Da série “rir é o melhor remédio”

Say hello to Joel! Para lembrar o quadro do programa Pânico. Mas enquanto isso Gilmar traça as balizas intelectuais do Golpe – que não se consumará. Essa “inovação” de “crime sem crime”, logo impeachment, me fez lembrar dessa passagem de Georges Bataille sobre Hegel, sobre o erro que se condensa todo numa palavra. Querem impor a palavra “impeachment”, mas é Golpe o termo que Satã não reconhece em seu altar:

Hegel condensou o erro; ele o sistematizou, proferiu-o, se posso assim dizer, inteiro, e inteiro numa palavra. Sua fórmula está no frontispício da Escola de Satã, que de agora em diante zomba dos imitadores desafiando-os a fazer melhor. Satã se reconhece na fórmula hegeliana, admirou-a como coisa dele, pois o orgulho, Satã e Hegel soltam o mesmo grito: o Ser e o Nada são idênticos. (Bataille, L’Homme)

Abaixo nosso grande filósofo, nosso inovador, mentor intelectual do Golpe, William Friedrich Mendes, também conhecido por usa amizade com o indecente José Serra e por ser o Libertador do Estuprador Turco e do Banqueiro Bandido (um pleonasmo, desculpe): 

Falando de altas sumidades, lembro do retrato tosco que Gilberto Freyre fazia da Casa Grande:

“No senhor branco o corpo quase se tornou exclusivamente o membrum virile. Mãos de mulher, pés de menino; só o sexo arrogantemente viril. Em contraste com os negros – tantos deles gigantes enormes, mas pirocas de menino pequeno. Imbert, nos seus conselhos aos compradores de escravos, foi ponto que salientou: a necessidade de se atentarem nos órgãos sexuais dos negros, evitando-se adquirir os indivíduos que os tivessem pouco desenvolvidos ou mal-conformados. Receava-se que dessem maus procriadores. Ociosa, mas alagada de preocupações sexuais, a vida do senhor de engenho tornou-se uma vida de rede. Rede parada, com o senhor descansando, dormindo cochilando. Rede andando, com o senhor em viagem ou a passeio debaixo de tapetes ou cortinas. Rede rangendo, com o senhor copulando dentro dela.
Da rede não precisava afastar-se o escravocrata para dar ordens aos negros; mandar escrever suas cartas pelo caixeiro ou pelo capelão; jogar gamão com algum parente ou compadre. De rede viajavam quase todos – sem ânimo para montar a cavalo: deixando-se tirar de dentro de casa como geléia por uma colher. Depois do almoço, ou do jantar, era na rede que eles faziam longamente o quilo – palitando os dentes, fumando um charuto, cuspindo no chão, arrotando alto, peidando, deixando-se abanar, agradar e catar piolho pelas molequinhas, coçando os pés ou a genitália; uns coçando-se por vícios; outros por doença venérea ou da pele. Lindley diz que na Bahia viu pessoas de ambos os sexos deixando-se catar piolhos; e os homens coçando-se sempre de ‘sarnas sifilíticas'”.

Para relembrar o quadro e nossas “celebridades”:

QuáQuáQuáQuáQuá