Guerra e velocidade: guerra encoberta e ações específicas no Irã

Existe aqui um escritor que não só não escreve direito, mas esquerdo, como também tem verdadeira preguiça diante “dos fatos”. Pode parecer complacência com a objetividade redundante e vontade alguma de ser a voz mais alta num coro de histéricos. Por isso mesmo, e talvez vagarosamente, vamos para “a análise”.

Continue lendo “Guerra e velocidade: guerra encoberta e ações específicas no Irã”

Os EUA não retaliaram o Irã? E você acreditou?

Um clássico americano. Para assistir, clique aqui.

Dois fatos causaram muita estranheza para quem acompanhou passo a passo o desenrolar da resposta do Irã aos EUA. Ontem, por motivos claramente intencionais, a suposta queda (primeira versão) do avião ucraniano, passou para a primeira página dos noticiários. Por quais motivos?

Continue lendo “Os EUA não retaliaram o Irã? E você acreditou?”

Reforma ou Revolução: o dilema da classe-média em Zé Dirceu

Caso se fale dos dilemas da esquerda brasileira marcantes em todo o período de redemocratização, se aponta para um dilema não da “esquerda” entendida como amplo leque de forças sociais, mas das classes-médias urbanas. É isso que, dentre tantas outras reflexões, Dirceu apresenta no 1º volume de suas memórias.

Devemos optar por uma solução de ruptura, revolucionária, como ele tentou depois de seu primeiro exílio em Cuba, voltando ao Brasil para participar de um novo grupo armado, o Molipo? Ou se deve optar por uma solução de conciliação, de diálogo programático, baseado no conhecimento técnico dos quadros da esquerda para dirigir por dentro um processo de reformas, mas não de revolução?

Continue lendo “Reforma ou Revolução: o dilema da classe-média em Zé Dirceu”

A lógica da Guerra Fria no séc. XXI

Um conceito referência do período das lutas operárias antes da 2ª Guerra Mundial, o de Greve Geral, parece hoje tão impossível quanto ostensivamente fica “sob os olhos” das organizações operárias. A lógica da Guerra Fria foi tão tóxica às organizações populares que, depois da reorganização das relações internacionais com o fim do sistema de Bretton Woods em 1971 [aqui], um caso clássico de greve geral foi a organizada no Chile contra o governo de Salvador Allende.

Continue lendo “A lógica da Guerra Fria no séc. XXI”

Políticas da memória, doutrina de guerra e neoliberalismo

Joel Rufino dos Santos

“A naturalidade e a aceitação da prática de tortura atualmente é uma das heranças da nossa escravidão. E é significativo que ela só fosse publicamente condenada quando atingiu militantes políticos, ou seja, durante a última ditadura civil-militar”.

Classe e memória

Pode ser sugerido, a partir dessa afirmação de Joel Rufino dos Santos, que a prática da tortura, que ocupou pelo menos 4/5 da história brasileira, com a escravidão, só foi condenada publicamente quando atingiu os setores de classe-média ou os militantes políticos? Se for assim, qual é o escopo, atualmente, de uma política da memória verdadeiramente abrangente? E onde ela se encontra hoje, pois não está mais no Estado e, talvez, não seja fabricada de forma ampla na academia?

Continue lendo “Políticas da memória, doutrina de guerra e neoliberalismo”

Direita, extrema-direita e os arquivos da ditadura

Tanto a direita liberal ou “socialdemocrata” quanto a extrema direita, igualmente similares em inúmeros outros aspectos, nunca tiveram à altura para lidar com os arquivos da ditadura. No caso da extrema-direita, parece que sua chegada ao poder fez acelerar o processo de reflexão sobre o autoritarismo conjugado ao neoliberalismo, ou seja, toda a história recente, em especial de 1964 a 2003.

Continue lendo “Direita, extrema-direita e os arquivos da ditadura”

O fim da onda da “direita lisérgica”?

A grande pergunta não é sobre a supostamente desaparecida “burguesia nacional” ou a ausência de “generais nacionalistas”. A pergunta versa sobre os motivos de o Golpe continuar ativo, apesar de todos os atos contraditórios dos golpistas. Quem ainda sustenta um governo insustentável? Como fazem isso? Qual o caminho para se reverter o mais rápido possível o atual estado de coisas? Como em 2002 na Venezuela, na América do Sul novamente a população rechaça o neoliberalismo e o arbítrio fardado. Terá chegado o fim da “direita lisérgica”?

Continue lendo “O fim da onda da “direita lisérgica”?”

E os neoliberais querem voltar a ser “social-democratas”…

Liberalismo bonitinho e cheiroso

A posição atual de Andre Lara Resende não pode ser vista em separado das movimentações de Jorge Paulo Lemann. Se o PSDB foi praticamente a madrinha do golpe de Estado, forneceu quadros técnicos e planos políticos-econômicos para o governo Temer e, como que numa falha de cálculo, pariu o liberalismo tosco de Guedes e Bolsonaro, nada mais natural que essa ala “mais esclarecida” do liberalismo tenha que influenciar a política nacional com uma roupa diferente. Capitalismo e anarquia.

Continue lendo “E os neoliberais querem voltar a ser “social-democratas”…”

Comissão Nacional da Dívida Pública

Um pirata defendendo o tesouro nacional? Fábula ou ficção científica?

Texto sobre piratas nacionais e estrangeiros e a necessidade de extirpá-los. Eles aparecem agora com uma cara amigável, um fascismo de aparência democrática, economicamente pousando como neokeynesianos: somente um processo ainda mais radical do que a Comissão Nacional da Verdade, que buscou apurar os crimes da Ditadura, poderá remover a usurpação das riquezas nacionais e ser um auxílio fundamental na volta do estabelecimento do Estado Democrático de Direito.

Continue lendo “Comissão Nacional da Dívida Pública”