Hélio-3: o combustível do futuro no satélite natural da Terra

 (Foto: AFP Photo/Mark Ralston)

Texto traduzido por mim do site da tv chinesa CGTN

Nenhum ser humano colocou os pés na superfície lunar desde que a missão americana Apollo terminou, em 1972. Desde quase cinco décadas para cá, a lua não é mais vista apenas como o satélite natural da Terra.

Independente de missões tecnológicas, os cientistas têm pesquisado ao longo dos anos a presença de metais preciosos e fontes energéticas desconhecidas que possam ser usadas na Terra.

Mas por que as pessoas continuam a trabalhar na exploração da lua? Talvez aqui possa estar a resposta.

Continue lendo “Hélio-3: o combustível do futuro no satélite natural da Terra”

Os objetivos do Brasil e o astronazi

O astronazi e o astro nazi

Muito obrigado a todos os que conheceram e acompanharam o blog durante este ano!

As nações tem que alcançar a dinâmica necessária para que não ocorra o desenvolvimento científico e tecnológico sem a preocupação com o social – esse o grande desafio do século XXI. Assim, o astronazi e o astro nazi parecem se mover na contramão da história. Não é o setor de Ciência e Tecnologia, mas o governo como um todo, que se move para o genocídio do social. A ciência e a tecnologia, nesse enquadramento, se torna uma quimera, como foi no governo Temer e de Collor a FHC.

O artigo segue abaixo.

Continue lendo “Os objetivos do Brasil e o astronazi”

A volta da “normalidade democrática” com Bolsonaro vale alguma coisa?

E na hipótese improvável dele desmentir o cartaz?

As críticas que mais se avolumam contra Bolsonaro visam em boa parte aspectos meramente formais. Sua personalidade, junto a ministros de origem e posições mais do que duvidosas, além de velhos militares, compõem um caldo cultural indigesto.

Além do mais, existe a trupe familiar que acompanha o vencedor da fraude eleitoral, que acredita piamente que Donald Trump é o tio Patinhas. Dessa forma, muitos chegaram a manifestar saudades do Temer, em memes da internet muito engraçados.

Porém, apesar da aparência medonha, o terrível em seu governo é o mero fato de ser a continuação do governo Temer que, por sua vez, foi um apêndice do projeto tucano neoliberal fracassado tanto nas urnas quanto no dia a dia da administração pública.

Se existe um marco inicial do “estado de exceção” no Brasil foi o estupro da Constituição brasileira durante o primeiro mandato de FHC, quando abriu ao estrangeiro a posse das riquezas minerais do país.Os governo do PT de alguma forma conseguiram suspender a exceção. No caso, foram governos de exceção que paralisaram o estado de exceção permanente.

Depois das confusões políticas que seguiram as jornadas de junho de 2013, o governo de Dilma se perdeu em especulações a respeito de uma nova Assembléia Constituinte. O problema, contudo, não é criar uma nova constituição, mas fazer valer os artigos dela que foram suspensos (ea privataria é um caso exemplar) e efetivar inúmeros outros dispositivos que visam o cumprimento amplo e irrestrito do fundo social que baseia a lei maior brasileira.

Sem uma revisão histórica dos últimos 30 anos, todas as críticas, por melhores que sejam, esbarram na mera formalidade. Aliado a uma visão algo distorcida dos movimentos políticos verdadeiramente intestinos que hoje passa o mundo, a proliferação de palavras sobre Bolsonaro, em muito dos casos, não leva a lugar nenhum.

Se houve um ponto, no plano discursivo, que fez Haddad perder as eleições, foi o esquecimento durante o segundo turno da bandeira do referendo revogatório e a associação Temer-Bolsonaro. Optou-se pela crítica mais ampla e também mais genérica do fascismo. Se o fascismo é o estado de exceção em pleno vigor, Collor e FHC são fascistas também, independentemente da aparência exterior desses governos. O estado de exceção só é desarmado com a volta às bases sociais, o que corresponde não a um discurso genérico, mas ao discurso popular, tão bem encarnado por Lula, capturado pelo tema do “combate a corrupção”.

Nenhuma “nova esquerda” pode oferecer solução eficaz se não aderir ao velho e bom nacionalismo e, no plano internacional, não buscar uma “aliança internacional das esquerdas”, mas voltar para a Rússia e a China, para a defesa intransigente da América Latina, ou seja, para o projeto dos BRICS. Esse é o papel de liderança que o país deve ter. Todas as críticas formais convergem para a especulação.

Continue lendo “A volta da “normalidade democrática” com Bolsonaro vale alguma coisa?”

Paradigmas para o combate a fome: China, Cuba, Brasil

 

Tanto a China quanto a Rússia, nos últimos anos, tem anunciado metas ambiciosas de combate à pobreza. Como tudo o que é chinês, é grandioso o que se diz naquele país sobre o fim da fome e da miséria. Contudo, somente depois de cumpridas condições bem particulares, os dois países asiáticos se lançaram nessa campanha. O Brasil continua sendo, no século XXI, o modelo para outros países. Não muito diferente do que foi Cuba para o século passado. O ponto a ser considerado é por que, até hoje, a atenção ao social se moveu de maneira paralela, porém não concomitante, ao desenvolvimento científico e tecnológico. E isso desde os grandes surtos industrializantes no século XIX, seja nos EUA ou na Alemanha, como casos clássicos.

Continue lendo “Paradigmas para o combate a fome: China, Cuba, Brasil”

A ciência para acabar com a pobreza: se a China pode, por que não podemos?

A ciência para acabar com a pobreza: se a China pode, por que não podemos?

Traduzido por mim para a Executive Intelligence Review

 

O Instituto Schiller está circulando essa resolução a nível internacional.

Junte-se a nós!

Atualmente existem mais de 200 milhões de pessoas pobres na Iberoamérica e no Caribe – quase um terço da população total da região – e esta porcentagem tem crescido nos últimos anos. A pobreza não é uma condição natural do homem; ela pode ser eliminada em uma geração. Mas não se vai chegar a esse resultado agindo como se o problema não existisse, nem lamentando o triste fato, nos resignando frente a sua existência; muito menos adotando posturas ideológicas tão impotentes como falsas, como por exemplo, colocando a culpa nos “mercados”.

A China tem demonstrado que se pode eliminar a pobreza e que há uma ciência para isso. A China reduziu o número de pobres de 875 milhões em 1981, a 30 milhões em 2018 – uma redução de 97%! –, segundo as estatísticas do Banco Mundial. E o governo de Xi Jinping se comprometeu a eliminar completamente a pobreza no país até o ano 2020.

Continue lendo “A ciência para acabar com a pobreza: se a China pode, por que não podemos?”

O Fórum China-Celac abraça a iniciativa chinesa Um Cinturão, Uma Rota: Fará os EUA?

Fonte Portal Vermelho
A China propõe a América Latina investimentos massivos em ciência, tecnologia e infraestrutura. Com o esvaziamento dos BRICS em nossa região depois do golpe parlamentar e judiciário, a reunião da CELAC propõe, em sua segunda reunião em conjunto com a China, um ambicioso Plano de Ação que poderá conectar todo o continente tanto pela construção de modernas ferrovias quanto por via marítima, através da Rota da Seda Marítima. É um movimento anti-hegemônico, fora dos ditados monetaristas e austericidas da comunidade financeira transatlântica (City de Londres e Wall Street), e que aponta para um futuro promissor, num mundo multipolar, através do que os chineses chama de “parceria ganha-ganha”. Não “geopolítica”, mas o desenvolvimento conjunto das nações.

Continue lendo “O Fórum China-Celac abraça a iniciativa chinesa Um Cinturão, Uma Rota: Fará os EUA?”