Grã-Bretanha: lembranças de derramamento de sangue, imperialismo e genocídio

A boa velhinha.


EM IMAGENS: foi alto preço pago por aqueles que lutaram através do século XX para se livrar do jugo colonial e da ocupação imperialista pelo Reino Unido.
Para aqueles que sofreram sob o peso mortal do colonialismo britânico que estava desesperado para manter suas “possessões” a qualquer custo, muitas das feridas não foram cicatrizadas nem todo o sangue foi seco.
A TeleSur revela alguma das mais infames atrocidades cometidas pelo império cujo “sol nunca se punha”, um país que ainda é uma monarquia, que ainda ocupa territórios estrangeiros distantes como as Malvinas, na Argentina, e ainda continuar a participar de operações militares imperialistas através do mundo “pós-colonial”. (agradecimento especial ao site Crimes of Britain por sua contribuição)
Textos traduzidos por mim do site da TeleSur.

É bom lembrar que é na City de Londres, em comunhão com Wall Street, que são cometidos os maiores crimes financeiros, que se leva à bancarrota inúmeros países, ou seja, o genocídio nesses lugares são a ordem do dia, a lavagem de dinheiro de todo tipo de tráficos, de drogas, órgãos, mulheres e crianças, às vezes a única fonte que mantém viável, com liquidez, o sistema bancário especulador, inevitavelmente destinado à auto-destruição.

Protagonismo do mundo financeiro, golpes de Estado, lavagem de dinheiro do tráfico internacional: CRIMES DA GRÃ-BRETANHA

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Em 31 de março de 1904, milhares de tibetanos foram assassinados pelos britânicos com as armas de fogo Maxim. A ordem dos britânicos foi fazer o maior estrago possível. Um dia após o massacre, o coronel Younghusband, que liderou a invasão britânica ao Tibet, disse: “eu acredito que a punição tremenda que eles receberam irá prevenir novas brigas, e induzi-los ao menos a negociar”. (Foto: National Army Museum, Study collection)

O massacre da rua North King em 28 de abril de 1916: ao menos dezessete civis foram mortos pela Armada Britânica com tiros e ferimentos causados por baionetas que deflagraram um tumulto homicida na rua North King e nos seus arredores. As tropas britânicas invadiram as casas, acusando pessoas inocentes de serem “rebeldes” e as assassinaram. Algumas das vítimas foram queimadas pelos soldados em seus jardins e porões. (foto: Irish Post)

Na colônia de Amritsar, na Índia, em 13 de abril de 1919, tropas britânicas sob o comando do general Dyer atiraram por 10 minutos sobre uma multidão que se reunia nos parque público de Jallianwala Bagh. Tiros foram direcionados para os poucos portões pelos quais as pessoas tentavam fugir. Reginald Dryed, que ordenou o massacre, foi condecorado na Grã-Bretanha como um herói. (foto: mural próximo à entrada do jardim de Jalianwala Bagh)

Seguindo uma operação irlandesa na qual 14 agentes da inteligência britânica foram mortos, as forças britânicos atacaram um jogo de futebol amistoso entre Dublin e Tipperary, no Croke Park. O capitão do Tipperary, Michael Hogan e treze espectadores morreram no local e pelo menos cem pessoas ficaram feridas. (foto: domínio público)

O massacre de Shaji, na China: em 23 de junho de 1925, num protesto de trabalhadores e estudantes em Guangzhou, a polícia militar britânica respondeu com fogo. 52 morreram. Após saberem do massacre, os trabalhadores de Hong Kong responderam com uma greve geral. Um boicote aos bens ingleses foi declarado. (foto: Wikipedia)

Os britânicos mataram pelo menos 12 camponeses palestinos em Al-Bassa, em setembro de 1938, numa operação em que eles também foram torturados. Cerca de 50 homens foram encurralados pelos soldados britânicos  e 20 deles foram amarrados a um ônibus que foi forçado a dirigir sobre uma mina terrestre. (foto: Ullstein Bild)
Em 23 de abril de 1930, tropas britânicas invadiram Peshawar  para reprimir manifestação não violentas que protestava contra a prisão de Ghaffar Khan. Com as tropas se direcionando ao Baazar, carros blindados dirigiram até o quarteirão em alta velocidade, matando muitas pessoas, e depois abriram fogo com metralhadores contra a multidão desarmada. Quase 400 pessoas foram atingidas pelas tropas britânias no Qissa Khwani Bazaar (o mercado dos Contadores de Histórias). (foto:National Army Museum, Study collection) 

As tropas britânicas sob as ordens de Churchill perpetraram um massacre nas ruas de Atenas no mês de dezembro de 1944. 28 manifestantes foram mortos e aproximadamente 128 ficaram feridos. Os britânicos impuseram que todas as guerrilhas deveriam estar desarmadas em 2 de dezembro de 1944. N dia seguinte, 200.000 pessoas marcharam contra a ordem, e foi quando as tropas britânicas sob a liderança de Churchill miraram suas armas contra a multidão. (foto: AFP)

Tanques Sherman e tropas do 5º Batalhão de Paraquedistas (Escocês), e a 2ª Brigada de paraquedistas britânicos, lutando contra membros do ELAS em Atenas, 18 de dezembro de 1944. Churchill considerava o ELAS (Exército de Libertação do Povo Grego) e a EAM (Frente de Libertação Nacional) como “bandidos miseráveis”. Essas foram as mesmas pessoas que expulsaram os nazistas. Suas ações no mês de dezembro foram puramente por seu ódio e paranoia pelo comunismo. (foto: No 2 Army Film & Photographic Unit)

O Massacre de Batang Kali foi o assassinato de 24 camponeses pelas tropas britânicas durante a chamada “Emergência de Malayan”. Um conflito descrito pelos britânicos como “defesa da indústria plástica”. Apesar das diversas investigações sobre as mortes, nenhuma culpa foi atribuída a qualquer perpetrador do massacre. Em 2015, os britânicos decidiram que não haveriam mais investigações sobre o caso porque “se passou há muito tempo atrás”. (foto: Wikipedia)

O massacre de Chuka, no Quênia, em 1953: tropas armadas dos Reis Africanos levando suplementos nas costas dos cavalos ao encontro dos rebeldes Mau Mau. 22 pessoas desarmadas foram assassinadas pela tropa britânica Reis Africanos na vila queniana de Chuka, em junho de 1953. Em 2006, o Ministro da Defesa britânico se recusou a liberar arquivos que relatavam o massacre. Não há dúvida de que isso é apenas a ponta do iceberg quando isso vem do terror colonial britânico através do que chamam de emergência. (foto: Ministério da Defesa da Inglaterra)
Massacre de Hola, Quênia, 1959: 11 quenianos foram espancados até a morte pelos guardas coloniais britânicos no “campo de detenção” de Hola. 150.000 homens, mulheres e crianças foram trancafiados nesses campos Estupro, castração, choques elétricos e armas de fogo foram utilizadas pelos britânicos para torturar os quenianos. O Plano Cowan advogava o uso de força e as vezes à morte a detentos que se recusavam a trabalhar. Depois os britânicos tentaram retirar sua culpa ao atribuir a “água contaminada” pelas mortes. (foto: Crimes of Britain)
O massacre de Ballymurphy  viu a Armada Britânica matar 11 civis a sangue frio num período de 36 horas. Numa segunda=feira, 9 de agosto de 1971, prisões sem julgamento foram feitas no norte da Irlanda. Cerca de 600 soldados britânicos entraram na área de Ballymurphy, em West Belfast, invadindo casas e sequestrando homens. Novos e velhos foram espancados e baleados enquanto eram arrancados de suas casas. Todos os 11 civis desarmados foram assassinados pelos paraquedistas da Armada Britânica que ainda promoveriam novos massacres no norte da Irlanda. (foto: domínio público)
O massacre do Bar McGurks, Irlanda, 1971: na tarde do sábado de 4 de dezembro de 1971, um conjunto de terroristas lealistas conhecidos como UVF, dirigidos pelos militares britânicos, plantaram um bomba silenciosa sob os degraus da porta de um pub familiar em Belfast, Irlanda. No total 15 pessoas foram mortas, incluindo 2 crianças. (foto: Wikimedia)
O massacre do Domingo Sangrento: Irlanda, 1972. Um soldado britânico prendeu um protestante durante uma marcha depois conhecida como “Domingo Sangrento”, em Londonderry, no norte da Irlanda. Em 30 de janeiro de 1972, 14 civis desarmados foram mortos a tiro pela Armada Britânica nas ruas da cidade irlandesa de Derry. Pouco depois do massacre, a rainha condecorou o comandante do regimento dos paraquedistas, Dereck Wilfort, e concedeu honras a Mike Jackson, que espalhou mentiras sobre as vítimas. (foto: domínio público)

Um mural pedindo investigações sobre o Massacre de Springhill, em 1972, na área de Beechmount, em Falls Road, Belfast, em 9 de julho de 1972, quando 5 pessoas foram mortas a tiros por snipers britânicos. Três eram civis, incluindo um padre. Os outros dois eram membros do Fianna Eireann, uma organização de jovens revolucionários. (foto: Wikipedia)

O massacre de New Lodge, Irlanda, 1973: na noite e madrugada de 3 e 4 de fevereiro de 1973, seis jovens de New Lodge Road, no norte de Belfast, foram mortos a tiros num ataque coordenado entre a Armada Britânica e um grupamento de lealistas assassinos. (foto: domínio público)

O massacre de Loughinisland, 1994, Irlanda: em 18 de junho de 1994, no vilarejo de Loughinisland, membros do camarilha de terror britânica apoiada pela UVF invadiu um bar com rifles de assalto e disparou sobre os clientes. Seis pessoas foram mortas. Os britânicos, de forma aberta e secretamente estavam em conluio com esquadrões da morte na Irlanda. O relatório financiado pela Grã-Bretanha que foi lançado em junho de 2016 não conseguiu esconder esse fato por muito tempo. (foto: Crimes of Britain)