O impacto do fórum sobre a Nova Rota da Seda – Uma “Gigantesca mudança na história da humanidade”

Helga Zepp-Larouche no fórum internacional Um Cinturão, Uma Faixa


Em 14-15 de maio de 2017, foi realizado, em Beijing, o Fórum Internacional para a Cooperação “Um Cinturão, Uma Rota”. O título se refere à Nova Rota da Seda terrestre e marítima (Cinturão Econômico da Nova Rota da Seda, e a Rota da Seda Marítima), iniciativas para transformar o mundo lançadas pelo presidente da China Xi Jinping em 2013.
Nos dois dias do evento, contou com a participação de 110 países, 28 deles a nivel de chefe-de-Estado. O anfitrião, presidente Xi Jinping, descreveu-o como um trabalho conjunto “para o futuro da humanidade”. Foi emitido um comunicado por todos os participantes depois da mesa-redonda na qual participaram os líderes do Fórum. Xi Jinping participou de uma conferência para a imprensa onde estava presente o presidente russo Vladimir Putin, convidado de honra. O presidente chinês anunciou um segundo fórum internacional que irá acontecer na China em 2019.
“Essa é uma mudança histórica incrível”, disse Lyndon LaRouche sobre a conferência. “A China está fazendo um bom trabalho, colocando a si mesma na frente da dinâmica do desenvolvimento mundial”. Isso não precisa ser explicado: “aceite o processo e se inteire de seu potencial. Coloque o mundo todo engajado nisto. A luta se faz no trabalho por sua realização”.
Sua esposa, Helga Zepp-LaRouche, participou de uma maneira destacada nas deliberações em Beijing. Isso aconteceu depois de décadas de liderança dos LaRouche para esse mesmo tipo de mobilização para o desenvolvimento mundial. Desde a década de 1990, e da primeira participação de Zepp-LaRouche numa conferência internacional na China em 1996, onde ela defendeu uma “Ponte-Terrestre Euroasiática”, ela se tornou amplamente conhecida como a “Dona Rota da Seda”.
Representando o Instituto Schiller, o qual ela fundou e dirige, Helga Zepp-LaRouche foi um dos principais oradores em 15 de maio, no segundo dia do fórum, no painel “Reunindo conhecimentos para a promoção do crescimento global”, no Quinto Rncontro dos Think-tanks Internacionais (“Gathering Wisdoms for Promoting Global Growth”, 5th Global Think Tank Summit). Este foi seu discurso:


Texto traduzido por mim e que pode ser acessado no site em português  da Executive Intelligence Review ou neste link

A Nova Rota da Seda se Torna a Ponte-Terrestre Mundial
Nos últimos três anos e meio, a Nova Rota da Seda pronunciada pelo presidente chinês Xi Jinping em 2013, tem experimentado um desempenho incrível. A Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota (ICR), tem o potencial óbvio de se tornar rapidamente a Ponte-Terrestre Mundial, conectando todos os continentes através de infraestrutura como túneis, pontes, reforçada pela Rota da Seda Marítima. Assim, isso representa uma nova forma de globalização, não determinada pelo critério do maior lucro para o setor financeiro, mas pelo desenvolvimento harmonioso de todos os países participantes sob o fundamento da cooperação ganha-ganha.
Logo, é importante que não se olhe para a ICR sob o ponto de vista de um contador, que projeta sua planilhas de custo-benefício no futuro, mas como pensamos que deva ser a Visão duma Comunidade dum Futuro Compartilhado. Onde queremos que a humanidade esteja daqui a 10, 100 ou até 1000 anos? Não é o destino natural da humanidade, como a única espécie criativa conhecida no universo até hoje em dia, que construiremos cidades na Lua, desenvolveremos um conhecimento mais profundo dos trilhões de galáxias em nosso universo, resolveremos o problema das doenças até agora incuráveis, ou o problema da produção de energia e de matérias-primas com o desenvolvimento da fusão nuclear? Ao focar nos anseios comuns da humanidade todos nós estaremos aptos para superar a geopolítica e estabelecer um nível superior de raciocínio em benefício de todos.
É óbvio que a Ponte-Terrestre Mundial é ideal para que se finalize o desenvolvimento das áreas sem litoral de nosso planeta. A colonização do espaço próximo será a óbvia próxima fase da abertura infraestrutural do habitat natural do homem.
Olhando para o mapa do mundo, os Estados Unidos não é somente um país cercado por dois oceanos e dois vizinhos, mas pode ser uma parte central de um corredor de infraestrutura que conectará o extremo sul da Ibero-América através da América do Sul e América Central ao sistema de transporte euroasiático, utilizando um túnel sob o Estreito de Bering. Desde que o presidente Xi Jinping ofereceu a Trump a entrada dos EUA na Nova Rota da Seda, existe agora uma proposta prática sobre a mesa onde os EUA pode se tornar parte integral da Ponte-Terrestre Mundial. Os requerimentos em infraestrutura para os EUA, que são gigantescos, podem ser perfeitamente oportunos para converter o débito de 1,4 trilhões de dólares dos americanos com os chineses, ou parte dele, em investimentos através de um Banco de Infraestrutura. Por exemplo, os EUA realmente precisam de aproximadamente 40,000 milhas de linhas de trens de alta velocidade se planejarem alcançar o plano chinês de conectar cada grande metrópole com esse sistema a partir de 2020.
Os EUA irão experimentar um incremento enorme com tal investimento em infraestrutura,  podendo se tornar exportadores para o crescente mercado chinês e, com a competição sendo substituída pela cooperação, as oportunidades para os investimentos comuns dos EUA com a China em outros países serão enormes.
Desde que o presidente Trump declarou sua intenção de reintroduzir o Sistema Americano de Economia de Alexader Hamilton, Henry C. Clay e Abraham Lincoln, e também reintroduzir a lei Glass-Steagall de Franklin D. Roosevelt, tornou próxima a possibilidade de se estabelecer num curto prazo um Banco Nacional e um Sistema de Crédito para canalizar os investimentos chineses em infraestrutura.
Enquanto mais e mais nações europeias, dentro e fora da UE, estão reconhecendo o tremendo potencial da ICR e expressando a intenção de se tornarem um eixo para a cooperação eurasiática, a própria União Europeia tem ficado cautelosa, para falar de modo  “diplomático”.
Contudo, existe um grande desafio onde os Estados-membro da União Europeia devem ser convencidos para cooperar com a ICR: É a crise dos refugiados. O único meio humanitário para lidar com essa chaga moral para a Europa é a integração ativa das nações europeias num grande plano de desenvolvimento para toda a África com a ICR.
As perspectivas positivas atuais para uma cooperação militar maior entre EUA e Rússia na Síria, junto com o processo Astana, torna concreta a potencial estabilização de toda a região. Já existe a proposta para a extensão da Nova Rota da Seda para a região do sudoeste asiático, por parte dos chineses.
Para ter sucesso, a Nova Rota da Seda deve – assim como foi a antiga – levar a uma troca entre as mais belas expressões da cultura de todos os países participantes. O verdadeiro significado da cooperação Ganha-Ganha não é só os benefícios materiais do desenvolvimento da infraestrutura e da indústria, mas fazer a alegre descoberta nas outras culturas, da beleza da sua música clássica, poesia e pintura, e, conhecendo-as, fortalecer nosso amor à humanidade como um todo.
Na construção da Ponte-Terrestre Mundial, todas as nações irão cooperar no estudo de como se aplicam as leis da Noosfera para o estabelecimento de formas duráveis de auto-governo. O desenvolvimento dos poderes mentais criativos de todas as pessoas em todas as nações irá trazer à humanidade o senso de unidade e dedicação que fará nossa espécie verdadeiramente humana. Quando organizamos nossas sociedades a partir de suas descobertas artísticas e científicas, iremos aperfeiçoar nosso conhecimento sobre como podemos avançar continuamente o processo de auto-desenvolvimento da humanidade intelectualmente,, moralmente e esteticamente, e iremos encontrar nossa liberdade na necessidade – fazendo nosso dever com paixão!