O Rio Negro, de Nei Lopes, e a “degeneração dos negros”, de Octavio Ianni

Em seu romance Rio Negro, 50, Nei Lopes atualiza a antiga discussão sobre a “cordialidade brasileira” em contraposição a um debate da época ambientada no livro, relativa a chamada “revolução brasileira”. Na academia, as discussões não avançaram muito, ainda apegadas ao Édipo correspondente à identidade nacional, a do “homem cordial”. Porém o professor João Cezar de Castro Rocha mostra um caso flagrante de, no mínimo, desonestidade intelectual na leitura sobre o tema, vinda da Escola Paulista de Sociologia através da figura de Octavio Ianni. O presente texto pretende contrapor a abordagem ficcional a acadêmica, caminho que pode abrir novas perspectivas para a leitura de alguns dos clássicos formadores da história do Brasil.

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