Tempo para Vladimir Vernadsky

Frente às discussões de se esfriar a economia global com o objetivo de enfrentar o aquecimento do clima, o cientista ucraniano Vladimir Vernadsky, continuador de Mendeleiev, nos fornece um panorama amplo de dilemas que a humanidade enfrenta pelo menos desde o final da II Guerra. Antes de ser um problema “científico”, como se diz, o incremento das capacidades produtivas e dos poderes criativos do ser humano trazem dilemas éticos e políticos que se deve estar à altura para se enfrentar. Não será pela solução fácil encontrada nas fontes perenes e intermitentes de energia, como a solar e eólica, que se irá enfrentar uma mudança geológica e noética do tempo do homem na Terra.

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Novo Fascismo Verde ou um Novo Paradigma para a Humanidade?

Da Executive Intelligence Review

Por Helga Zepp-LaRouche

Estamos a apenas 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Naquela época, as pessoas diziam: “Nunca mais!” ao fascismo. Sob a experiência horrível da Segunda Guerra Mundial, da terrível vitimização de tantas pessoas ao redor do mundo por esta guerra, as pessoas foram sinceras. Eles realmente queriam estabelecer princípios e uma ordem econômica e política para que isso nunca mais acontecesse.

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A revisão proposta por Putin sobre a 2ª Guerra Mundial pode impedir uma nova guerra

Por Helga Zepp-Larouche, na Executive Intelligence Review

O artigo detalhado e muito direto de Vladimir Putin sobre os antecedentes da Segunda Guerra Mundial, balizado com importantes documentos históricos, e seu discurso no desfile militar de 24 de junho na Praça Vermelha para comemorar o 75º aniversário da vitória soviética sobre o fascismo, são leituras obrigatórias urgentes para todos os políticos e pessoas politicamente conscientes ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, definitivamente, deve-se assistir ao desfile militar inteiro, mas lembre-se de que a grande maioria da população russa já havia lido o artigo de Putin enquanto via o desfile na televisão.

O texto revela uma abordagem para entender os motivos do 9 de maio ser o feriado mais importante da Rússia, como também a determinação quase sobre-humana, ainda existente hoje, que permitiu à população soviética sobreviver ao ataque bárbaro da Wehrmacht e obter a vitória sobre a Alemanha nazista, apesar da perda de 27 milhões de pessoas. Mas Putin também estende um ramo de oliveira ao Ocidente, exortando todos os países a publicar os documentos históricos ainda secretos de antes e durante a Segunda Guerra Mundial, e usá-los juntamente com o relato de testemunhas contemporâneas para iniciar um debate em busca da verdade entre historiadores. Refletir sobre as razões da Segunda Guerra Mundial deve fazer com que as forças políticas do mundo de hoje tirem as lições necessárias e despertem enfaticamente o mundo para o crescente perigo de guerra, a fim de evitar repetir os mesmos erros.

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Amigo, pode me dar um emprego?

No momento em que este texto está a ser escrito, durante a segunda semana de maio, 50 milhões de estadunidenses estão desempregados ou foram forçados a emprego em part-time. Mesmo antes deste colapso no emprego, cerca de 44 milhões dos mesmos não tinham emprego produtivo—em produção de bens, em manufatura, em construção, em extração mineira e sondagem e perfuração, em agricultura e em exploração florestal, em transportes—, nem eram cientistas ou engenheiros. Isto trouxe à luz o facto chocante de que, ainda antes da crise de coronavírus, já tinha havido a concretização da velha anedota: “Milhões estão inativos! —felizmente a larga maioria tem empregos.” Cerca de 69% da força de trabalho estadunidense (incluindo aqueles que estavam desempregados, ou que tinham desistido de procurar emprego e de fazer parte da força de trabalho) não tinham emprego produtivo. Isto era quase 120 milhões de pessoas (ver Figura 1). E, agora, uma enorme proporção desses estadunidenses tornou-se literalmente desempregada, ou foi forçada a trabalho em part-time.

Isto revela a absurdidade das definições convencionais de desemprego, pelas quais alguém quer trabalhar, mas não encontra um trabalho remunerado, i.e., não consegue receber rendimentos.

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A economia em colapso não vai se recuperar: a Conferência do Instituto Schiller traça um novo paradigma

Esqueçam os jargões técnicos sobre o que significa o preço negativo do petróleo, fato inédito na historia. Isso é só um indício que a economia globalizada , bursatilizada, da City de Londres e de Wall Street, onde a maioria das pessoas viveu sua vida adulta e que entrou em colapso em todas as nações transatlânticas ante a imposição de medidas de quarentena e saúde publica, não voltará ao normal. Acabou-se a rodada de 50 anos de austeridade em beneficio do livre-mercado.

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Fusão nuclear contra os “moinhos de vento”: um debate possível

A energia de fusão traz como possibilidade recriar na Terra as reações químicas do Sol e das estrelas

Pós-escrito sobre o debate ambiental

O texto abaixo é a continuação do tema abordado em postagem anterior,
Os terraplanistas da 4ª Revolução Industrial

O debate ambientalista, por ser um tanto delicado e não ser o objeto principal do tema do artigo acima mencionado, foi deixado um pouco de lado quando o escrevi. Mas existe algo que poderia ter sido onejto de maior destaque, ainda que pudesse abrir espaço para mais considerações. Seria a distinção entre a “energia verde” e a energia de fusão nuclear. O texto anterior já é meio grande e iria ficar, talvez, inviável para o “formato internet”. Contudo, a discussão deve ser feita.

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Os terraplanistas da 4ª Revolução Industrial

A suposta “4ª Revolução Industrial” e a geopolítica

Em entrevista ao canal do Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC, o jovem economista Diógenes Moura Breda apresentou alguns dados retirados de projeção do Banco Mundial, segundo os quais, em futuro próximo, 50 milhões de postos de trabalho estariam em risco por causa da 4ª Revolução Industrial. Por causa do processo de robotização, nanotectonologia, uso de super condutores e inteligência artificial, ou seja, uma nova mecanização do trabalho, poderia reeditar o modelo de superexploração do trabalho com a migração em massa das empresas multinacionais para países com mão-de-obra mais barata, como ocorrido a partir da década de 1970.

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Lyndon LaRouche, o poder da razão (1922–2019)

Da Executive Intelligence Review

Lyndon H. LaRouche, Jr., o economista e estadista estadunidense que compilou, entre 1957 e 2007, o registro mais acertado do mundo de prognósticos econômicos, faleceu no 12 de fevereiro de 2019. Autor de milhares de artigos e de mais de 100 livros e panfletos de tamanho de um livro e de estudos estratégicos, LaRouche foi uma das mais controversas figuras políticas de toda a história estadunidense.

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Alguém ficou muito nervoso com a influência de LaRouche no Brasil

Da Executive Intelligence Review

A revista Veja de 12 de janeiro de 2019 abriu suas páginas para uma longa difamação de Lyndon LaRouche e do Instituto Schiller, camuflado como um ataque a Murilo Resende, então recémnomeado pelo governo Bolsonaro para um cargo mediano no Ministério da Educação. O autor, Eduardo Wolf, PhD em filosofia pela Universidade de São Paulo, denunciou Resende por plagiar um artigo publicado pelo movimento de LaRouche nos idos de 1992, intitulado “Nova Idade Média: a Escola de Frankfurt e o ‘politicamente correto’”. Depois de se ocupar com o assunto do referido plágio, enquanto fazia uma defesa total da Escola de Frankfurt, Wolf foi para a questão em pauta: difamar Lyndon Larouche.

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O Princípio Oligárquico

Prometeu Acorrentado, de Rubens

Zeus se tornou o deus mais degenerado de sua linhagem e foi mais tirano do que qualquer outro anteriormente. Conhecido por nós através da escrita de Homero, Zeus, um Don Juan de proporções épicas, viajou pelo mundo, raptando todas as mulheres em cada vilarejo, cada cidade, cada país, criando toda uma nova raça de bastardos os quais iriam herdar o reinado e mais tarde chamar a si mesmos de deuses, semi-deuses e heróis do povo. Esse ‘povo’ era verdadeiramente a posse animal da classe dos deuses.

O primeiro ato de Zeus foi mandar os Titãs (seus tios-avô e tias) que ajudaram-no na batalha, para a prisão. Depois planejou o genocídio em massa da população costeira, para livrar o mundo da carga da superpopulação e para matar qualquer possível sucessor que não fosse de sua própria linhagem. Como isso foi feito? Através da manipulação de guerras entre os homens, incitando-os a matarem-se entre si. Pegue uma citação de Cípria, um poema aproximadamente do sexto século a.C.: ‘Existiu um tempo em que as inúmeras tribos de homens, embora amplamente dispersas, oprimiam a superfície do âmago profundo da terra, e Zeus viu isso e teve piedade e no seu largo coração resolveu vazar o grande crescimento do homem na terra, causando o grande conflito da guerra de Ilíon, na qual a carga de mortes poderia aliviar o mundo. E assim os heróis foram assassinados em Tróia, e o plano de Zeus foi cumprido’”.

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