Veredas: um grande consenso patriótico e internacional

Os Sertões e nosso combate contra o diabo do autoritarismo

Guimarães Rosa divide seu Sertão entre dois grupos políticos principais. Se lermos esse romance como um trabalho artístico de fato, ou seja, como metáfora ou alegoria relativos a um processo social real, ele pode trazer alguns subsídios para compreender o que vivenciamos atualmente. […]

Facebook começa a censurar páginas de esquerda, cinicamente

 

O velho DIP do dr. Getúlio ou a liberdade das “redes sociais”?

A ação de censura do Facebook mostra como acusação divulgada no Jornal Nacional, repercutindo investigação recém aberta do Ministério Público, serviu de álibi para desestruturar páginas de esquerda, mesmo algumas que existem há anos, com centenas de milhares de seguidores. Também páginas do próprio Partido dos Trabalhadores tiveram seus administradores expulsos sem aviso prévio ou direito de defesa.

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Aldo entre as “novas” esquerda e direita

 

Aldo Rebelo foi para o PSB disposto a “bater chapa” com o Joaquim Barbosa. Sua permanência no partido seria fundamental para procurar fazê-lo voltar a suas origens, que remontam à militância do avô de Eduardo Campos, Miguel Arraes. Com escolha de Joaquim Barbosa sem a necessidade de eleições internas, ganhou a ala dos oportunistas, a ala paulista e golpista, e ele saiu fora. Dizem alguns que Aldo está “um pouco perdido”. Deve estar mesmo, já que perdeu para a “nova esquerda” no antigo partido dele (com suas pautas multiculturalistas e identitárias) e agora para a “nova direita” com a infeliz trajetória do PSB, mas isso não retira a importância política dessa discreta e importante liderança política, para muito além do tipo de “esquerdismo ilustrado” dos que defendem Ciro Gomes.

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Aldo Rebelo: misturar-se de uma vez com o todo

@aldorebelo
Foi difícil resumir o texto para apresentá-lo aqui na chamada. Fica só um breve parágrafo logo abaixo e que dificilmente dá conta do todo. Para quem acha que entende de política e de políticos, mas não conhece o papel de verdadeiro protagonista de Aldo Rebelo agora e nos últimos anos – pelo menos – não entende nada nem de uma nem dos outros. Ampliar o campo de nossa visão, compreender as diferentes estratégias, são as armas mais básicas para se ter a consciência tranquila e ter domínio da prática política mais concreta. Talvez isso que, muito simplesmente, a figura de Aldo Rebelo (na imagem, trajado como o Manuelzão de Guimarães Rosa) representa.

“Misturar-se de uma vez com o todo é saber da plataforma importante que foi construída ao longo dos anos, uma verdadeira abertura social que dificilmente será encerrada como esperam toda a histeria e sanha persecutória de seus inimigos. Misturar-se é ter a clara consciência do que é todo esse trabalho, de como ele se desenvolve, sem apelos a palavras de ordem ou a ideologias de gênero variado. Aldo Rebelo, como um homem simples acima de tudo, encarna esses ideais e por isso é um interlocutor privilegiado do lado democrático de nosso país. Escrever sua biografia seria escrever a história contemporânea do Brasil sob um ponto de vista privilegiado, no que muito ajudaria, em seu aspecto conjuntural, a entrever as conquistas e os desafios que estão vindo pela frente”.

Esse texto pode ser considerado também como a anti-imagem de Ciro Gomes. A ver.

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Por que um novo Bogotazo? Por que assassinar politicamente Lula?

Uma das imagens do infame Bogotazo

Da página criada por esse blogueiro, União Revolução e Estado Democrático. Clique no link e siga a página.

Por que assassinar Gaitán?

O ministro Eugênio Aragão, em publicação essa semana na revista Carta Capital (985), faz um chamado à paz, mesmo que esta seja considerada como um grito de guerra: “sempre é bom lembrar duas coisas: uma, como já dizia Lafayette, pode-se fazer muitas coisas com baionetas, menos sentar-se em cima delas; outra, a história é um processo contínuo e sua marcha é inexorável; quanto mais se reprime, mais a resposta será dura. Senão hoje, amanhã ou depois”.

Defender Lula é defender o processo menos traumático para nossa democracia, pensando mesmo no lado dos nossos opositores: “a saída negociada ainda é a que oferece menos riscos e pode desembocar num cenário de transição mais suave. Lula é essa saída. Fechá-la é abrir espaço para o descontrole do processo político, que vitimizará, em primeiro lugar, os repressores e seus instigadores”..

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Já ir, Bolsonaro? O candidato humano, demasiado humano

Bolsomimo

Aquele que tem medo, aquele que gera o ódio mas não sabe dele se livrar. Muito humano, demasiado. Quase como o anão, o Temer. Para quê temer Bolsonaro? Uma espuma, um vento, uma mera trovoada. Para quem assistiu a cultura da década de 1990, inebriante e efêmero como É o Tchan! Bolsonaro é a Carla Perez da vez. Indiscutivelmente pornográfico. E fugaz.

Masturbações…

Como Temer, ele é a reedição intempestiva da cultura e da política dos 1990, e Bolsonaro tinha que ser um de seus ícones. Por quais motivos se falar tanto de uma figura dessas? Só se for um papo entre masturbadores…

 O candidato que tem medo: Regina Duarte, outro fenômeno dos 1990. Só que ele diz que vai resolver na bala. Será? Ou ele mesmo quer se resguardar do tiroteio?

 A análise que segue à baixo é séria, ainda mais caso se levar em conta que não são nem um pouco sérios os que ao menos cogitam essa versão pop-90 no poder. É muito elitismo, muito menosprezo à inteligência do povo sequer acreditar que um candidato sem sequer partido que o acolha possa, em algum grau, ser “um perigo”. Sem Temer! Sem Temer!

 Vocês tem que levar à sério a fala de vocês. 

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