A captura do debate da Auditoria da Dívida pelos economistas acadêmicos

Formou-se um curioso debate entre professores, pesquisadores e pessoas que ocuparam cargos importantes no governo federal – todos economistas de profissão -, com o objetivo de dar maior precisão ao “gráfico em forma de pizza” da Auditoria Cidadã da Dívida. Correndo por fora do debate, pôde ser visto a dedicação do inteligente blogueiro do Cafezinho em corrigir a hipotética inflação do impacto da dívida pública no orçamento público, após a repetição de Ciro Gomes, em live, dos números do “gráfico em pizza”.

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Putin e a busca por um novo Bretton Woods

A atual mudança geral da estrutura do governo da Rússia não tem relação, como a mídia internacional quer fazer crer, com a tentativa de implantar uma ditadura no país com Putin como novo Czar. Essa é a leitura da City de Londres, da The Economist e de todos os órgãos informativos que somente repercutem as ordens de seu senhores. Posicionando-se assim, ignoram os conflitos políticos internos do país, assim como o novo desenho econômico internacional hoje capitaneado por Rússia e China após a dissolução dos BRICS. É preciso olhar para Rússia sem o temor macartista, ou seja, através das lentes do imperialismo internacional. Um “novo pacto” é necessário, não apenas no Brasil como no mundo, para que se alcance novamente o crescimento econômico e o bem estar das populações, sem a praga do monetarismo e os fantasmas produzidos pela imprensa oligopolizada do eixo transatlântico.

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Da Crise do Petróleo ao atual paradigma monetário internacional

Eleanor e Franklin Roosevelt em agosto de 1932. Luta contínua para um sistema econômico internacional mais justo e de crescimento conjunto.

Importantes medidas políticas da década de 1970 criaram o atual mercado de alto risco e o de derivativos, além do permanente sistema da dívida dos países latino-americanos. Esse foi a época em que o antigo império territorial britânico se transformou num império predominantemente financeiro. Não um segundo Império Britânico, mas o mesmo, atuando em configurações diversas. A compreensão dessa mudança de paradigma econômico é fundamental para se compreender os motivos de a economia internacional, atualmente, estar “congelada”: à beira da falência e ao mesmo tempo em que nunca foi tão dependente dos mecanismos financeiros criados a partir de 1970.

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