A função típica de colapso e a entropia do sistema financeiro internacional

 

O gráfico acima foi elaborado por Lyndon LaRouche ainda na década de 1980. Os agregados monetários representam a quantidade de dinheiro, papel moeda, em circulação; os agregados financeiros são os inumeráveis tipos de contratos futuros, securitizações ou derivativos; abaixo da linha horizontal, a descendente taxa de investimento em infraestrutura, em educação, ciência e tecnologia. Com isso, ele ilustra seu conceito de neguentropia: ao contrário do colapso financeiro inevitável caso seguirmos as diretrizes do mercado, ou seja, da entropia do sistema físico de toda a economia, a função da criação de um sistema de crédito baseado no modelo de Alexander Hamilton leva ao aumento da densidade de fluxo energético, per capita e por quilômetro quadrado. […]

Porque escolher Amorim seria uma opção “cirista” do PT

Foto: Ricardo Stuckert

Nada contra o ex-Ministro. Muito honrado, de conduta ilibada, trabalho reconhecido internacionalmente, um quadro dos mais qualificados tecnicamente do Partido dos Trabalhadores e do Brasil, e a quem, pessoalmente, devoto a mais legítima admiração. O problema de um possível escolha de Celso Amorim para vir como vice de Lula e, caso o Estado de exceção prevaleça, ter o Chanceler como candidato a presidente, é o problema moral que essa escolha pressupõe. […]

Sobre o atual fenômeno “Greg News”

 

 

O Liberalismo foi bom no passado e nem tanto no presente; ainda é bom nos EUA, mas não no Brasil. A greve dos caminhoneiros é um “problema fiscal” e não de soberania nacional. Afinal, o plástico talvez devesse ser abolido como o próprio petróleo e a Petrobrás… 

Existiria uma antinomia entre os termos conservador e liberal, porém o Livres é moderno mas Flavio Rocha não. O ideário do Império Britânico é digno de elogio, enquanto os governos Lula e Dilma pecaram por fazer “coalizão”. Gregório não chega ao ponto de defender FHC para justificar Lula ou dizer (como um candidato carioca) que seu partido perde por culpa do PT. Mas é bem interessante ver esse fenômeno atual chamado Greg News e ver as curiosas limitações de uma chamada “esquerda moderna”, imaculada e ambientalmente responsável… […]

Proliferar notícias falsas

 

Deve-se acabar com a ingenuidade de se acreditar que houve uma tentativa de criação de um espaço de comunicação alternativo que chancelaria, por uma espécie de sub-sistema baseado na oposição parlamentar bipartidário de tipo britânico, o própria “sistema liberal”, só que por meio da internet. E que hoje essa liberdade conquistada com as “redes sociais” estaria ameaça pelo uso abusivo das “fake news” por parte do oligopólios midiáticos. A atual “contra-ofensiva” do Facebook só pode ser compreendida como um passo a mais numa ofensiva generalizada, iniciada com a mineração massiva de dados (o caso Snowden) que ofereceu como contrapartida uma suposta livre-expressão nas redes. No momento, busca-se de vez capturar esse espaço com a confusão criada pelo cinismo neomacartista, cujo resultado é uma proliferação nunca antes vista de notícias falsas. Todo o esforço para desmascará-las tem como objetivo multiplicá-las.

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A Crise dos Refugiados Atinge o Mundo Inteiro: a Única Solução é o Desenvolvimento Econômico

O importante do acordo entre a Coreia e os EUA é que ele foi costurado junto com a Rússia e a China. Isso não foi um ato isolado das partes. Os EUA não teriam poder de dissuasão sem o apoio do Putin e do Xi Jinping. Mas o mais importante é que essa atitude do Kim Jong-un veio logo após a Rússia ter anunciado sua nova classe de armamentos, o que colocou os EUA na defensiva, e de conversas entre a Coreia do Norte e os países asiáticos no ano passado, durante o Fórum Econômico realizado em Vladivostock. Dali passou a ser costurado o acordo.

A crítica ao discurso do Trump deve ser feita no sentido de que 90% do que ele fala é jogo de cena. Já foi esquecido que esse encontro foi adiado recentemente porque um dos membros de seu governo queria uma solução estilo Líbia para a Coreia. Isso pegou muito mal e se teve que adiar essa conversa. Teve um artigo publicado no Diário da Liberdade que penso traduzir bem esse jogo de cena, espécie de “Você congela, eu congelo”, que não tem nada a ver com o que ocorre de fato: https://gz.diarioliberdade.org/artigos-em-destaque/item/233682-resultados-reais-do-encontro-trump-kim-voce-congela-eu-congelo-e-coisas-engracadas.html

O importante desse encontro é a disposição do Trump para o diálogo. Isso pode parecer irrealista, mas foi exatamente isso que o fez ganhar as eleições. Os democratas continuam com a defesa da política de “mudança de regime”, da criação de “zonas de exclusão aérea” (essa era a proposta da Hillary para a Síria, o que inevitavelmente levaria a um conflito com a Rússia, já que o apoio dos russos aos sírios se baseia na força aérea; e mais, a “zona de exclusão” serviria para abater qualquer aeronave que não pertencesse à OTAN, estando ou não em voo; dá para se imaginar daí as consequências), além da defesa do liberalismo econômico mais ortodoxo, tanto dentro quanto fora das fronteiras do país.
Coloca-se o Trump como um “inimigo da democracia”, mas é desse tipo de democracia à ocidental. Na verdade, ele tem todas as características, se nos basearmos apenas nas manchetes da grande mídia, de um Putin americano. É caricato. Não é por outro motivo que se alardeia agora sobre a prisão de crianças, fato tão antigo na história daquele país e que, num passe de mágica, vira culpa do “autocrata”. É para desviar a atenção do significado histórico desse encontro. Mais do que um suposto acordo de paz, o fato é que o desmantelamento, nos EUA, do “Russiangate”, permitiu agora ao Trump avançar mais em seu contato com os países asiáticos, inclusive ao colocar novamente na pauta um encontro com Putin, algo fundamental desde a última aventura na Síria.
O que eu concluo das conversas com os amigos que tenho nos EUA é que com a Hillary não haveria solução de continuidade para uma política de détente entre americanos e russos. Estaríamos próximos ao precipício, como chegamos algumas vezes com o governo de Obama, tanto por sua promoção às revoluções coloridas, como pela pretensão de continuar o avanço da OTAN no leste europeu e a construção do escudo anti-mísseis (com potencial não só de defesa, mas de ataque nuclear) nas fronteiras com a Rússia. Esse é o lado sombrio. E tem toda a história a respeito da Nova Rota da Seda, que é um programa já em curso em inúmeros países asiáticos, em parte da África, comparado a um Plano Marshall pelo menos 100 vezes maior. A iniciativa de cooperação econômica encabeçada pela China é a única solução para superar os problemas do Oriente Médio, conectando a Europa a Ásia, como foi o objetivo de grandes lideranças no século XIX como Gabreil Hanotoux, na França, Sergei Witte, na Rússia, e Bismarck, na Alemanha. 
Bom, mas falar mais ultrapassa os objetivos dessa nota: o discurso tão criticado de Trump aparece, para nós, descontextualizado. Mas como texto abaixo é de uma estrangeira, de uma alemã falando da situação internacional e dos EUA em particular, não dá para se pedir tanto (ou seja, que se contextualize para nós, que desnaturalize sua fala). E que se conheça o trabalho de quem escreveu para se poder criticar com mais propriedade sua fala.

O texto abaixo foi traduzido por mim para a Executive Intelligence Review […]

A mídia e o Quarto Poder

Teria Paulo Henrique Amorim traduzido em livro um antigo thriller hollywoodiano?

 

Falam que a mídia é o Quarto Poder, mas o que deveria ser esse “quarto poder” no país seria a Constituição, por cima dos outros três poderes. Como a Constituição não foi regulamentada na maioria de seus dispositivos, a mídia toma seu lugar e, se não cria a regulamentação, gera a jurisprudência, o entendimento. Atualmente há um encontro, talvez inesperado, entre a chamada “mídia progressista” e a “mídia conservadora”, ambas a favor do Golpe. O que muda é o grau de cinismo e a multiplicação da desinformação.

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Teoria do domínio da mídia

A questão da “teoria do domínio da mídia” ressignifica boa parte do que foi criticado como a “teoria do domínio do fato”. Elas simplesmente pulverizam qualquer visão superior para dar conta dos inumeráveis fatos, em boa parte conflitantes, e nivelam por baixo o que poderia ser uma visão integradora, hegemônica, em favor do Brasil.

Nesse caso, a chamada “mídia progressista” abraça a velha mídia e cantam em conjunto.

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Paradigmas para o combate a fome: China, Cuba, Brasil

 

Tanto a China quanto a Rússia, nos últimos anos, tem anunciado metas ambiciosas de combate à pobreza. Como tudo o que é chinês, é grandioso o que se diz naquele país sobre o fim da fome e da miséria. Contudo, somente depois de cumpridas condições bem particulares, os dois países asiáticos se lançaram nessa campanha. O Brasil continua sendo, no século XXI, o modelo para outros países. Não muito diferente do que foi Cuba para o século passado. O ponto a ser considerado é por que, até hoje, a atenção ao social se moveu de maneira paralela, porém não concomitante, ao desenvolvimento científico e tecnológico. E isso desde os grandes surtos industrializantes no século XIX, seja nos EUA ou na Alemanha, como casos clássicos.

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Genocídio e liberalismo

voyager1.net

A facção liberal internacional aponta hoje para um ainda mais estranha imagem do “fim da história”: de um lado, um sistema bancário/financeiro que não consegue viver sem juros baixos, próximos a 0%. Como uma instituição financeira sobrevive sem seu lucro primário, ou seja, o que vem dos juros dos empréstimos bancários? Ainda mais, a possibilidade de aumento da taxa de juros coloca em risco a solvência de todo esse sistema montado ao redor da City de Londres e Wall Street.

Por outro lado, a facção ultraliberal, com seus expoentes mais significativos nos EUA e Europa, lançam uma campanha de guerra incidiosa contra a Rússia e a China, seja pelo !eixo do Pacífico” criado por Obama para conter os “avanços chineses” no chamado Mar da China, com o avanço da OTAN nas fronteiras da Rússia e o uso do “direito de proteger” invocado por Tony Blair em 1999, num prelúdio do que seria todas as justificativas para as “intervenções humanitárias”, desde a Guerra do Iraque até hoje.

O iminente colapso do sistema financeiro transatlântico, como apontado por inúmeras instituições internacionais de diferentes visões políticas, assim como a crescente escalada militar que parte do ocidente para o oriente, traçam duas linhas que podem convergir e levar à impossbilidade de qualquer regime chamado liberal no planeta. O genocídio anda de braços dados com o liberalismo, seja em ações de baixa intensidade (medidas de austeridade econômica, sanções econômicas, guerra comercial, etc.), até a criação de golpes de Estado e a ameaça de guerra, numa etapa bastante acelerada de uma nova Guerra Fria, muito mais “quente” que a anterior.

É essa dicotomia entre liberalismo e genocídio que procurei explorar nesse artigo.

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Lula e não Sérgio, mas Aldo Moro

O cativeiro de Aldo Moro. Qualquer coincidência com a prisão política de Lula pode não ser mero acaso.

Olhar para a história italiana da década de 1970 é como olhar para a história atual do Brasil num espelho invertido. Lá, a derrota começa com o assassinato de seu maior líder político, Aldo Moro. A tentativa de assassinato político de Lula, que é vista no conjunto onde se vemos o processo de impeachment, a tentativa de fechar o Partido dos Trabalhadores, e a imposição impopular de medidas econômicas colonizadoras, parece que faz reverter o sentido da história. A facção ultraliberal se move aceleradamente para o suicídio. O problema é que, antes disso, querem levar a maior parte da população junto com eles.

Para quem acha que comprar Lula com Mandela ou Gandhi é extremamente vago ou só serve para colocar nosso maior líder político como morto, o caso de Aldo Moro mostra uma continuidade real com o caso Lula, ou seja, permite traçar uma continuidade histórica quase que concreta entre casos distintos, e que demonstra o similar desenvolvimento das mesmas forças políticas, tanto do lado retrógrado quanto de movimentos progressistas da humanidade.

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