A nova esquerda política e a luta de classes no Brasil

Barack Obama foi o último grande triunfo do Império. Realizou guerras intermináveis mais do que qualquer outro de seus antecessores, programava todas as terças assassinatos de “dissidentes”, imprimiu uma quantidade quase infinita de dólar para capitalizar fundos especulativos que criaram o novo precariato através da fintechs, organizou um sem número de golpes de Estado mundo afora. Apesar disso, ganhou um Oscar e um premio Nobel da Paz e é a bandeira de determinado tipo de “progressismo” de esquerda baseada numa noção de inclusão com uma visão muito restrita dos problemas sociais e da incrível crise econômica que só se agravou após 2008. Como a nova esquerda política, no Brasil, tem lidado com esses desafios depois da repaginação do imperialismo? Como se organizar atualmente a luta de classes? Qual sentido de democracia hoje nos orienta? É essa uma das questões que tento trabalhar nesse novo programa.

YOUTUBE: https://youtu.be/StYyHF-gkic

PODCAST: https://anchor.fm/rogeriomattos/episodes/A-nova-esquerda-poltica-e-a-luta-de-classes-no-Brasil-e1k55kd

Sobre a falácia da “armadilha da dívida” chinesa

Em 2018, um think thank norte-americano associado a Universidade de Harvard lançou o termo “chinese debtbook diplomacy”. Com a difusão da suposta “armadilha da dívida” pelos meios de comunicação, acreditou-se que era uma noção vinda da Índia como forma de se contrapor à influência chinesa por toda a Ásia. A falácia da crítica aos mecanismos de créditos da China para suas obras fora do país resulta numa dupla incompreensão: a de que a “dívida chinesa” é predominante no componente total da dívida dos países envolvidos e de que os empréstimos envolvem condicionalidades que, tais como armadilhas, acabam escravizando o país que recorre a eles. Ver os casos do Paquistão e do Sri Lanka (seus problemas de dívida, de infraestrutura e, em especial, no setor elétrico) fornece subsídios para se pensar a composição da dívida pública brasileira frente aos desafios atuais para nosso desenvolvimento.

YOUTUBE: https://youtu.be/C0DUqocFVR8

PODCAST: https://anchor.fm/rogeriomattos/episodes/Sobre-a-falcia-da-armadilha-da-dvida-chinesa-e1k3hdq

China e África: paz através do desenvolvimento

Por Hussein Askary (Instinto Rota da Seda – Suécia) para o China Daily

Dois eventos recentes consolidaram a ideia de que o desenvolvimento econômico e a cooperação são os principais motores da política externa chinesa. Apesar das provocações políticas e militares das potências ocidentais, especialmente dos Estados Unidos, a China tem afirmado que quaisquer problemas entre países podem ser resolvidos aderindo ao direito internacional baseado na Carta da ONU e construindo pontes econômicas e culturais através das fronteiras.

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Como anda a loucura militar americana: os preparativos para a guerra com China

À primeira vista pode ser difícil de acreditar, mas pelo menos desde Bush pai, Donald Trump é o primeiro presidente americano que não iniciou uma guerra no exterior. Ele traz isso, talvez, como seu único fator positivo, o que o faz manter sua promessa de campanha de 2016. E se de fato continuar assim será uma imensa vantagem. Contudo, Mike Pompeo não dorme um dia sequer sem pensar em como recolocar a máquina bélica em pleno funcionamento…

Do outro lado, os democratas trazem todo o Partido da Guerra com eles (consenso bipartidário) e nenhuma boa proposta para a economia. É até curioso: recentemente, a OTAN virou ambientalista e finalmente promoveu o tão esperado encontro da máquina política da guerra com a da destruição econômica, ou seja, o Green New Deal.

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Hélio-3: o combustível do futuro no satélite natural da Terra

 (Foto: AFP Photo/Mark Ralston)

Texto traduzido por mim do site da tv chinesa CGTN

Nenhum ser humano colocou os pés na superfície lunar desde que a missão americana Apollo terminou, em 1972. Desde quase cinco décadas para cá, a lua não é mais vista apenas como o satélite natural da Terra.

Independente de missões tecnológicas, os cientistas têm pesquisado ao longo dos anos a presença de metais preciosos e fontes energéticas desconhecidas que possam ser usadas na Terra.

Mas por que as pessoas continuam a trabalhar na exploração da lua? Talvez aqui possa estar a resposta.

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Os objetivos do Brasil e o astronazi

O astronazi e o astro nazi

Muito obrigado a todos os que conheceram e acompanharam o blog durante este ano!

As nações tem que alcançar a dinâmica necessária para que não ocorra o desenvolvimento científico e tecnológico sem a preocupação com o social – esse o grande desafio do século XXI. Assim, o astronazi e o astro nazi parecem se mover na contramão da história. Não é o setor de Ciência e Tecnologia, mas o governo como um todo, que se move para o genocídio do social. A ciência e a tecnologia, nesse enquadramento, se torna uma quimera, como foi no governo Temer e de Collor a FHC.

O artigo segue abaixo.

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A volta da “normalidade democrática” com Bolsonaro vale alguma coisa?

E na hipótese improvável dele desmentir o cartaz?

As críticas que mais se avolumam contra Bolsonaro visam em boa parte aspectos meramente formais. Sua personalidade, junto a ministros de origem e posições mais do que duvidosas, além de velhos militares, compõem um caldo cultural indigesto.

Além do mais, existe a trupe familiar que acompanha o vencedor da fraude eleitoral, que acredita piamente que Donald Trump é o tio Patinhas. Dessa forma, muitos chegaram a manifestar saudades do Temer, em memes da internet muito engraçados.

Porém, apesar da aparência medonha, o terrível em seu governo é o mero fato de ser a continuação do governo Temer que, por sua vez, foi um apêndice do projeto tucano neoliberal fracassado tanto nas urnas quanto no dia a dia da administração pública.

Se existe um marco inicial do “estado de exceção” no Brasil foi o estupro da Constituição brasileira durante o primeiro mandato de FHC, quando abriu ao estrangeiro a posse das riquezas minerais do país.Os governo do PT de alguma forma conseguiram suspender a exceção. No caso, foram governos de exceção que paralisaram o estado de exceção permanente.

Depois das confusões políticas que seguiram as jornadas de junho de 2013, o governo de Dilma se perdeu em especulações a respeito de uma nova Assembléia Constituinte. O problema, contudo, não é criar uma nova constituição, mas fazer valer os artigos dela que foram suspensos (ea privataria é um caso exemplar) e efetivar inúmeros outros dispositivos que visam o cumprimento amplo e irrestrito do fundo social que baseia a lei maior brasileira.

Sem uma revisão histórica dos últimos 30 anos, todas as críticas, por melhores que sejam, esbarram na mera formalidade. Aliado a uma visão algo distorcida dos movimentos políticos verdadeiramente intestinos que hoje passa o mundo, a proliferação de palavras sobre Bolsonaro, em muito dos casos, não leva a lugar nenhum.

Se houve um ponto, no plano discursivo, que fez Haddad perder as eleições, foi o esquecimento durante o segundo turno da bandeira do referendo revogatório e a associação Temer-Bolsonaro. Optou-se pela crítica mais ampla e também mais genérica do fascismo. Se o fascismo é o estado de exceção em pleno vigor, Collor e FHC são fascistas também, independentemente da aparência exterior desses governos. O estado de exceção só é desarmado com a volta às bases sociais, o que corresponde não a um discurso genérico, mas ao discurso popular, tão bem encarnado por Lula, capturado pelo tema do “combate a corrupção”.

Nenhuma “nova esquerda” pode oferecer solução eficaz se não aderir ao velho e bom nacionalismo e, no plano internacional, não buscar uma “aliança internacional das esquerdas”, mas voltar para a Rússia e a China, para a defesa intransigente da América Latina, ou seja, para o projeto dos BRICS. Esse é o papel de liderança que o país deve ter. Todas as críticas formais convergem para a especulação.

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Paradigmas para o combate a fome: China, Cuba, Brasil

 

Tanto a China quanto a Rússia, nos últimos anos, tem anunciado metas ambiciosas de combate à pobreza. Como tudo o que é chinês, é grandioso o que se diz naquele país sobre o fim da fome e da miséria. Contudo, somente depois de cumpridas condições bem particulares, os dois países asiáticos se lançaram nessa campanha. O Brasil continua sendo, no século XXI, o modelo para outros países. Não muito diferente do que foi Cuba para o século passado. O ponto a ser considerado é por que, até hoje, a atenção ao social se moveu de maneira paralela, porém não concomitante, ao desenvolvimento científico e tecnológico. E isso desde os grandes surtos industrializantes no século XIX, seja nos EUA ou na Alemanha, como casos clássicos.

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A ciência para acabar com a pobreza: se a China pode, por que não podemos?

A ciência para acabar com a pobreza: se a China pode, por que não podemos?

Traduzido por mim para a Executive Intelligence Review

 

O Instituto Schiller está circulando essa resolução a nível internacional.

Junte-se a nós!

Atualmente existem mais de 200 milhões de pessoas pobres na Iberoamérica e no Caribe – quase um terço da população total da região – e esta porcentagem tem crescido nos últimos anos. A pobreza não é uma condição natural do homem; ela pode ser eliminada em uma geração. Mas não se vai chegar a esse resultado agindo como se o problema não existisse, nem lamentando o triste fato, nos resignando frente a sua existência; muito menos adotando posturas ideológicas tão impotentes como falsas, como por exemplo, colocando a culpa nos “mercados”.

A China tem demonstrado que se pode eliminar a pobreza e que há uma ciência para isso. A China reduziu o número de pobres de 875 milhões em 1981, a 30 milhões em 2018 – uma redução de 97%! –, segundo as estatísticas do Banco Mundial. E o governo de Xi Jinping se comprometeu a eliminar completamente a pobreza no país até o ano 2020.

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