Proliferar notícias falsas

 

Deve-se acabar com a ingenuidade de se acreditar que houve uma tentativa de criação de um espaço de comunicação alternativo que chancelaria, por uma espécie de sub-sistema baseado na oposição parlamentar bipartidário de tipo britânico, o própria “sistema liberal”, só que por meio da internet. E que hoje essa liberdade conquistada com as “redes sociais” estaria ameaça pelo uso abusivo das “fake news” por parte do oligopólios midiáticos. A atual “contra-ofensiva” do Facebook só pode ser compreendida como um passo a mais numa ofensiva generalizada, iniciada com a mineração massiva de dados (o caso Snowden) que ofereceu como contrapartida uma suposta livre-expressão nas redes. No momento, busca-se de vez capturar esse espaço com a confusão criada pelo cinismo neomacartista, cujo resultado é uma proliferação nunca antes vista de notícias falsas. Todo o esforço para desmascará-las tem como objetivo multiplicá-las.

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Madrigal em homenagem a Guimarães Rosa

Como se pode ver em discussões sobre o Ulysses, de Joyce, ou de qualquer outra desses considerados clássicos, “fundamentais”, etc., o entrelaçamento de histórias, o jogo de escalas, as diferentes temporalidades mesmo quando a narrativa se dá no presente – o uso da memória em meio ao fluxo de consciência -, às vezes não importa Leia mais sobreMadrigal em homenagem a Guimarães Rosa[…]

Enrolar bagres, às sextas? Um estudo sobre os bestiários medievais

Para entender atualmente o discurso da mídia, tão mais óbvio e ao mesmo tempo tão mais surpreendente, tive que recorrer ao estudo dos bestiários medievais, de suas imagens grotescas, escatológicas, que multiplicavam em imagens o já esotérico Apocalipse. Somente com suas visões de fim de mundo, de caos e desordem, conseguem manter a hipnose e Leia mais sobreEnrolar bagres, às sextas? Um estudo sobre os bestiários medievais[…]

A beleza em meio ao mundo em frangalhos

Mais dois poemas para relaxar, dois sonetos, para não dizerem que também não sou clássico. Soneto I Ela com os olhos da imortalidade procurou-me certa noite enluarada dizendo que a paixão a procurava, paixão de leito e calma. E de saudade. Os tempos se foram, consumiram-se as idades da Terra ainda agora enlutada. Onde a Leia mais sobreA beleza em meio ao mundo em frangalhos[…]