A aliança entre ambientalismo e alta finança: o encontro em Jackson Hole

A “musa” do novo ambientalismo, Greta Thunberg, se encontra com Barack Obama para calcular quantos “moinhos de vento” são necessários para se fazer uma viagem a Lua

Texto traduzido por mim para a Executive Intelligence Review

Por Paul Gallagher, diretor inteligência econômica da EIR

O encontro estratégico dos banqueiros internacionais da Reserva Federal em Jackson Hole, Wyoming, na última semana de agosto, testemunhou a confissão dos maiores bancos centrais do mundo, de que conduziram por 12 anos uma política (deliberadamente) falha para tentar reativar a economia após a crise de 2007-08; e os bancos centrais planejam agora retirar de seus governos todo o poder para criar crédito e financiar o desenvolvimento. O resultado, se o Fed e seu grande irmão, o Banco da Inglaterra, tiverem permissão para tanto, é que haverá uma impressão de moeda numa escala bizarra por parte dos bancos centrais, centrada em projetos “ambientais”, com a intenção de levar a tecnologia energética para a era anterior a dos combustíveis fósseis, num contexto onde a população mundial é muito maior.

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Os terraplanistas da 4ª Revolução Industrial

A suposta “4ª Revolução Industrial” e a geopolítica

Em entrevista ao canal do Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC, o jovem economista Diógenes Moura Breda apresentou alguns dados retirados de projeção do Banco Mundial, segundo os quais, em futuro próximo, 50 milhões de postos de trabalho estariam em risco por causa da 4ª Revolução Industrial. Por causa do processo de robotização, nanotectonologia, uso de super condutores e inteligência artificial, ou seja, uma nova mecanização do trabalho, poderia reeditar o modelo de superexploração do trabalho com a migração em massa das empresas multinacionais para países com mão-de-obra mais barata, como ocorrido a partir da década de 1970.

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