Sobre a falácia da “armadilha da dívida” chinesa

Em 2018, um think thank norte-americano associado a Universidade de Harvard lançou o termo “chinese debtbook diplomacy”. Com a difusão da suposta “armadilha da dívida” pelos meios de comunicação, acreditou-se que era uma noção vinda da Índia como forma de se contrapor à influência chinesa por toda a Ásia. A falácia da crítica aos mecanismos de créditos da China para suas obras fora do país resulta numa dupla incompreensão: a de que a “dívida chinesa” é predominante no componente total da dívida dos países envolvidos e de que os empréstimos envolvem condicionalidades que, tais como armadilhas, acabam escravizando o país que recorre a eles. Ver os casos do Paquistão e do Sri Lanka (seus problemas de dívida, de infraestrutura e, em especial, no setor elétrico) fornece subsídios para se pensar a composição da dívida pública brasileira frente aos desafios atuais para nosso desenvolvimento.

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