Sérgio Buarque não-capitalista

Ao contrário de uma leitura uspiana tradicional, a que tem em conta Sérgio Buarque como participante de uma ética do trabalho de tipo weberiana e que sob essa lente enxerga o Brasil como um país incapaz ou com poucas forças para se desenvolver, a visão de um Sérgio Buarque não-capitalista, alheio à leitura de “Raízes do Brasil” de Antônio Cândido através de Roberto Schwarz, mostra alguém não exatamente “socialista”, mas preocupado com o desenvolvimento social do povo brasileiro. Muito mais um nacionalista do que um marxista, bem mais próximo da visão de integração nacional de um José Bonifácio ou JK do que de Max Weber ou outros “estrangeirismos”, uma leitura “de ponta cabeça” de “Raízes do Brasil” aponta para aspectos de longa duração de nossa história enquanto nação e os caminhos para se resolver seus impasses.