O “bom sensor”: nota vazada do Google admite a censura em troca da “segurança e civilidade”

Do Serviço de Informações da Executive Intelligence Review

Como parte da atual onda fascista/jacobina nos EUA, tão superficial quanto minoritária, uma nota interna do Google, vazada para a agência de notícias Breitbart, clama por uma mudança de política da “liberdade de expressão” para a “boa censura”. […]

Um 2º turno para os candidatos que ainda não apareceram

Mulheres durante a Resistência contra o nazismo na II Guerra Mundial

Se a guerra começou no Brasil em junho de 2013, a princípio com uma confusão generalizada entre os diferentes campos políticos, agora a cisão é bem nítida, o que favorece a batalha. Bolsonaro é o Golpe manco. É extremamente duvidoso o sucesso de um possível governo seu. Por isso as elites hesitam em apoiá-lo ou o fazem de maneira velada. Finalmente esse neomacartismo difuso poderá ser enfrentado num campo de batalha muito bem delimitado. E com um apoio inesperado e, talvez, decisivo.

[…]

Veredas: um grande consenso patriótico e internacional

Os Sertões e nosso combate contra o diabo do autoritarismo

Guimarães Rosa divide seu Sertão entre dois grupos políticos principais. Se lermos esse romance como um trabalho artístico de fato, ou seja, como metáfora ou alegoria relativos a um processo social real, ele pode trazer alguns subsídios para compreender o que vivenciamos atualmente. […]

Realismo fervido na revolta

 

Obra do escritor João Antônio ainda é um retrato preciso da marginalidade nas metrópoles. O foco de sua literatura ilumina aqueles que vivem à margem de uma sociedade abocanhada pela pretensão de uma sofisticação burguesa, contra a qual ele vociferava. Prostitutas, jogadores de sinuca, vagabundos, meninos de rua, traficantes. Pessoas pobres e esquecidas, que se equilibram numa fronteira entre a malandragem e a vida criminosa. A literatura marginal brasileira não pode ser estudada se o nome de João Antônio não estiver no meio.

[…]

Os “PICs” do Ministério Público e o Ato Patriota

“Relaxe, eu não estou ouvindo sua ligação telefônica… Só quero saber para quem você está ligando, com que frequência, duração e de qual lugar. Isso é tudo”. Caso fosse só isso, dos males não seria o maior. Edward Snowden mostra como o sistema de mineração de dados e de vigilância, abertos pelo Ato Patriota, foi muito além de um mero acompanhamento das atividades de qualquer cidadão. Além do mais, a partir da instituição dessa lei, os processos secretos, tais como os de Stálin, foram propriamente “democratizados” no Ocidente.

No Brasil, isso ainda pode ser considerado uma invenção ainda mais recente depois da institucionalização dos Procedimentos de Investigações Criminais do Ministério Público, que transformou o órgão do Estado brasileiro numa espécie de “agência de inteligência à americana”, ou seja, uma instituição para-estatal, para vigiar e processar secretamente cidadãos brasileiros.

Clique no título da matéria ou na caixa abaixo […] para poder ler a matéria completa.

[…]

Por trás da Guerra anglo-norte-americana contra a Rússia

Para compreender a extensão da leviandade geoestratégica dos EUA, é útil uma rápida passada de olhos pela doutrina geopolítica anglo-norte-americana. Aqui, é essencial discutir a visão de mundo do padrinho da geopolítica, o geógrafo britânico Sir Halford Mackinder. Em 1904, em discurso perante a Royal Geographical Society em Londres, Mackinder, firme defensor do Império, apresentou o que, para muitos é um dos documentos mais influentes na política exterior mundial, dos passados 200 últimos anos, desde a Batalha de Waterloo. A palestra, bem curta, foi intitulada “O pivô geográfico da história”.

Desde aquela conferência profética de Mackinder, em 1904, em Londres, o mundo conheceu duas guerras mundiais, dirigidas basicamente ao objetivo de quebrar a nação alemã e a ameaça geopolítica que representaria contra a dominação anglo-norte-americana global; e dirigidas também à meta de destruir qualquer possibilidade de algum dia vir a surgir, por via pacífica, uma Eurásia russa-alemã que, na visão de Mackinder e de estrategistas geopolíticos britânicos, passaria a buscar o “império mundial”.

[…]

Por que os EUA continuam a apoiar – oficialmente – a Al-Qaeda?

Osama e sua família felizes em Londres

Por que 17 anos depois do 11/09 os EUA continuam a apoiar oficialmente a Al-Qaeda?

Estado Islâmico, Al-Nusra, Al-Qaeda, não apenas são apoiados pelos EUA, pela OTAN, como lutam juntos em muitas frentes. OS EUA nunca deixaram de os apoiar, por causa da tentativa de desestabilização do Oriente Médio tal como feito durante a Guerra Fria e reiniciada nos últimos anos. As organizações mudam de nome, porém fazem parte de uma espécie de exército irregular da OTAN e são diligentemente protegidos por seus parceiros do “setor avançado”.

Em mais um capítulo dessa história, representantes do governo dos EUA explicitamente defendem a Al-Qaeda em Idlib contra a Rússia e a Síria. É irônico que isso ocorra ao mesmo tempo do 17º aniversário do 11/09. As movimentações hoje na Síria podem representar um desfecho, para o bem ou para o mal, dessa história? 

[…]

As movimentações do Partido da Guerra na campanha eleitoral

Imagem ilustrativa do New York Times para o artigo anônimo de um suposto membro do governo de Donald Trump

Líderes do partido da guerra (ou neocons) se movimentam na Europa, com Theresa May, e nos EUA, para forçar uma massiva ação da OTAN na Síria (mais contundente que a de abril deste ano) e a legitimação do “Russiangate”, campanha no seio da qual nasceu o termo “fake news”. A guerra total que vivemos hoje pode ou não ser nuclear. Depende de como os dados sejam lançados. Nesse sentido, as eleições de 2018 nos EUA são tão importantes como serão as daqui do Brasil. Um marco para o bem ou para o mal pode ser estabelecido. As campanhas difamatórias começaram com toda a força por lá, enquanto por aqui continuamos a viver momentos dramáticos.

[…]

A próxima fronteira do mundo, Idlib

Foto: Infografia: Alexandre Mauro/G1

 

Enquanto a Rússia denuncia um possível “operação de bandeira falsa”, o Ocidente ameaça russos e sírios por causa do recente avanço sobre a província de Idlib, um dos últimos refúgios de rebeldes após a bem sucedida parceria dos dois países contra o Estado Islâmico, a Al-Qaeda, Al-Nusra e demais agrupamentos terroristas. A fronteira com a Turquia é um ponto-chave desse jogo por ser o lugar de onde os rebeldes tem acesso ao Ocidente e a suas fontes de financiamento e a armas. A postura dúbia de Erdogan, que se move entre a dependência econômica com o oriente e seu pacto militar com o ocidente, torna ainda mais dramático atos que podem levar a um possível desfecho a luta contra a desestabilização do Oriente Médio, na esteira da devastação da Líbia e do Iêmen, ou a um confronto direto entre a OTAN e a Rússia.

[…]