Fechar fronteiras? Fechar o marcado financeiro!

Franklin Roosevelt é uma figura da história sempre mencionada quando se quer justificar gastos públicos. Seu sinônimo é New Deal. Contudo, jamais é lembrada a lei criada por ele em 1933 chamada Glass-Steagall. Foi uma lei de separação bancária, onde os bancos que trabalham com fundos especulativos não poderiam gerir a poupança e a conta corrente dos cidadãos. Assim, ele pôs sob novas bases o sistema monetário estadunidense e permitiu o boom industrial do país depois da crise de 1929. Decretou um feriado bancário, reorganizou o sistema e inaugurou um amplo projeto de ciência, infraestrutura e criação de empregos. Sem falar da Comissão Pecora, que julgou os crimes cometidos pelo mercado e seus agentes e que culminou na crise de 29, algo que hoje poderia ser de importância similar ao que foi o Tribunal de Nuremberg no pós-guerra…

Fala de Helga Zepp-LaRouche, fundadora e presidenta do Instituto Schiller, em 18 de março de 2020

É absolutamente claro que, depois da montanha russa e as perdas dramáticas nos mercados financeiros nos últimos dias, a crise sistêmica está saindo de controle.

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Direita, extrema-direita e os arquivos da ditadura

Tanto a direita liberal ou “socialdemocrata” quanto a extrema direita, igualmente similares em inúmeros outros aspectos, nunca tiveram à altura para lidar com os arquivos da ditadura. No caso da extrema-direita, parece que sua chegada ao poder fez acelerar o processo de reflexão sobre o autoritarismo conjugado ao neoliberalismo, ou seja, toda a história recente, em especial de 1964 a 2003.

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E os neoliberais querem voltar a ser “social-democratas”…

Liberalismo bonitinho e cheiroso

A posição atual de Andre Lara Resende não pode ser vista em separado das movimentações de Jorge Paulo Lemann. Se o PSDB foi praticamente a madrinha do golpe de Estado, forneceu quadros técnicos e planos políticos-econômicos para o governo Temer e, como que numa falha de cálculo, pariu o liberalismo tosco de Guedes e Bolsonaro, nada mais natural que essa ala “mais esclarecida” do liberalismo tenha que influenciar a política nacional com uma roupa diferente. Capitalismo e anarquia.

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Carluxo e o subjetivismo do pobre

Uma releitura, 17 anos depois, de um texto clássico de Silviano Santiago. Como comparar o “cosmopolitismo do pobre”, ou seja, sua inserção no mundo globalizado, com a entrada da subjetividade dos pobres em plena praça pública? Carluxo, intelectual orgânico de um novo Brasil, soube responder a esse dilema, fazendo eco a amplos setores da nossa sociedade. Silviano e talvez até mesmo a globalização sequer imaginaram que poderiam chegar tão longe…

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Capitalismo e anarquia

O euro, antes de se justificar como um projeto político, econômico ou social, parece tirar sua legitimidade de uma imaginação toda ela assentada em motivações de fundo histórico-cultural. A Europa foi o palco as duas maiores guerras da humanidade. Palco que se estendeu à imensa Rússia e fez por força inventar a maior reação de todas, a Grande Guerra Patriótica. Mais de 30 milhões de russos mortos…

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