectualidade bem-pensante

Em meio ao caos da guerra civil vivida nos EUA, chama a atenção como comentaristas brasileiros tratam com complacência (para dizer o mínimo) os bons tempos da presidência do Partido Democrata. Em 2016, último ano de governo de Obama, os EUA jogou 26171 bombas sobre suas vítimas, em maioria pessoas alheias aos seus combates. É um aumento de dez vezes o que seu predecessor, George W. Bush, fez durante sua guerra ao terror. Ainda em 2016, também sob Obama foram feitas guerras encobertas a cerca de 70% das nações do mundo, isto é, 138 países – um salto assombroso de 130% em relação ao seu predecessor do Partido Republicano.

Não só analistas brasileiros, mas astros estadunidenses como LeBron James ou Brad Pitt fazem a campanha dos meios de comunicação tradicionais, os mesmos que inventaram as bombas nucleares no Iraque e que levou ao ciclo de destruição do Oriente Médio, ainda em curso. O que se espera, pelo menos dessa chamada “intelectualidade bem pensante” é que se consiga pesar algumas diferenças significativas entre a atual presidência e a anterior. Não é por acaso que republicanos como Bush e ultrabelicistas como Hillary Clinton se alinhem em favor da candidatura de Joe Biden. Isso é só vira-latismo por parte dos brasileiros ou remete a uma incompreensão ainda mais profunda das grandes transformações que o mundo vem passando atualmente?

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Novilíngua em Belarus

As discussões a respeito das chamadas “fake news” dizem respeito bem mais aos meios pelas quais elas são reproduzidas do que por seu conteúdo. Caso algum giro antropológico fosse de fato detectado, ou seja, algo que tivesse alterado em ampla escala a capacidade de se proliferar notícias falsas, o caso de estudo número 1 deveria ser a campanha dos grandes jornais corroborando a suposta existência de armas nucleares no Iraque, logo no início do século.

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A guerra da CIA contra a NSA e os golpes na América do Sul

Um povo degradado e sua elite mentirosa

Os americanos são tão mentirosos que conseguiram, como que por uma metáfora, transformar o grande corpo objetivável da Terra em camada de ozônio. Tudo isso parecia ter entrado num breve ocaso ou passado a operar de forma menos intensa na virada do século: ascensão da China e recuperação da Rússia (rearticulação do eixo eurasiático), e a recuperação do sonho de desenvolvimento dos países do antigo 3º mundo, com seu centro de poder a partir da América do Sul (integração sul-americana + eurásia = BRICS).

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O Fim do Russiagate nos EUA? É Hora de Ação

Na imagem: Russiangate como instrumento da geopolítica e arma do partido da guerra transatlântico.

Todos os nacionalistas brasileiros precisam assistir recente entrevista de William Binney a respeito do Russiangate, para a Executive Intelligence Review (EIR), [aqui]. Como publicado com exclusividade pela EIR em 16 de dezembro de 2017 [aqui], o aparato do Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) por detrás do Russiangate, que expôs Binney e outros, é a mesma divisão do Departamento do DoJ que controlou, e continua controlando, a força-tarefa da Lava-Jato na destruição do sistema econômico e político brasileiro em favor dos especuladores financeiros internacionais.

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