Chamada aos presidentes Trump, Putin e Xi para convocar um encontro emergencial para tratar dos perigos da guerra

Da Executive Intelligence Review

Chamada aos presidentes Trump, Putin e Xi para convocar um encontro emergencial para tratar dos perigos da guerra

Se o mundo quer evitar uma espiral de retaliações e contra-retaliações na
esteira do assassinato do general iraniano Qasem Soleimani e do comandante da
Unidade de Mobilização Popular iraquiana, Abu Mahdi al-Muhandis, os presidentes
dos Estados Unidos, Rússia e China devem convocar um encontro emergencial para
tratar da crise atual no Sudoeste Asiático e das soluções para esta crise.

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Reforma ou Revolução: o dilema da classe-média em Zé Dirceu

Caso se fale dos dilemas da esquerda brasileira marcantes em todo o período de redemocratização, se aponta para um dilema não da “esquerda” entendida como amplo leque de forças sociais, mas das classes-médias urbanas. É isso que, dentre tantas outras reflexões, Dirceu apresenta no 1º volume de suas memórias.

Devemos optar por uma solução de ruptura, revolucionária, como ele tentou depois de seu primeiro exílio em Cuba, voltando ao Brasil para participar de um novo grupo armado, o Molipo? Ou se deve optar por uma solução de conciliação, de diálogo programático, baseado no conhecimento técnico dos quadros da esquerda para dirigir por dentro um processo de reformas, mas não de revolução?

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A diferença entre lobos e raposas, segundo Malcolm X

Em certa altura do documentário Panteras Negras: todo o poder para o povo (minuto 9’40), Malcolm X fala o seguinte sobre lobos e cordeiros:

“Esse presidente branco que se chama de liberal é a coisa mais perigosa de todo o Ocidente. É o mais enganador. É como uma raposa, e uma raposa é sempre mais perigosa que um lobo. Você vê o lobo chegando. Você sabe o que ele quer. Mas a raposa vem te enganar. Ela mostra os dentes como se sorrise, como um amigo.”

O “presidente branco” a que Malcolm se refere, se pudesse hoje projetar sua preferência política, talvez se expressasse assim:

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A lógica da Guerra Fria no séc. XXI

Um conceito referência do período das lutas operárias antes da 2ª Guerra Mundial, o de Greve Geral, parece hoje tão impossível quanto ostensivamente fica “sob os olhos” das organizações operárias. A lógica da Guerra Fria foi tão tóxica às organizações populares que, depois da reorganização das relações internacionais com o fim do sistema de Bretton Woods em 1971 [aqui], um caso clássico de greve geral foi a organizada no Chile contra o governo de Salvador Allende.

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O genocídio do social

O psicanalista Táles Ab’Sáber diagnosticou como a realidade psicopolítica brasileira a “alucinose”, ou seja, “uma distorção efetiva da capacidade de pensar fundada na necessidade de saturar a realidade com desejos que não suportam a frustração, bem como no impacto corrosivo dos mecanismos psíquicos ligados ao ódio sobre o próprio pensamento” . Embora ele falasse, na ocasião exclusivamente da ascensão da extrema-direita e do discurso do ódio, pode ser visto o profundo estado de transe pelo qual passava (ou ainda passa) todo o país, sem importar qual posição social ou político-ideológica que se esteja.

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Políticas da memória, doutrina de guerra e neoliberalismo

Joel Rufino dos Santos

“A naturalidade e a aceitação da prática de tortura atualmente é uma das heranças da nossa escravidão. E é significativo que ela só fosse publicamente condenada quando atingiu militantes políticos, ou seja, durante a última ditadura civil-militar”.

Classe e memória

Pode ser sugerido, a partir dessa afirmação de Joel Rufino dos Santos, que a prática da tortura, que ocupou pelo menos 4/5 da história brasileira, com a escravidão, só foi condenada publicamente quando atingiu os setores de classe-média ou os militantes políticos? Se for assim, qual é o escopo, atualmente, de uma política da memória verdadeiramente abrangente? E onde ela se encontra hoje, pois não está mais no Estado e, talvez, não seja fabricada de forma ampla na academia?

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A crise de identidade das elites brasileiras

A rede Globo foi formada, durante a ditadura, como aparelho bolchevique de propaganda do aparelho de Estado. À exceção de parte do mandato de Collor, ela apoiou incondicionalmente todos os governos da elite brasileira.

Desde Médici, que limpava as roupas sujas de sangue para ver o ‘Brasil dando certo” no JN, até os escândalos mais tenebrosos dos mandatos de FHC, os crimes mais hediondos sempre foram ocultados.

O ataque errático da Globo ao governo Temer e agora ao de Bolsonaro, personagens que a emissora se empenhou em colocar no poder, mostra a profunda crise de identidade das elites nacionais.

Sem uma solução armada, como na ditadura, ou com a fábula do Plano Real (acabar com a inflação e aumentar a carestia), as elites não tem mais a quem recorrer.

A elite, como nunca antes, está gravemente ferida. Cabe a reorganização do campo popular para derrotá-la, ao menos, pelos próximos 10 ou 15 anos.

O fim da onda da “direita lisérgica”?

A grande pergunta não é sobre a supostamente desaparecida “burguesia nacional” ou a ausência de “generais nacionalistas”. A pergunta versa sobre os motivos de o Golpe continuar ativo, apesar de todos os atos contraditórios dos golpistas. Quem ainda sustenta um governo insustentável? Como fazem isso? Qual o caminho para se reverter o mais rápido possível o atual estado de coisas? Como em 2002 na Venezuela, na América do Sul novamente a população rechaça o neoliberalismo e o arbítrio fardado. Terá chegado o fim da “direita lisérgica”?

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Pela exoneração de Lyndon LaRouche

Com a prisão de LaRouche, os EUA e o mundo foram privados de seu mais ilustre homem de Estado e economista. Porque as políticas de LaRouche para substituir a pilhagem mortal de Wall Street e da City de Londres por uma justa Nova Ordem Econômica Mundial de desenvolvimento universal em alta tecnologia, centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo permanecerem na pobreza e dezenas de milhões perecerem sem necessidade. Foi somente com a recente adoção da China de políticas muito similares àquelas propostas por LaRouche há 50 anos, que o genocídio foi interrompido ao menos em boa parte do planeta.

Trecho do obituário de Lyndon LaRouche escrito pelos editores da EIR.
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