Tu, castrista maior, és a ilusão brasileira!

Primeiro uma mãe escolhe como seu líder predileto alguém armado ou que se rodeia de pessoas com armas. Essa pessoa, pelo autoritarismo e o uso da força bruta, fascina. Ela é que deverá, em curto prazo, remover toda a miséria social, tudo o que, ainda na linguagem teológica, se chama de corrupção. Esse príncipe dourado parece com a imagem que os antigos judeus tinham de seu Messias, aqueles que tomaram um susto ao se verem apresentados a um outro messias, montado num pequeno jumento e recebido pela população com ramos de árvores.

Ao contrário de qualquer exemplo bíblico, de uma hora para outra, o príncipe festejado com seus faustos e ouropéis começa a perseguir o filho dessa mãe. Logo depois, persegue os filhos de seu filhos. Para não deixar dúvida,  muitas pessoas próximas e queridas de dentro ou fora da família, passam a sofrer do mesmo destino.

Quantas mães, na história brasileira, não podem relatar essa história, esse drama?

Finalmente teremos um FBI tupiniquim?

A diferença com outras vitórias militares no Brasil é que a que se deu agora foi legitimado pelo mecanismo (que a tantos já enganou) que expressaria da forma mais legítima a vontade popular. O “príncipe” atual vem rodeado com uma couraça muito fina de humildade. Essa suposta humildade foi construída por cima da fuga do debate público, da união com as massas (não se enganem porque os comícios onde Bolsonaro aparecia carregado pela multidão e ovacionado nada mais pareciam do que “clubes do Bolinha” ampliados), e de uma campanha infame que, ao invés de apontar para uma contra-ofensiva cibernética por parte da oposição, antes coloca em cheque procedimentos dos mais simples da própria Justiça Eleitoral, como a interferência do poder econômico e menos as “fakes news” do que um caldo grosso de injúrias e difamações realizadas em diversos níveis e por atores e meios heterogêneos.

Ao contrário também do que ocorre nos países do Atlântico Norte, apesar da semelhança entre as técnicas de convencimento popular e da utilização mais ou menos consciente de determinados tipos de retórica, a plataforma econômica de Jair Bolsonaro não prevê a soberania nacional ou o combate a medidas econômicas liberais. Muito menos, em qualquer movimento de extrema-direita desses outros países, um clã armado se juntou aos candidatos eleitos. O “príncipe” é um fóssil da Guerra Fria que com uma ajuda técnica e eleitoralmente fraudulenta conseguiu despertar os mais profundos atavismos psíquicos da população brasileira.

A campanha do medo e a do combate ao inimigo interno é o que fizeram, por exemplo, Bush Jr. e Barack Obama com suas guerras sem limites contra o terror. É também uma legislação anti-terrorista, adaptada por motivos ocasionais para o Brasil e agora potencializada com o que se chamou de AI-1 de Temer, ou seja, o Decreto nº 9.527, de 15 de outubro de 2018 que, segundo Luís Nassif:

Cria “a Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil”.

Seu papel será “analisar e compartilhar dados e de produzir relatórios de inteligência com vistas a subsidiar a elaboração de políticas públicas e a ação governamental no enfrentamento a organizações criminosas que afrontam o Estado brasileiro e as suas instituições”.

As organizações criminosas que enfrentam o Estado e suas instituições dentro do enquadramento da lei anti-terrorismo não serão limitadas ao tráfico de drogas ou coisas do gênero, pois o decreto traz subsídios para que seja subjetiva a avaliação desse mesmo Estado e de suas instituições do que é o crime organizado no Brasil, confundindo-o com a categoria abstrata de “terrorismo”. Temos nosso primeiro esboço de Ato Patriota e de um sistema de vigilância massiva que emula o que foi levado a cabo por Bush e Obama e revelado em diferentes aspectos, mas não em todos, por Edward Snowden.

O neomacartismo difuso que tomou corpo em nossa sociedade depois de junho de 2013, do Não vai ter Copa, da campanha infame para tirar qualquer forma de governabilidade da presidenta recém-eleita, Dilma Rousseff, se associa agora às instituições armadas e de inteligência. Com um pouco mais de esforço e engenho, podemos criar nossa cópia ou versão do infame órgão terrorista de perseguição política de Edgard Hoover, o FBI. Não falo DOPS porque nele tudo ocorria de maneira não “democrática”, ao contrário da inteligência americana, pronta para combater os inimigos da “democracia”. São para estes caminhos que apontam o governo do “messias” e a perseguição que ele prometeu fazer – e está certo no contexto de seu cinismo – “dentro da lei”.

A “nova” extrema-direita e Henry Kissinger

O que acontece nos países que muitos ainda consideram como pertencentes ao “setor avançado” ou de “democracia consolidada”, ou seja, a ascensão da chamada extrema-direita, acontece num contexto onde, de um lado, o estado de bem-estar social foi dilapidado ao longo dos anos pela política fiscal da Troika e agravada com a crise humanitária dos imigrantes provocada pelas guerras incessantes contra o “terror” e as “autocracias” no Oriente Médio. Essa classe-média do bem-estar social talvez tenha acredito, involuntariamente, que o “fim da história” de fato chegou depois da queda do muro de Berlim, em 1989. A esquerda europeia, em especial, sem conseguir propor mudanças sociais significativas, já que a emissão de crédito e o controle monetário pertencem não a seus países, mas ao Banco Central europeu, se limitou a defesa de políticas identitárias.

Num lugar onde a classe trabalhadora tradicional perde paulatinamente seus privilégios e que é acossada pela avalanche de imigrantes que fogem das guerras patrocinadas pelos países onde logo depois irão morar; num lugar onde a esquerda tradicional perdeu o seu discurso frente a hegemonia da união política via união monetária pressuposto pelo sistema euro; nesse lugar sem movimentos de base orgânicos e numa situação de calamidade social cada vez mais alarmante, um setor da elite tende a congregar as insatisfações sociais sob sua proteção. Entra Steve Bannon, mas muitos outros dos chamados “populistas europeus”. É um situação similar ao que ocorreu com os governos autoritários na América do Sul na primeira metade do século XX, onde direitos sociais só eram defendidos através de medidas centralizadoras, verticais, autoritárias. Daí a xenofobia, o racismo e até o nazismo que vem acompanhar esses movimentos.

Se é correta a tese de Daniel Estulin em seu recente livro sobre Donald Trump, La trastienda de Trump, houve uma cisão nítida dentro dos círculos de maior poder no mundo ocidental. Uma parte, como os neocons americanos, acredita na tese da continuidade do confronto militar com a Ásia e no recrudescimento da aplicação de medidas econômicas ultraliberais. De outro lado, setores dessa mesma elite, mais temerosos, já que um ataque sem precedentes contra a maior parte da população mundial e o recrudescimento da crise econômica do “setor avançado” traria de imediato impopularidade e o risco de extermínio deles próprios e de boa parte, senão a totalidade, da humanidade. A ‘extrema-direita” dos países do Atlântico Norte é um movimento elitista que procura se contrapor ao radicalismo de setores relevantes dessa mesma elite transnacional. É um quadro complexo e que deve ser compreendido na análise de cada caso. A figura de conjunto ainda está se desenhando, como as propostas do grupo ligado a Bannon de fazer uma versão europeia da Nova Rota da Seda chinesa. Na verdade, se trata de um esvaziamento desse projeto, calcado num profundo sentimento de rivalidade com a crescente prosperidade chinesa que, nos últimos anos, não apenas aumentou a riqueza nacional, como também começa a retirar milhões da situação de pobreza.

Junto a Bannon e a Trump está Henry Kissinger. Daí, talvez, a aversão que sentem a tudo o que se refere ao paladino do novo liberalismo, Georges Soros.

Genocídio com ou sem cerol?

É claro para boa parte do público minimamente esclarecido que a eleição de Jair Bolsonaro não fazia parte da estratégia principal da elite nacional, em conjunto com os movimentos ultraliberais capitaneados pela City de Londres e por Wall Street. Se Fernando Haddad, pelos desmandos consecutivos e pelo aprofundamento do estado de exceção, se tornou o “plano B” da esquerda, sem Lula, por motivos diferentes Bolsonaro também foi um “plano B”. Fazer guerra aos pobres “com ou sem cerol”: esse o dilema da nossa elite.

Já que a alternativa mais ruidosa acabou por prevalecer, tanto por sua união com os movimentos erráticos dos círculos elitistas internacionais, quanto pelo apoio das Forças Armadas, tanto o voto popular quanto o voto conservador do Partido dos Trabalhadores acabou por se nivelarem numa luta comum, ou seja, aquela pressuposta pela capa da revista The Economist, da “civilização versus a barbárie”. Claramente todo o debate político dos últimos meses foi nivelado por baixo. Se descobre agora, e alguns ainda ficam surpresos, que a eleição de Bolsonaro pressupunha a continuação da Ponte para o Futuro de Temer, porém agora construída com a ajuda dos militares.

O debate econômico que norteou todas as vitoriosas campanhas petistas nas últimas eleições foi substituída tanto por apelos identitários quanto pelo nivelamento do debate a uma retórica plebiscitária onde muitos dos “bárbaros” dos anos passados tornaram-se “civilizados” (o cidadão ex-PGR, o infame Barbosa, a rapaziada do lombo nos pobres agrupado entorno da social-democracia brasileira, entre outros). O que valeu no debate, do outro lado do espectro político, foi a retórica da Guerra Fria, do perigo comunista, que agora de maneira explícita ganhou as ruas. Anteriormente, o governo do Partido dos Trabalhadores tinha que fazer uma democracia não exatamente pactuada, mas negociada, único meio de fugir do neomacartismo ainda difuso, porém presente em tudo o que se refere a políticas de desenvolvimento social e soberania nacional.

Essa situação de confusão generalizada, iniciada com a guerra irregular promovida por Estados estrangeiros contra nosso país a partir de 2013, nivelou o debate por baixo e a canalha ganhou pelo fato mesmo ter sido vitoriosa, com anos de antecedência, de rebaixar os temas de maior importância para o país. Em 2006, Alckmin se sentiu coagido com as acusações de que privatizaria tudo e foi obrigado a desmentir (claramente um oportunismo eleitoral) e chegou a vestir um boné do Banco do Brasil (como tucanos gostam de bancos…); em 2010, foi o sucesso econômico estrondoso do segundo governo de Lula que alçou, apesar da campanha escandalosa de José Serra (que até na contratação de um guru indiano para influenciar a eleição pelas redes, nesse sentido, prefigurou Bolsonaro); em 2014, ainda com bons resultados econômicos e uma campanha voltada para esses temas (onde figura a famosa peça publicitária onde os banqueiros retiravam a comida da mesa dos trabalhadores), por uma margem apertadíssima, vencemos novamente. Digo e repito: perdemos a eleição quando deixamos o nível do debate cair, ou seja, quando esse debate virou uma farsa da retórica da época da Guerra Fria.

Com a população imaturamente entregue a esse novo e velho paradigma, está dentro do horizonte da normalidade práticas extintas desde o pacto nacional que resultou na Constituição de 1988. A violência volta às manchetes e não recrudescerá tão cedo. Violência social, política e econômica: esse o “pacote Bolsonaro”. O problema é que vivemos numa sociedade muito mais complexa do que a da década de 1960-70. Além do mais, os avanços políticos, sociais, econômicos e mesmo institucionais foram enormes durante os três mandatos presidenciais onde o PT conseguiu governar com relativa liberdade. Diante desse quadro, tudo o que Bolsonaro faz acaba por produzir um barulho ensurdecedor até para o próprio futuro presidente. Ele é refém do medo que incute em muitos. E isso é antigo e já foi amplamente documentado.

Não é inoportuno lembrar dos genocídios cometidos durante o governo do Farol de Alexandria, desde Eldorado dos Carajás até a situação de fome crônica, ao final de seu mandato e relato em famosa reportagem, onde uma criança morria a cada cinco minutos de fome ou de doenças relacionadas a fome. Não é inoportuno lembrar que ele entrou no governo dando um golpe de Estado, estuprando a Constituição, ao vender os bens nacionais do subsolo; que continuou no poder pela compra de votos (caso este com dinheiro rastreado e deputados que assumiram participarem do caso) e por uma indecente manipulação cambial para os brasileiros (a classe-média) continuar a acreditar que um real valia um dólar. Valia mesmo a sua reeleição. Esse é o genocídio “sem cerol”.

Por causa das movimentações de setores heterodoxos da elite brasileira, que alcança os altos financistas até militares de pijama, passando inevitavelmente pelo judiciário e a mídia, o debate nacional, como disse, foi relegado para seu pior nível em anos. Embarcou nessa todos os principais atores políticos por razões das mais variadas. Enquanto Aldo Rebelo, por exemplo, foi escorraçado do debate tanto por problemas partidários como por não conseguir colocar sua pauta em discussão (seria alguém com interlocução junto aos militares e que preza pela soberania popular), Ciro Gomes foi alvo de um campanha infamante para a população, por parte de veículos progressistas, que viam nele Dom Sebastião. Não acredito em Aldo presidente, mas penso que sua candidatura pelo PSB seria bem mais construtiva do que a que se formou nos retalhos do antigo partido brizolista. No mais, ver Ciro Gomes como um novo Leonel Brizola, como pousou durante a campanha, é uma piada tão grotesca quanto as toscas manifestações públicas de Jair Bolsonaro.

Frente a campanha por uma ampla frente democrática (talvez se deva lembrar que uma frente como essa foi criada com Juscelino, Jango, Lacerda e Brizola, e desbaratada pela Operação Condor) se deve compreender que ela sempre foi mais do que necessária desde o golpe. O movimento de agora é apenas sua continuação. Precisamos de um grande consenso patriótico e internacional que nenhuma “operação” estrangeira pode abortar, tampouco ser desmontada por parasitas internos. Isso não quer dizer que as discussões dentro dessa Frente não tenham que ser as mais francas possíveis. O Golpe não vencerá!

A necessidade de um novo debate diante da nova Guerra Fria

Por um conjunto de problemas complexos, os mais arraigados arcaísmos da mentalidade nacional – nesse caso, o militarismo – voltou com a promessa de ser um deus ex machina. O estado de exceção não poderá iniciar com a presidência de Jair Bolsonaro. Ele irá se aprofundar e agora sem máscaras e sem nenhum pudor. É improvável que uma política da Guerra Fria consiga se estabelecer de maneira perene na quadra atual de nossa história. O próprio fato de ser criado agora super-ministérios tem a perspectiva de tanto poder destruir com muita rapidez a economia e a sociedade brasileiras, quanto fazer cair aceleradamente em descrédito os novos taumaturgos investidos com seus novos poderes mágicos. A opção por Bolsonaro foi a opção pela instabilidade, como seria a continuação de um governo Temer ou de um tucano de qualquer estirpe.

A democracia começou a se estabelecer no país a partir de 2003. A proposta central de Haddad no plano de governo que começou a elaborar para a candidatura do presidente Lula é a reforma bancária, assim como a revogação do pacote de maldade da Ponte para o Futuro. A luta contra os monopólios do sistema financeiro nacional foi o último grande feito do governo Dilma, que logo depois teve que enfrentar as instabilidades de junho de 2013, momento a partir do qual sua popularidade cada vez mais declinou, até perder a governabilidade no consórcio Cunha/Temer-PSDB-Lava-Jato. Essa proposta central de Haddad é a retomada de onde parou o governo Dilma. E ela indica algo além.

Assim como sequestrou a chamada “teoria da dependência” de Rui Mauro Marini, Vânia Bambirra e outros, FHC sequestrou para si o projeto do Plano Real. Em sua simplicidade, foi um projeto de enxugamento monetário feito em etapas, mas que precisaria de um robusto projeto macroeconômico para se tornar perene. Em resumo, o aumento da produtividade é o que contém a inflação. O outro modo de contê-la é praticar medidas recessivas para manter o nível de circulação monetária baixa. Foi o que os tucanos fizeram e quebraram três vezes o país. As amarras macroeconômicas do Plano Real de FHC não foram mexidas com Lula ou Dilma. Se atacou apenas pelos flancos. Não é entendido até agora que não adianta acabar com a inflação e continuar a carestia. Não adianta o filé mignon custar 1 real se não há um real para ser gasto com carne. Pelo contrário, os centavos na mão do trabalhador mal remunerado, sem direitos ou desempregado, vai para outros produtos que não a carne, por exemplo. E mesmo esses produtos mais básicos ainda continuam caros para quem tem muito pouco dinheiro.

Ao lado da falcatrua do Plano Real, o problema da dívida também foi flanqueada por Lula e Dilma (ela reduziu consideravelmente), mas não atacada diretamente. Enquanto não se fazer a auditoria da dívida, em boa parte baseada em contratos ilegais, boa parte do orçamento público continuará congelado. Esses seriam os debates centrais dessa segunda década do século XXI depois dos avanços democráticos iniciados em 2003. Se a campanha anti-corrupção tem bases teológicas, a campanha a favor da criação de crédito barato e de longo prazo para amplos setores da sociedade margeia igualmente argumentos teológicos. A capacidade não de culpar (a dívida, a corrupção), mas de dar crédito, ou seja, o maior número de oportunidades possíveis a todos, é o que constitui o que se chama de caridade.

Uma nova Guerra Fria, entretanto, é o status não só do Brasil, mas do mundo como um todo. Na situação atual, o governo eleito tem amplas chances de ser um retumbante fracasso. Caso seja “bem-sucedido”, o risco é de haver divisões territoriais no país, algo esconjurado desde a época do Barão do Rio Branco (ainda que tenha voltado tal risco durante os dramáticos movimentos ao redor de 1964). Uma nota histórica eu acredito que deva ser mencionada: na Rússia da década de 1990, passou a existir uma ampla revisão historiográfica a respeito do stalinismo. Diante da catástrofe em que caiu o país com a abertura econômica, quando virou um narco-Estado, muitos acharam que Stálin foi menos pior. Tudo isso é muito anacrônico e nos diz mais a respeito do sintoma de uma época do que nos precisa algo objetivamente relevante. Um Stálin no século XXI, um Pinochet ou quem quer que seja, seria tão ruim como foi nos anos em que governaram, com nuances agora diferenciadas. Entre o genocídio “com ou sem cerol”, o importante é ver que, com níveis de ruídos diferenciados, o resultado é muito parecido.

Meu descrédito em relação a Bolsonaro continua, tanto para o bem quanto para o mal. Ele é um homem muito pequeno para o grande momento histórico que vivemos no mundo. Contudo, antes de cair, antes de sumir da vida pública de uma maneira ou de outra (por auto-golpe, impeachment ou por um destino similar ao de FHC, caso tenha o privilégio), temos que ficar atentos, assim como seria num governo Alckmin ou Marina ou Barbosa ou Huck ou Amoedo ou Dória (o filho do Santo poderia ter sido nosso herdeiro…). Qualquer ato de cada um desses, alguns com mais e outros com menos barulho, ameaça imediatamente a vida da população como um todo. Perdendo a eleição para esses setores elitistas, hoje ou ontem, de qualquer maneira teríamos que nos organizar para a resistência. O tosco governo Temer, em pouquíssimo tempo, levou quantos para a miséria? A fúria lavajateira ainda nos governos petistas levaram mais quantos? Todas essas são diferentes formas de opressão. Enquanto vivermos um estado de exceção, a luta sempre continuará. E muitos morrem, de formas variadas.

Que o medo anti-comunista possa dar lugar a resplandecente esperança no futuro que tivemos nos anos áureos de 2006 a 2012. No plano internacional, a opção pela “segurança nacional” (FBI, CIA, MI6 e demais órgãos de segurança) e pela solução militar, todas essas plataformas dos neocons, parece cada vez mais desacreditada. A China e a Rússia são parceiros sólidos para o futuro do Brasil e de um mundo multipolar. Esse é o desenho que se avizinha. Por agora, vamos brincar com o Bozo como fizemos com o boneco de Judas, o Temer. Teríamos que fazer isso também com Moros e Dellagnois e Bonners e Macedos. A resistência se avoluma e filhos e pais, mães e avós tendem a crescer em compreensão da realidade, sofrendo na pele ou no bolso ou em ambos. Fomos jogados às feras sem direito a morte controlada como a das cadeiras elétricas. Uma morte “tucana”. Mas isso não perdurará!

Tu, castrista maior, não será mais a ilusão brasileira!

Sua vitória é o sinal de sua queda. Temos agora mais um oportunista que, no tempo adequado, irá para a vala comum da história. Nada a Temer!