Fusão nuclear contra os “moinhos de vento”: um debate possível

A energia de fusão traz como possibilidade recriar na Terra as reações químicas do Sol e das estrelas

Pós-escrito sobre o debate ambiental

O texto abaixo é a continuação do tema abordado em postagem anterior,
Os terraplanistas da 4ª Revolução Industrial

O debate ambientalista, por ser um tanto delicado e não ser o objeto principal do tema do artigo acima mencionado, foi deixado um pouco de lado quando o escrevi. Mas existe algo que poderia ter sido onejto de maior destaque, ainda que pudesse abrir espaço para mais considerações. Seria a distinção entre a “energia verde” e a energia de fusão nuclear. O texto anterior já é meio grande e iria ficar, talvez, inviável para o “formato internet”. Contudo, a discussão deve ser feita.

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Notas sobre um possível assassinato

Frente a uma possível queda do governo Bolsonaro, duas teses têm sido bastante comentadas. Não se trata de um possível impeachment ou da renúncia do presidente. São as teses do “auto-golpe” e a da aproximação das elites a favor de um governo Mourão. Segundo esta, sem o desprestígio do ex-capitão, o caminho para a aprovação da agenda genocida ficaria mais fácil, da Reforma das Previdência às privatizações.

Antes dessa segunda possibilidade se concretizar, Bolsonaro se direciona para o “auto-golpe”. Este seria o único meio de se livrar autonomamente das inúmeras conspirações que o cercam. Mas o que é esse “auto-golpe”?

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Os terraplanistas da 4ª Revolução Industrial

A suposta “4ª Revolução Industrial” e a geopolítica

Em entrevista ao canal do Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC, o jovem economista Diógenes Moura Breda apresentou alguns dados retirados de projeção do Banco Mundial, segundo os quais, em futuro próximo, 50 milhões de postos de trabalho estariam em risco por causa da 4ª Revolução Industrial. Por causa do processo de robotização, nanotectonologia, uso de super condutores e inteligência artificial, ou seja, uma nova mecanização do trabalho, poderia reeditar o modelo de superexploração do trabalho com a migração em massa das empresas multinacionais para países com mão-de-obra mais barata, como ocorrido a partir da década de 1970.

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Obituário – Lyndon H. LaRouche, Jr. (1922–2019)

Da Executive Intelligence Review

Lyndon H. LaRouche, Jr., o economista e estadista estadunidense que compilou, entre 1957 e 2007, o registro mais acertado do mundo de prognósticos econômicos, faleceu no 12 de fevereiro de 2019. Autor de milhares de artigos e de mais de 100 livros e panfletos de tamanho de um livro e de estudos estratégicos, LaRouche foi uma das mais controversas figuras políticas de toda a história estadunidense.

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A América de Bolsonaro

Os problemas com a General Motors e com a Ford no Brasil apontam para uma americanização de nossa economia, ou seja, a uma perspectiva fora das alternativas construídas ao redor dos BRICS e das parcerias com a proposta da Nova Rota da Seda chinesa. Nossa economia passou a emular meticulosamente o que ocorre atualmente nos EUA, como demonstra o caso da indústria automobilística americana. Investimento de longo prazo em infraestrutura, tecnologia e a criação de milhões de novos empregos estão bem longe da agenda brasileira e, há décadas, da agenda americana. A seguir assim, não veremos mais o embate contra Bolsonaro atualmente protagonizado pelas elites, STF e mídia na dianteira. Um levante popular surge no horizonte.

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Há dez anos, Lula e Dilma traziam estabilidade para a América do Sul

No dia 23 de maio de 2008 foi criada a Unasul, em Brasília. Um longo percurso possibilitou sua existência: Hugo Chávez se tornou presidente da Venezuela em 1999 e, em 2002, saiu-se vitorioso diante de um duro golpe de Estado. Logo em 2003, Lula assumia a presidência do Brasil, seguido poucos meses depois por Néstor Kirchner, na Argentina. Formava-se a aliança que rapidamente dinamizou as relações entre os países do cone sul, assim como foram formuladas políticas em favor da autonomia da região após a suposta vitória do consenso neoliberal que seguiu a queda do muro de Berlim.

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Juan Guaidó e o “Projeto Democracia”

Em 2005, um grupo de estudantes venezuelanos foram a Sérvia para participar de um evento de uma organização chamada CANVAS (Centre for Applied Nonviolent Action and Strategies), continuação da conhecida organização Otpor, responsável pela deposição de Milošević. Estas organizações cujo objetivo é a produção de “mudanças de regime”, golpes de Estado, são conhecidas há tempos pela Rússia, China e potências europeias e orientais. Juan Guaidó, suposto “presidente interino” da Venezuela, participou desta viagem e agora cumpre as promessas que fez a seus patrocinadores.

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A atual posição do The Intercept sobre Trump

Não é de hoje que o portal The Intercept, apesar de adotar uma linha de radical oposição ao governo de Donald Trump, consegue se posicionar lucidamente a respeito das insanidades que a mídia americana e os neocons cometem não contra Trump, mas contra seu país. Que o recente posicionamento editorial do portal sirva não para se “pegar leve” com Trump, mas para aprimorar nosso senso crítico e ver o conjunto mais amplo dos graves dilemas existenciais pelos quais passa o mundo atualmente.

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Salve os empreendedores brasileiros!

Flávio e Fabrício são exemplos os novos empreendedores da era Guedes: o superministro não tem dois casos teratológicos que terá que evitar mencionar. Muito pelo contrário, tem dois “cases de sucesso” que, para muito além das competências do Sistema S, podem auxiliar e inspirar o povo a terem sucesso em seus negócios em meio ao reino totalitário do livre-mercadismo.

Mas, se comprovada a hipótese de que são a verdadeira quadrilha no poder, ou seja, que comprovam o Power Point do Dallagnol, os milicos ficarão com o broxa na mão? Qual o grau de credibilidade de qualquer governo pós-Queiroz?

O Brasil opta pelo aprofundamento do caos enquanto mantem a prisão de Lula. De certa maneira, mesmo com o golpe e a fraude eleitoral, o PT ainda governa.

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Sobre o atual “conservadorismo ilustrado”

Quando a a direita passou a aumentar seu tom de voz há poucos anos, vira e mexe se falava que não existia mais direitistas como antigamente. Fazia-se alusões a Merchior, Paulo Francis, Bob Fields e que tais. Eram declaradamente de direita, porém tinham o mínimo de articulação, sabiam dialogar e não apenas xingar ou difamar, como o que vemos hoje no atacado e no varejo. Contudo, talvez esse conservadorismo já exista. Quem sabe, porventura, um pouco melhorado. São meio livre-mercadistas, meio esquerdistas, e não são vistos ainda como “de direita”. Dar tempo ao tempo…

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