Sobre o atual fenômeno “Greg News”

 

 

O Liberalismo foi bom no passado e nem tanto no presente; ainda é bom nos EUA, mas não no Brasil. A greve dos caminhoneiros é um “problema fiscal” e não de soberania nacional. Afinal, o plástico talvez devesse ser abolido como o próprio petróleo e a Petrobrás… 

Existiria uma antinomia entre os termos conservador e liberal, porém o Livres é moderno mas Flavio Rocha não. O ideário do Império Britânico é digno de elogio, enquanto os governos Lula e Dilma pecaram por fazer “coalizão”. Gregório não chega ao ponto de defender FHC para justificar Lula ou dizer (como um candidato carioca) que seu partido perde por culpa do PT. Mas é bem interessante ver esse fenômeno atual chamado Greg News e ver as curiosas limitações de uma chamada “esquerda moderna”, imaculada e ambientalmente responsável… […]

Proliferar notícias falsas

 

Deve-se acabar com a ingenuidade de se acreditar que houve uma tentativa de criação de um espaço de comunicação alternativo que chancelaria, por uma espécie de sub-sistema baseado na oposição parlamentar bipartidário de tipo britânico, o própria “sistema liberal”, só que por meio da internet. E que hoje essa liberdade conquistada com as “redes sociais” estaria ameaça pelo uso abusivo das “fake news” por parte do oligopólios midiáticos. A atual “contra-ofensiva” do Facebook só pode ser compreendida como um passo a mais numa ofensiva generalizada, iniciada com a mineração massiva de dados (o caso Snowden) que ofereceu como contrapartida uma suposta livre-expressão nas redes. No momento, busca-se de vez capturar esse espaço com a confusão criada pelo cinismo neomacartista, cujo resultado é uma proliferação nunca antes vista de notícias falsas. Todo o esforço para desmascará-las tem como objetivo multiplicá-las.

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Teoria do domínio da mídia

A questão da “teoria do domínio da mídia” ressignifica boa parte do que foi criticado como a “teoria do domínio do fato”. Elas simplesmente pulverizam qualquer visão superior para dar conta dos inumeráveis fatos, em boa parte conflitantes, e nivelam por baixo o que poderia ser uma visão integradora, hegemônica, em favor do Brasil.

Nesse caso, a chamada “mídia progressista” abraça a velha mídia e cantam em conjunto.

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Genocídio e liberalismo

voyager1.net

A facção liberal internacional aponta hoje para um ainda mais estranha imagem do “fim da história”: de um lado, um sistema bancário/financeiro que não consegue viver sem juros baixos, próximos a 0%. Como uma instituição financeira sobrevive sem seu lucro primário, ou seja, o que vem dos juros dos empréstimos bancários? Ainda mais, a possibilidade de aumento da taxa de juros coloca em risco a solvência de todo esse sistema montado ao redor da City de Londres e Wall Street.

Por outro lado, a facção ultraliberal, com seus expoentes mais significativos nos EUA e Europa, lançam uma campanha de guerra incidiosa contra a Rússia e a China, seja pelo !eixo do Pacífico” criado por Obama para conter os “avanços chineses” no chamado Mar da China, com o avanço da OTAN nas fronteiras da Rússia e o uso do “direito de proteger” invocado por Tony Blair em 1999, num prelúdio do que seria todas as justificativas para as “intervenções humanitárias”, desde a Guerra do Iraque até hoje.

O iminente colapso do sistema financeiro transatlântico, como apontado por inúmeras instituições internacionais de diferentes visões políticas, assim como a crescente escalada militar que parte do ocidente para o oriente, traçam duas linhas que podem convergir e levar à impossbilidade de qualquer regime chamado liberal no planeta. O genocídio anda de braços dados com o liberalismo, seja em ações de baixa intensidade (medidas de austeridade econômica, sanções econômicas, guerra comercial, etc.), até a criação de golpes de Estado e a ameaça de guerra, numa etapa bastante acelerada de uma nova Guerra Fria, muito mais “quente” que a anterior.

É essa dicotomia entre liberalismo e genocídio que procurei explorar nesse artigo.

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Lula e não Sérgio, mas Aldo Moro

O cativeiro de Aldo Moro. Qualquer coincidência com a prisão política de Lula pode não ser mero acaso.

Olhar para a história italiana da década de 1970 é como olhar para a história atual do Brasil num espelho invertido. Lá, a derrota começa com o assassinato de seu maior líder político, Aldo Moro. A tentativa de assassinato político de Lula, que é vista no conjunto onde se vemos o processo de impeachment, a tentativa de fechar o Partido dos Trabalhadores, e a imposição impopular de medidas econômicas colonizadoras, parece que faz reverter o sentido da história. A facção ultraliberal se move aceleradamente para o suicídio. O problema é que, antes disso, querem levar a maior parte da população junto com eles.

Para quem acha que comprar Lula com Mandela ou Gandhi é extremamente vago ou só serve para colocar nosso maior líder político como morto, o caso de Aldo Moro mostra uma continuidade real com o caso Lula, ou seja, permite traçar uma continuidade histórica quase que concreta entre casos distintos, e que demonstra o similar desenvolvimento das mesmas forças políticas, tanto do lado retrógrado quanto de movimentos progressistas da humanidade.

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Aldo entre as “novas” esquerda e direita

 

Aldo Rebelo foi para o PSB disposto a “bater chapa” com o Joaquim Barbosa. Sua permanência no partido seria fundamental para procurar fazê-lo voltar a suas origens, que remontam à militância do avô de Eduardo Campos, Miguel Arraes. Com escolha de Joaquim Barbosa sem a necessidade de eleições internas, ganhou a ala dos oportunistas, a ala paulista e golpista, e ele saiu fora. Dizem alguns que Aldo está “um pouco perdido”. Deve estar mesmo, já que perdeu para a “nova esquerda” no antigo partido dele (com suas pautas multiculturalistas e identitárias) e agora para a “nova direita” com a infeliz trajetória do PSB, mas isso não retira a importância política dessa discreta e importante liderança política, para muito além do tipo de “esquerdismo ilustrado” dos que defendem Ciro Gomes.

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Como nasceu o termo “fake news”? O “Russiangate” e a crise política nos EUA

MIKHAIL/POCHUYEV/TASS/ALAMY

Os jornais da imprensa internacional inventaram o termo “fake news” logo após a eleição de Donald Trump nos EUA. Foi uma vitória que surpreendeu muitas pessoas e os ultraliberais de lá (facção que interpartidária, neoliberal e pró-guerra, como Hillary Clinton e John McCain) começar a acusar os russos de terem interferido nas eleições americanas. É como Putin sempre diz quando perguntado sobre o assunto (ver a entrevista dada a NBC logo após seu pronunciamento bombástico em 1º de março): “Não existem qualquer provas de que o Estado russo tenha interferido em eleições estrangeiras. Contudo, nenhum ofício do governo americano foi enviado à minha administração. O que existe são acusações da imprensa e de ex-funcionários do governo hoje investigados. Os EUA dizem para mim que podem interferir nas eleições de qualquer país porque estão levando a democracia, mas os russos não podem porque são autocratas” (tradução não literal da entrevista acima citada). […]

Lula em “pratos limpos”

Os juizes celebridades italianos

Praticamente toda a “força tarefa” da “mani pulite” se engajou na política.

Texto de minha autoria publicado no Brasil Debate

Ao tratar da Lava Jato, o presente artigo busca não os desdobramentos da operação, mas suas origens, no artigo escrito em 2004 por Sérgio Moro em que exalta a operação Mãos Limpas, na Itália. A colaboração da Transparência Internacional foi fundamental para que a operação fosse realizada, assim como os movimentos de consolidação do sistema euro no país. Buscamos os fundamentos históricos de ambos os fenômenos no que Michel Foucault chamou de “grande encarceramento”, e os fundamentos filosóficos a partir do conceito de “sistema da crueldade”, de Friedrich Nietzsche. Trocam-se as “mãos limpas”, como o protótipo de muitos juízes, Pôncio Pilatos, pelos “pratos limpos”: com Lula, pratos limpos por causa da fome saciada; com Moro, por causa do aumento alarmante da miséria. […]

O Oculto, Hitler e Wall Street

 

Hitler participou de movimentos ocultistas desde sua juventude e sua biografia está repleta de fatos misteriosos que deixam entrever uma espécie de predestinação satânica que o levaria ao poder. Porém, outras forças ocultas, materiais até em demasia, o alçaram ao cargo e financiaram desde o início o seu projeto, como os Warburg, Harriman, Thyssen, além dos lobbies de Prescott Bush (avô de Bush Jr.) que ajudou no fornecimento de armas aos nazistas além de ter enriquecido sua família. A história de Hitler com o ocultismo nos mostra que sem conhecer o deus chamado mercado, cultuado desde o estabelecimento do Império Britânico, não se pode compreender qualquer tirania atual, desde a da Troika e demais políticas de austeridade financeira, até as políticas de mudança de regime, com armas ou com “revoluções coloridas”, no Brasil e no mundo.

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Violência social e ativismo judiciário: da Lei da Ficha Limpa a PEC 37

Do consenso interpartidário em 2010 à tentativa de se limitar os poderes (inclusive financeiros) do Ministério Público, em 2013, dois momentos de nossa política mostram como se chegou à violência social atual, desde os perseguidores de pivete de Raquel Sheherazade até o Power Point de Deltan Dellagnol. Fora esses dois casos grotescos, as consequências do ativismo judiciário e da convulsão social são derivadas de medidas que mereceram o apoio ou a omissão de ambos os lados do espectro político. No caso a ser julgado no TRF-4 nos próximos dias, até o Irã com seu Conselho de Guardiões é mais plural do que o Brasil. Lá, 6 clérigos e seis juízes decidem quem pode ou não ser candidato. Na atual situação brasileira, 4 juízes terão esse poder em breve.

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