Um 2º turno para os candidatos que ainda não apareceram

Mulheres durante a Resistência contra o nazismo na II Guerra Mundial

Se a guerra começou no Brasil em junho de 2013, a princípio com uma confusão generalizada entre os diferentes campos políticos, agora a cisão é bem nítida, o que favorece a batalha. Bolsonaro é o Golpe manco. É extremamente duvidoso o sucesso de um possível governo seu. Por isso as elites hesitam em apoiá-lo ou o fazem de maneira velada. Finalmente esse neomacartismo difuso poderá ser enfrentado num campo de batalha muito bem delimitado. E com um apoio inesperado e, talvez, decisivo.

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Veredas: um grande consenso patriótico e internacional

Os Sertões e nosso combate contra o diabo do autoritarismo

Guimarães Rosa divide seu Sertão entre dois grupos políticos principais. Se lermos esse romance como um trabalho artístico de fato, ou seja, como metáfora ou alegoria relativos a um processo social real, ele pode trazer alguns subsídios para compreender o que vivenciamos atualmente. […]

Os “PICs” do Ministério Público e o Ato Patriota

“Relaxe, eu não estou ouvindo sua ligação telefônica… Só quero saber para quem você está ligando, com que frequência, duração e de qual lugar. Isso é tudo”. Caso fosse só isso, dos males não seria o maior. Edward Snowden mostra como o sistema de mineração de dados e de vigilância, abertos pelo Ato Patriota, foi muito além de um mero acompanhamento das atividades de qualquer cidadão. Além do mais, a partir da instituição dessa lei, os processos secretos, tais como os de Stálin, foram propriamente “democratizados” no Ocidente.

No Brasil, isso ainda pode ser considerado uma invenção ainda mais recente depois da institucionalização dos Procedimentos de Investigações Criminais do Ministério Público, que transformou o órgão do Estado brasileiro numa espécie de “agência de inteligência à americana”, ou seja, uma instituição para-estatal, para vigiar e processar secretamente cidadãos brasileiros.

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Por trás da Guerra anglo-norte-americana contra a Rússia

Para compreender a extensão da leviandade geoestratégica dos EUA, é útil uma rápida passada de olhos pela doutrina geopolítica anglo-norte-americana. Aqui, é essencial discutir a visão de mundo do padrinho da geopolítica, o geógrafo britânico Sir Halford Mackinder. Em 1904, em discurso perante a Royal Geographical Society em Londres, Mackinder, firme defensor do Império, apresentou o que, para muitos é um dos documentos mais influentes na política exterior mundial, dos passados 200 últimos anos, desde a Batalha de Waterloo. A palestra, bem curta, foi intitulada “O pivô geográfico da história”.

Desde aquela conferência profética de Mackinder, em 1904, em Londres, o mundo conheceu duas guerras mundiais, dirigidas basicamente ao objetivo de quebrar a nação alemã e a ameaça geopolítica que representaria contra a dominação anglo-norte-americana global; e dirigidas também à meta de destruir qualquer possibilidade de algum dia vir a surgir, por via pacífica, uma Eurásia russa-alemã que, na visão de Mackinder e de estrategistas geopolíticos britânicos, passaria a buscar o “império mundial”.

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Por que os EUA continuam a apoiar – oficialmente – a Al-Qaeda?

Osama e sua família felizes em Londres

Por que 17 anos depois do 11/09 os EUA continuam a apoiar oficialmente a Al-Qaeda?

Estado Islâmico, Al-Nusra, Al-Qaeda, não apenas são apoiados pelos EUA, pela OTAN, como lutam juntos em muitas frentes. OS EUA nunca deixaram de os apoiar, por causa da tentativa de desestabilização do Oriente Médio tal como feito durante a Guerra Fria e reiniciada nos últimos anos. As organizações mudam de nome, porém fazem parte de uma espécie de exército irregular da OTAN e são diligentemente protegidos por seus parceiros do “setor avançado”.

Em mais um capítulo dessa história, representantes do governo dos EUA explicitamente defendem a Al-Qaeda em Idlib contra a Rússia e a Síria. É irônico que isso ocorra ao mesmo tempo do 17º aniversário do 11/09. As movimentações hoje na Síria podem representar um desfecho, para o bem ou para o mal, dessa história? 

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As movimentações do Partido da Guerra na campanha eleitoral

Imagem ilustrativa do New York Times para o artigo anônimo de um suposto membro do governo de Donald Trump

Líderes do partido da guerra (ou neocons) se movimentam na Europa, com Theresa May, e nos EUA, para forçar uma massiva ação da OTAN na Síria (mais contundente que a de abril deste ano) e a legitimação do “Russiangate”, campanha no seio da qual nasceu o termo “fake news”. A guerra total que vivemos hoje pode ou não ser nuclear. Depende de como os dados sejam lançados. Nesse sentido, as eleições de 2018 nos EUA são tão importantes como serão as daqui do Brasil. Um marco para o bem ou para o mal pode ser estabelecido. As campanhas difamatórias começaram com toda a força por lá, enquanto por aqui continuamos a viver momentos dramáticos.

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A próxima fronteira do mundo, Idlib

Foto: Infografia: Alexandre Mauro/G1

 

Enquanto a Rússia denuncia um possível “operação de bandeira falsa”, o Ocidente ameaça russos e sírios por causa do recente avanço sobre a província de Idlib, um dos últimos refúgios de rebeldes após a bem sucedida parceria dos dois países contra o Estado Islâmico, a Al-Qaeda, Al-Nusra e demais agrupamentos terroristas. A fronteira com a Turquia é um ponto-chave desse jogo por ser o lugar de onde os rebeldes tem acesso ao Ocidente e a suas fontes de financiamento e a armas. A postura dúbia de Erdogan, que se move entre a dependência econômica com o oriente e seu pacto militar com o ocidente, torna ainda mais dramático atos que podem levar a um possível desfecho a luta contra a desestabilização do Oriente Médio, na esteira da devastação da Líbia e do Iêmen, ou a um confronto direto entre a OTAN e a Rússia.

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Os novos desafios da Previdência Social

 

Carlos Gabas tem o mérito de colocar a discussão a respeito da Reforma da Previdência no contexto mais amplo da seguridade social, que abarca as áreas da Previdência, da Saúde e da Assistência Social. O modelo foi bem sucedido durante os governos petistas por terem atendido a esses requisitos, ou seja, ao ser ampliado a rede de assistência social (programas sociais) e no aumento da arrecadação previdenciária por causa da criação de postos de trabalho formais. Ainda que área da Saúde não tenha sido desprestigiada, pois aumentou seus recursos com o aumento da arrecadação do governo, sofreu diretamente os efeitos do fim da CPMF.

Uma discussão ampla a respeito não só da Previdência, mas da Seguridade Social, passa por todas essas áreas. Inicia-se com a transformação do modelo tributário, com a incisão de impostos proporcionalmente maior aos setores de maior renda. Em especial, ao capital que sobrevive com pouca mão-de-obra e muitos recursos no sistema financeiro. O modelo liberal que assaltou o poder depois do golpe de 2016, procura penalizar os trabalhadores e aposentados, e o faz de maneira tirânica, sem abrir diálogo com as diversas partes interessadas. Além da PEC da Morte e da Reforma Trabalhista, aumentou DRU (Desvinculação das Receitas da União) de 20% para 30%, o que tirou ainda mais receitas da Previdência, que enfrenta graves desafios diante do quadro de desemprego e recessão econômica.

O Fórum de debates sobre políticas de emprego, trabalho e renda e de Previdência Social foi abruptamente interrompido com o golpe. Ele era a continuação do Fórum Nacional de Previdência Social, instituído por Lula, e baseado num modelo quadripartite (trabalhadores da ativa, aposentados, empresários e governo), onde eram debatidos os melhores caminhos para a Reforma da Previdência num quadro de maior longevidade da população, e de não se penalizar as empresas empregadoras num quadro, por exemplo, de 2014, quando atingimos a marca do pleno emprego. Essa discussão é necessária para o futuro, ainda mais se esse futuro for o da volta às antigas marcas de fim da miséria e pleno emprego, onde deveremos ter uma rede de proteção social bastante sofisticada. Não é com a tirania das imposições “liberais” que garantiremos o futuro da nação.

Pela análise meticulosa e pelos bons problemas levantados é que publicamos o artigo de Carlos Gabas, servidor do INSS há 32 anos e ministro da Previdência Social de Lula e Dilma Rousseff.

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Os líderes dos Estados Unidos, Rússia, China e Índia devem atuar já!

O Instituto Schiller, sob a liderança de Helga Zepp-LaRouche, lançou uma petição internacional urgente, buscando uma conferência dos Estados Unidos, Rússia, China e Índia, para estabelecer um novo sistema de taxas fixas de câmbio para o comércio e desenvolvimento mundiais, modelado no conceito de Franklin Roosevelt de um sistema de Bretton Woods. Em 15 de agosto de 1971, o presidente americano Richard Nixon retirou o dólar do sistema de Bretton Woods, acabando com a estabilidade do pós-Segunda Guerra que permitiu que as economias destruídas da Europa e da Ásia não só se recuperassem da guerra, mas reconstruírem a moderna infraestrutura necessária para a prosperidade contínua. A intenção de Roosevelt para o período do pós-guerra como relatado por seu filho, Elliot Roosevelt, era usar o sistema de Bretton Woods para destruir de uma vez por todas o colonialismo britânico, e a pobreza e o atraso que isso produzia. Agora uma nova conferência tal como Bretton Woods entre Estados Unidos, Rússia, China e Índia representa o único meio para mitigar e sobreviver ao pendente colapso da bolha financeira pós-2008, uma bolha maior em ordem de magnitude do que aquela de 2008, o colapso em que o mundo inteiro será engolido no caos.

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