Braudel e Weber: a noção de “capitalismo” em disputa

Com a publicação de “Civilização material, cultura e capitalismo”, Fernand Braudel explicita sua oposição ao entendimento de Max Weber a respeito do surgimento do capitalismo moderno a partir do norte da Europa. A tese que o historiador considera idealista, o da tipificação de um “espírito capitalista”, não considera variáveis importantes como a própria a economia, mas também a política, a cultura, a civilização, e a história, a qual decide no final as relações de força. Há um questionamento frontal à tese weberiana, ainda que feita com bastante elegância e detalhamento. O debate entre Braudel e Weber talvez esteja entre as discussões intelectuais pouco consideradas por sociólogos, historiadores, economistas, etc.

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O tempo que resta, de Giorgio Agamben: um estudo (3ª Jornada)

Na terceira jornada de “O tempo que resta”, Giorgio Agamben se vê entre as aporias do pensamento paulino, da estrutura do pensamento messiânico, onde se opera uma divisão no que já está dividido (a lei) para se afastar da noção de universalismo (“católico”) e se aproximar da noção de “resto”. Da mesma forma há uma separação do que já está separado: o resto, o que se subtrai à própria noção de povo, provoca uma dessimetria entre as repartições sociais que conduzem à stásis (insurgência ou guerra civil), à luta revolucionária. Com a separação messiânica se instaura o cisma e através dela se aproxima dos princípios ou indícios de uma salvação ou subversão da ordem.

Pensamento cheio de paradoxos, de difícil leitura, é com a abordagem cuidadosa de cada “jornada” que vou procurando pouco a pouco compreender em detalhe esse trabalho de beleza extremamente exigente.

YOUTUBE: https://youtu.be/KRXmsMy2MVU

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