O “bom sensor”: nota vazada do Google admite a censura em troca da “segurança e civilidade”

Do Serviço de Informações da Executive Intelligence Review

Como parte da atual onda fascista/jacobina nos EUA, tão superficial quanto minoritária, uma nota interna do Google, vazada para a agência de notícias Breitbart, clama por uma mudança de política da “liberdade de expressão” para a “boa censura”. […]

Realismo fervido na revolta

 

Obra do escritor João Antônio ainda é um retrato preciso da marginalidade nas metrópoles. O foco de sua literatura ilumina aqueles que vivem à margem de uma sociedade abocanhada pela pretensão de uma sofisticação burguesa, contra a qual ele vociferava. Prostitutas, jogadores de sinuca, vagabundos, meninos de rua, traficantes. Pessoas pobres e esquecidas, que se equilibram numa fronteira entre a malandragem e a vida criminosa. A literatura marginal brasileira não pode ser estudada se o nome de João Antônio não estiver no meio.

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Por trás da Guerra anglo-norte-americana contra a Rússia

Para compreender a extensão da leviandade geoestratégica dos EUA, é útil uma rápida passada de olhos pela doutrina geopolítica anglo-norte-americana. Aqui, é essencial discutir a visão de mundo do padrinho da geopolítica, o geógrafo britânico Sir Halford Mackinder. Em 1904, em discurso perante a Royal Geographical Society em Londres, Mackinder, firme defensor do Império, apresentou o que, para muitos é um dos documentos mais influentes na política exterior mundial, dos passados 200 últimos anos, desde a Batalha de Waterloo. A palestra, bem curta, foi intitulada “O pivô geográfico da história”.

Desde aquela conferência profética de Mackinder, em 1904, em Londres, o mundo conheceu duas guerras mundiais, dirigidas basicamente ao objetivo de quebrar a nação alemã e a ameaça geopolítica que representaria contra a dominação anglo-norte-americana global; e dirigidas também à meta de destruir qualquer possibilidade de algum dia vir a surgir, por via pacífica, uma Eurásia russa-alemã que, na visão de Mackinder e de estrategistas geopolíticos britânicos, passaria a buscar o “império mundial”.

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Os novos desafios da Previdência Social

 

Carlos Gabas tem o mérito de colocar a discussão a respeito da Reforma da Previdência no contexto mais amplo da seguridade social, que abarca as áreas da Previdência, da Saúde e da Assistência Social. O modelo foi bem sucedido durante os governos petistas por terem atendido a esses requisitos, ou seja, ao ser ampliado a rede de assistência social (programas sociais) e no aumento da arrecadação previdenciária por causa da criação de postos de trabalho formais. Ainda que área da Saúde não tenha sido desprestigiada, pois aumentou seus recursos com o aumento da arrecadação do governo, sofreu diretamente os efeitos do fim da CPMF.

Uma discussão ampla a respeito não só da Previdência, mas da Seguridade Social, passa por todas essas áreas. Inicia-se com a transformação do modelo tributário, com a incisão de impostos proporcionalmente maior aos setores de maior renda. Em especial, ao capital que sobrevive com pouca mão-de-obra e muitos recursos no sistema financeiro. O modelo liberal que assaltou o poder depois do golpe de 2016, procura penalizar os trabalhadores e aposentados, e o faz de maneira tirânica, sem abrir diálogo com as diversas partes interessadas. Além da PEC da Morte e da Reforma Trabalhista, aumentou DRU (Desvinculação das Receitas da União) de 20% para 30%, o que tirou ainda mais receitas da Previdência, que enfrenta graves desafios diante do quadro de desemprego e recessão econômica.

O Fórum de debates sobre políticas de emprego, trabalho e renda e de Previdência Social foi abruptamente interrompido com o golpe. Ele era a continuação do Fórum Nacional de Previdência Social, instituído por Lula, e baseado num modelo quadripartite (trabalhadores da ativa, aposentados, empresários e governo), onde eram debatidos os melhores caminhos para a Reforma da Previdência num quadro de maior longevidade da população, e de não se penalizar as empresas empregadoras num quadro, por exemplo, de 2014, quando atingimos a marca do pleno emprego. Essa discussão é necessária para o futuro, ainda mais se esse futuro for o da volta às antigas marcas de fim da miséria e pleno emprego, onde deveremos ter uma rede de proteção social bastante sofisticada. Não é com a tirania das imposições “liberais” que garantiremos o futuro da nação.

Pela análise meticulosa e pelos bons problemas levantados é que publicamos o artigo de Carlos Gabas, servidor do INSS há 32 anos e ministro da Previdência Social de Lula e Dilma Rousseff.

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Os líderes dos Estados Unidos, Rússia, China e Índia devem atuar já!

O Instituto Schiller, sob a liderança de Helga Zepp-LaRouche, lançou uma petição internacional urgente, buscando uma conferência dos Estados Unidos, Rússia, China e Índia, para estabelecer um novo sistema de taxas fixas de câmbio para o comércio e desenvolvimento mundiais, modelado no conceito de Franklin Roosevelt de um sistema de Bretton Woods. Em 15 de agosto de 1971, o presidente americano Richard Nixon retirou o dólar do sistema de Bretton Woods, acabando com a estabilidade do pós-Segunda Guerra que permitiu que as economias destruídas da Europa e da Ásia não só se recuperassem da guerra, mas reconstruírem a moderna infraestrutura necessária para a prosperidade contínua. A intenção de Roosevelt para o período do pós-guerra como relatado por seu filho, Elliot Roosevelt, era usar o sistema de Bretton Woods para destruir de uma vez por todas o colonialismo britânico, e a pobreza e o atraso que isso produzia. Agora uma nova conferência tal como Bretton Woods entre Estados Unidos, Rússia, China e Índia representa o único meio para mitigar e sobreviver ao pendente colapso da bolha financeira pós-2008, uma bolha maior em ordem de magnitude do que aquela de 2008, o colapso em que o mundo inteiro será engolido no caos.

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Os rostos de Gilles Deleuze

Deleuze diz que, como professor, ele gostaria de dar uma aula como Dylan, que mais do que um autor é um produtor incrível, ele organiza uma música. A filosofia pop tenta pensar, ler e escrever como uma música é feita, mas é melhor ver o que Gilles Deleuze diz em “Diálogos”: uma boa maneira de ler hoje seria tratar o livro como uma música, assistir a um filme, um programa de televisão; qualquer tratamento especial do livro corresponde a outra época. Questões de dificuldade ou entendimento não existem. Os conceitos são exatamente como os sons, as cores, as imagens: intensidade que nos convém ou não, que acontece ou não acontece.

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Radiografando a Nouvelle Vague Soviética

 

“Curioso é notar que os tempos turbulentos da Guerra Fria não influenciaram a produção russa. Os filmes tinham uma preocupação muito maior com o sujeito, com questões mais amplas como o que é a vida, onde personagens jovens se desvencilham do fardo do stalinismo e da guerra, se importando com questões mais subjetivas e com uma vida comunal mais solidária, que talvez se aproximasse de uma ideia matriz mais utópica da revolução, embora fique claro que essa ideia de comunidade não seguia nenhuma ideologia de Estado”.

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Os BRICS no Centro de uma Nova e Justa Ordem Econômica Mundial

Texto traduzido por mim para a Executive Intelligence Review

Por Helga Zepp-LaRouche, fundadora e presidenta do Instituto Schiller

Inspirados pela ascensão épica da China, está ocorrendo uma reorientação estratégica dos países emergentes e em desenvolvimento, criando gradualmente no mundo todo uma ordem econômica baseada em princípios completamente diferentes. Enquanto o Ocidente tenta em vão defender o velho paradigma do sistema econômico neoliberal, cada vez mais países estão trabalhando com os BRICS, com a Organização para Cooperação de Xangai (OCX) e outras organizações regionais sob a rubrica da Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota, baseados na cooperação ganha-ganha, e demonstrando que o mundo pode ser organizado de um modo muito mais humano do que aquela que temos visto com a União Europeia com sua bárbara política de refugiados. […]