O Tempo que resta, de Giorgio Agamben (6ª Jornada)

No último capítulo de “O tempo que resta” (antes da conclusão), Giorgio Agamben reafirma o poder da linguagem, da filosofia e do pensamento como veículo transformador. Apesar de calcar sua análise em balizas éticas muito claras, se aproxima bastante, ao falar das relações arcaicas entre fé e promessa, da noção de “promessa de felicidade”, dito de Stendhal recuperado por Nietzsche (“Genealogia da moral”) para se contrapor à visão negativa de Shopenhauer sobre a Estética. Assim, Agamben recupera polêmica iniciada em fase inicial de seu livro, no caso contra Adorno, que escrevia uma “filosofia no impotencial”, ressentida, que veria na poesia apenas um epifenômeno da vida e não como provocadora ou criadora de vida.