A volta da “normalidade democrática” com Bolsonaro vale alguma coisa?

E na hipótese improvável dele desmentir o cartaz?

As críticas que mais se avolumam contra Bolsonaro visam em boa parte aspectos meramente formais. Sua personalidade, junto a ministros de origem e posições mais do que duvidosas, além de velhos militares, compõem um caldo cultural indigesto.

Além do mais, existe a trupe familiar que acompanha o vencedor da fraude eleitoral, que acredita piamente que Donald Trump é o tio Patinhas. Dessa forma, muitos chegaram a manifestar saudades do Temer, em memes da internet muito engraçados.

Porém, apesar da aparência medonha, o terrível em seu governo é o mero fato de ser a continuação do governo Temer que, por sua vez, foi um apêndice do projeto tucano neoliberal fracassado tanto nas urnas quanto no dia a dia da administração pública.

Se existe um marco inicial do “estado de exceção” no Brasil foi o estupro da Constituição brasileira durante o primeiro mandato de FHC, quando abriu ao estrangeiro a posse das riquezas minerais do país.Os governo do PT de alguma forma conseguiram suspender a exceção. No caso, foram governos de exceção que paralisaram o estado de exceção permanente.

Depois das confusões políticas que seguiram as jornadas de junho de 2013, o governo de Dilma se perdeu em especulações a respeito de uma nova Assembléia Constituinte. O problema, contudo, não é criar uma nova constituição, mas fazer valer os artigos dela que foram suspensos (ea privataria é um caso exemplar) e efetivar inúmeros outros dispositivos que visam o cumprimento amplo e irrestrito do fundo social que baseia a lei maior brasileira.

Sem uma revisão histórica dos últimos 30 anos, todas as críticas, por melhores que sejam, esbarram na mera formalidade. Aliado a uma visão algo distorcida dos movimentos políticos verdadeiramente intestinos que hoje passa o mundo, a proliferação de palavras sobre Bolsonaro, em muito dos casos, não leva a lugar nenhum.

Se houve um ponto, no plano discursivo, que fez Haddad perder as eleições, foi o esquecimento durante o segundo turno da bandeira do referendo revogatório e a associação Temer-Bolsonaro. Optou-se pela crítica mais ampla e também mais genérica do fascismo. Se o fascismo é o estado de exceção em pleno vigor, Collor e FHC são fascistas também, independentemente da aparência exterior desses governos. O estado de exceção só é desarmado com a volta às bases sociais, o que corresponde não a um discurso genérico, mas ao discurso popular, tão bem encarnado por Lula, capturado pelo tema do “combate a corrupção”.

Nenhuma “nova esquerda” pode oferecer solução eficaz se não aderir ao velho e bom nacionalismo e, no plano internacional, não buscar uma “aliança internacional das esquerdas”, mas voltar para a Rússia e a China, para a defesa intransigente da América Latina, ou seja, para o projeto dos BRICS. Esse é o papel de liderança que o país deve ter. Todas as críticas formais convergem para a especulação.

Quantos apelidos para Jair Bolsonaro?

Esqueça quem ache que o título da matéria sugere que de alguma forma haverá normalidade democrática no governo do PSL. É uma matéria sobre o “se”, talvez a mais especulativa de todas as que fiz nesse blog.

Não é porque tenho algo contra pessoalmente ao cidadão eleito. Muito pelo contrário. Conheço tantos iguais a ele que o que me surpreendeu foi a vitória da extrema mediocridade.

Haveriam tantos temas públicos a serem debatidos nos últimos anos, mas existe o funil midiático, que boa parte da esquerda democrática adere. O resultado foi reduzir o que há de mais relevante para nossa sociedade a questões relacionadas a corrupção. Assim, o baixo clero foi eleito, ou seja, exatamente aqueles que, se isso houve, fizeram ou fazem o que uma vez se chamou “mensalão”. Esqueça o Bob Jefferson ou até mesmo o Cunha, que está na cadeia. Chama o Queiroz!

O apelo dessa mensagem vem de uma matéria impressionantemente “bombada” (para mim por motivos obscuros) publicada no GGN, escrita pelo bom articulista André Araújo. Só que ele falava do Trump e não do Bozo…

A imagem do Bozo realmente causa muita confusão

O jardim dos caminhos que se bifurcam

Como é óbvio, não existe uma vinculação automática entre Trump e Bolsonaro, apesar do desejo bozonariano que assim fosse e de parte da esquerda que, parece que atualmente, chegou a conclusão de que Bolsonaro não é Trump somente porque a máquina que um dirige é muito inferior a dirigida pelo outro. Falamos do EUA, ora ora…

O competente jornalista sênior dissertava a respeito do general Mattis, aquele que ficou chateadinho e se demitiu porque seu presidente ordenou que fossem retiradas as tropas da Síria, mas que só tomou conhecimento do fato pelo Twitter.

Ora, o se o Bozo trabalhasse com o Trump, talvez até ele saberia que o magnata, midiático e presidente ensaia essa retirada das tropas há tempos – até mesmo antes das eleições de 2016. Nos últimos meses, o que fez isso não acontecer antes foram as armações britânicas com as “armas químicas” e, mais recentemente, o senso de oportunismo do “presidente” da Ucrânia, aquele que aliou suas pretensões eleitorais com a necessidade do establishment de boicotar a reunião do presidente dos EUA com o “autocrata” russo durante a cúpula do G20.

Mas ora, o que pensa o senso comum? Que Mattis vá para o inferno que lhe pertença e que a Síria se veja definitivamente livre das ameaças da OTAN!

O fator Syrian Girl

Foi essa uma das muitas oportunas objeções da Syrian Girl (não deixe de ver, em inglês…). Ela acredita que o anúncio da retirada das tropas seria um incrível presente de natal mas, como qualquer ser humano que sente não só os dedos como também os calcanhares na terra, não deixa de achar a “boa nova” algo muito estranho ou, no mínimo, mais do que inusitado. Semana passada, generais da OTAN se pronunciavam livremente no Washington Post dizendo que a ocupação da Síria era por tempo indeterminado, até com planejamento de construir mini-territórios americanos na região, espécies de micro-bairros, “postos avançados”: modo eufemístico de dizer que só sairiam dali quando Putin fosse destruído ou antes o planeta. Pouco importa a ordem dos fatores.

Ela lembrou que a última vez que Trump disse que iria acabar com a “guerra ao terror”, que estava consumindo muitos recursos do Estado, logo depois deslanchou um ataque sem precedentes contra a Síria que fez tremer o mais narcotizado pacifista. Por outro lado, existe a questão dos curdos, um povo nômade há milênios e que, patrocinado pelo ocidente, resolveu que sua terra originária está no Oriente Médio. A Turquia ameaçou debelar os curdos apesar das tropas americanas. Segundo a ativista, Trump pode ter ordenado retirar as tropas da Síria em razão de um iminente incidente diplomático de larga escala. Com tudo, a invasão da OTAN na Síria é ilegal. Nunca deveria ter existido.

Syrian Girl

A resposta infame

O articulista, por sua resposta, me pareceu alguém bastante irreverente. Contei a ele sobre o óbvio, como venho falando até aqui (na ocasião, ainda sem Syrian Girl, infelizmente). Ele costuma responder a todos os comentários, fato que me chama a atenção faz tempo. Pude ver que não se trata de resposta, mas de rubricas. Caso aja alguma convergência ou divergência, o interessante é assinar à margem para denotar acordo ou não. Por exemplo, isso não é uma resposta:

“Mattis não pediu demissão só por causa da Síria, na sua carta de demissão ele elenca muitos outros problemas e situações conflitantes com Trump. A retirada das tropas da Síria foi apenas a gota d´água”.

ARAÚJO, André

O que posso redarguir diante de tamanha educação?

Vamos a carta então, meu camarada: o general diz compartilhar com o presidente seu desejo de os EUA não se tornarem a polícia do mundo. Contudo, por causa do 11/09, eles tem uma aliança com inúmeros países que deve ser respeitada. Ou seja, ele quer que os EUA deixem de ser a polícia do mundo, mas acredita que o motivo que os levou a ser de fato essa polícia, o 11/09, não possa ser mexido.

Logo depois vomita a pior russofobia e postura autoritária. Fica mais claro o que ele pensa ser essa “defesa comum”: It is clear that China and Russia, for example, want to shape a world consistent with their authoritarian model – gaining veto authority over other nations’ economic, diplomatic, and security decisions – to promote their own interests at the expense of their neighbors, America and our allies. That is why we must use all the tools of American power to provide for the common defense”.

Pelo o que tenho de informação, realmente causou comoção no Pentágono, e uma correria para que fosse evitado, a retirada das tropas da Síria. E isso ocorreu no mesmo momento que o grupo de Astana (Rússia, Turquia e Irã) entraram num acordo com os sírios e a ONU para a criação de um comitê constitucional para desenhar uma nova constituição para uma nova estrutura política na Síria.

Também ao mesmo tempo, a Casa dos Lordes britânica publicou um documento intitulado “U.K Foreign Policy in a Shifting World Order”. O resumo da ópera das 116 páginas é a insegurança jurídica trazida pela “imprevisibilidade” das ações de Trump. Diz que a Rússia é uma “potência decadente” (as ações da OTAN devem continuar para dissuadir os “decadentes”) e que se deve continuar a fazer guerra comercial com a China. Acho que o general Mattis estava apenas parafraseando as ordens do Império Britânico.

Muita calma nessa hora!

O que poderia dizer além disso?

Talvez um título borgiano?

A ruína do Império Britânico

O tema central talvez seja o modo de operação de Trump. Não penso que abordar essas questões de método nos leva muito longe. Como disse, o importante é retirar as tropas da Síria. Com todo o “bom comportamento” de um Obama, isso além de nunca ter sequer sido mencionado, a escalada terrorista da OTAN junto a suas forças de guerra irregulares só se acentuou.

Como deveria ser senso comum, o problema político mais grave dos EUA atualmente é a questão do embate com a Rússia. Com toda a maluquice trumpista, as boas relações que ele tem com o Putin contribuíram bastante para aliviar as tensões de guerra, que chegaram a níveis surpreendentes no final do governo Obama (e que se prolongariam com Hillary caso fosse eleita). O professor emérito da Universidade de Princeton e de Nova Iorque, Stephen Cohen, historiador (Democrata) especialista em Rússia, chegou a chamar esse momento de “crise dos mísseis invertida”, por causa do assédio das tropas ocidentais na fronteira russa.

Aí quando André Araújo em seu artigo diz, por exemplo:

“O cerco se fecha sobre Trump, não há mais nomes de 1ª ou 2ª linha que queiram trabalhar nesse Governo. Em dois anos perdeu um Secretário de Estado, um de Defesa, dois Assessores de Segurança Nacional, a Embaixadora na ONU, dois Chefes da Casa Civil. Nenhum outro Presidente teve essa debandada na primeira metade do mandato e pensar que o futuro Presidente do Brasil vai amarrar sua rédea nesse tronco furado”.

ARAÚJO, André

Assim, acaba por ignorar toda a chantagem embutida no caso do “russiangate”. Um dos primeiros a serem atingidos, e de maneira covarde, foi alguém que seria – ou que teria tudo para ser – um grande líder no governo Trump: o general Michael Flynn. Dizer que ninguém quer trabalhar com o Trump por ele ser um doido do Twitter é simplificar demais a questão.

A questão relevante para o futuro das economias ocidentais é como os EUA se comportarão em relação a China. Além de alguma relação pessoal com Xi Jiping que Trump aparenta ter, a única saída para aquele país voltar a crescer é entrar na lógica da Nova Rota da Seda. Por exemplo, utilizar a dívida pública americana com os chineses como crédito para reconstrução da infraestrutura americana. De outro lado, fazer uma parceria com a China no setor aeroespacial. A China semana passada fez uma missão para o chamado “lado escuro” da Lua. Foi pioneira e nenhuma manchete sobre o tema, nem na “direita”, tampouco na “esquerda”.

The Dark Side. Ora, o que tem de misterioso nisso, meu camarada? Hélio-3 e fusão nuclear.

Bannon attacks again

O lobbie dessa nova extrema-direita que tem o Steve Bannon como símbolo é exatamente um suposto anti-globalismo que é diretamente anti-chinês. Além dessas “limitações técnicas” que André Araújo faz alusão (uma “metodologia excêntrica” do governo estadunidense), a maior barreira é superar o medo da China e trabalhar em parceria com eles. Por exemplo, o governador de West Virginia (um dos estados mais pobres dos EUA e com o maior índice de tráfico de drogas e mortes violentas) conseguiu um financiamento de 80 bilhões de dólares para investimento em infraestrutura. 

Imagina isso no Rio de Janeiro ou até mesmo em escala nacional? E não é vender a fábrica de aviões pelo preço de dois hotéis e meio…

O que quero dizer: é necessário estudar o que significa a expansão chinesa, os projetos que a China quer liderar ou fazer em parceria com outros países e as formas de crédito, de financiamento, que eles propõem. Por esse caminho acho que as críticas ao Trump são muito mais do que oportunas. Agora, criticar por ele usar o Twitter para qualquer coisa é rebater no óbvio. É só lembrar do ataque americano (com os franceses e os ingleses) na Síria, todo ele narrado por Trump nas redes sociais. É ridículo, mas isso está bem longe do problema bem mais amplo dos EUA e da economia transatlântica como um todo. Contudo, isso deve ser visto dentro do tema atual do fenômeno político do neopopulismo, da extrema-direita e da mistura de anti-neoliberalismo com anti-globalismo chinês.

A General Motors é a America de Bolsonaro

Em 1953, 53% dos empregos nos EUA eram no setor industrial. Hoje, não passa de 8%. A participação da indústria na economia americana em 1955 era de 28%. Hoje não passa de 12%, além do país ter perdido mais de 5 milhões de trabalhadores industriais e o salário real no setor não sofrer aumento real desde 1999.

(ver o recente artigo de Harley Schlanger na EIR, “Monetarism of All Stripes Must End”)

O caso atual do anúncio da General Motors de fechar boa parte de suas plantas industriais em Ohio, reeditando o que ocorreu tempos atrás com a antiga cidade industrial de Detroit, faz parte do contexto geral da crise de 2008. As empresas não criaram planos para sua viabilização na economia real. Depois da crise e com o apoio dos empréstimos a juros negativos feitos pelos governos do EUA e da União Europeia (e depois os vira-latas querem falar do nosso BNDES), tornaram-se de fato empresas virtuais, mais preocupadas com seus ganhos nas bolsas de valores do que em ganhos reais. Todos saem perdendo.

É tudo tão inacreditável que o valor da estrutura física da Ford, por exemplo, que ganha muito na especulação a cada ano, é inferior ao valor da estrutura física da companhia de carros elétricos Tesla. Os americanos esqueceram que boa parcela da superioridade que alcançaram em relação a União Soviética durante a corrida espacial se deveu a contratos feitos com a Chrysler em parceria com a NASA, num trabalho conjunto com as forças aéreas do país.

Hoje é uma vergonha se dizer um operário nos EUA. Logo ali que ser um trabalhador industrial qualificado representava a maior parte da boa qualidade de vida do americano. Hoje um trabalhador industrial ganha de 16 a 20 dólares por hora nas fábricas. Não há lunático que se arrisque a sonhar com algo do gênero.

Não sei o caso do Bozo e do Chivago Boys… No caso, o Chile parece que serviu de modelo para os EUA.

Logo após as eleições para o Congresso americano, Tucker Carlson, comentarista da Fox News, criticava o Partido Republicano nos seguintes termos: os republicanos esquecem que a maior parte dos americanos não pagam os impostos federais. Na maioria dos casos eles não se importam com a pauta de “corte de impostos”, tampouco avaliam a economia em termos de valor de mercado ou PIB. O que importa a eles é quanto vai custar a gasolina ou o que será da vida deles se ficarem doentes. Segundo Carlson, essas seriam as razões pelas quais os republicanos perderam as eleições.

Again! E ano que vem será pior

A resposta para a questão

Pouco importa as veleidades de André Araújo com o modo de operação do governo Trump. O mais importante, pelo menos até agora, é que retirou as tropas da Síria. Foi por cusa disso e não por causa do anúncio no Twitter (já sabido) que Mattis pediu demissão.

O caso da submissão bolsonárica aos EUA, já disse na seção passada a que tipo de EUA o Bozo irá se submeter. E não importa se é um presidente que não fala no Twitter mas só “nos autos”, se é republicano ou democrata, que o impedirá de abaixar as calças.

Fará isso para um país que não é um “império”, mas um sub-potência econômica com um grande arsenal nuclear. O que une Bolsonaro e os setores mais atrasados da política americana, fora a questão da guerra, é sua índole anti-chinesa (supostamente anti-globalista). A saída para a crise dos EUA é refinanciar a dívida do país com investimentos em infraestrutura. É usar a dívida para impulsionar o mercado interno. E Xi Jinping já se mostrou mais do que disposto para esse plano.

Abraçar os EUA hoje não é exatamente ser colonizado como na década de 1990. É dar o último lance de dados já sem qualquer centavo no bolso. Essa será a vitalidade do governo Bolsonaro…

Com a China, com os BRICS, uma outra perspectiva se abriria. Mas os eleitores quiseram criticar o suposto “mensalão”, o PMDB no poder, a Dilma, num uníssono entre esquerda e direita.

Infelizmente ferrou tudo. Mas ainda quero ano que vem mandar para os bolsonaristas o que para mim é o maior dos memes.

Para colocar uma pá de cal nas pretensões histéricas de quem pretende, como o Bozo, querer fazer “alinhamento automático”

Do serviço de informações da Executive Intelligence Review publicado na manhã de 24/12/2018.

High-Level Officials Knew of Syria Pullout Beforehand

Dec. 21 (EIRNS)—In a Dec. 20 article published in the American Spectator, analyst Mark Perry gets behind the hysteria that accompanied President Donald Trump’s allegedly “sudden” decision to withdraw troops from Syria, writing that a “select group of administration officials, as well as a handful of senior military officers,” have known about the decision for a week. The matter was thoroughly discussed during a Dec. 14 phone call that the President had with Turkish President Recep Tayyip Erdogan, as well, according to Perry’s report.

In several recent phone calls with Trump, Erdogan, who has opposed the U.S. alliance with the Syrian Kurdish PYD/YPG, insisted that there’s no reason for the U.S. to stay in Syria to deal with Iran, as Turkey is the best hedge against that nation’s influence in the region. In this context, Perry offered details on the disagreement between European Command Commander Gen. Curtis Scaparrotti, who favors a troop withdrawal, and Centcom commander Gen. Joseph Votel, who doesn’t, in which Scaparrotti argues that the U.S. alliance with Turkey is far more strategically important than that with the Kurds and should not be disrupted.

Iran expert John Allen Gay, from the John Quincy Adams Society, told Perry that Trump’s decision to pull out of Syria confirms what many analysts have been saying quietly for the past year—that keeping U.S. forces in Syria looks very much like mission-creep, a way for the “administration interventionists” to argue the case for taking on Iran.

“Yet dangling a few thousand guys in between Turkish forces on one side and the Iranians, Russians and Syrians on the other, was never going to be decisive on Iran’s regional role, and it came with real risks and no endgame,” he said. “I just don’t think there’s any appetite in the American public for a big fight with Iran anywhere, let alone in Eastern Syria.” Perry states that “a number of U.S. military officers” with whom he’s consulted, concur.