A função típica de colapso e a entropia do sistema financeiro internacional

 

O gráfico acima foi elaborado por Lyndon LaRouche ainda na década de 1980. Os agregados monetários representam a quantidade de dinheiro, papel moeda, em circulação; os agregados financeiros são os inumeráveis tipos de contratos futuros, securitizações ou derivativos; abaixo da linha horizontal, a descendente taxa de investimento em infraestrutura, em educação, ciência e tecnologia. Com isso, ele ilustra seu conceito de neguentropia: ao contrário do colapso financeiro inevitável caso seguirmos as diretrizes do mercado, ou seja, da entropia do sistema físico de toda a economia, a função da criação de um sistema de crédito baseado no modelo de Alexander Hamilton leva ao aumento da densidade de fluxo energético, per capita e por quilômetro quadrado. […]

H. G. Wells e a Conspiração Aberta

Foto de Shelagh Bidwell inspirada no livro “A máquina do tempo”.

Conhecido escritor de obras de ficção científica, H. G. Wells, como muitos dos escritores desse gênero literário, tem a fama de serem como que profetas de tempos futuros. Quando se olha para o escritor inglês, contudo, vemos a humanidade reduzida a refém de poderes extraterrestres e escravos do aprimoramento tecnológico, como no livro “A guerra dos mundos”, onde as bactérias derrotam os marcianos, e não a humanidade, ao todo, impotente.

Como corolário da incapacidade dos seres humanos de enfrentarem os próprios desafios, mais complexos com o passar do tempo, Wells foi publicista das ideias discutidas nos altos círculos do Império Britânico que o fizeram ser, além de escritor de ficção científica, também um dos pioneiros na produção de literatura pornográfica. “Seu talento era, como ele implicitamente descreve a si mesmo, um homem com o olhar de um proxeneta para suscetibilidade de sua clientela depravada com fantasias sexuais não tão escondidas”.

Suas três antecipações de acordo com as ideias da elite dirigente que o patrocinava foram 1) armas nucleares, 2) governo mundial, 3) masturbação neo-malthusiana, ou seja, ambientalismo. Armas nucleares e governo mundial vemos agora no íntimo entrelaçamento entre a política bélica ocidental reunida em torno da OTAN e as diretrizes de “crescimento zero”, de atentado à soberania nacional, feitas pelo sistema financeiro transatlântico, seja através de FMI, Banco Mundial ou correlatos. São duas forças que andam juntas. Na parte mais “estética”, mais “soft” das políticas imperialistas, o ambientalismo como meio de alavancar o “crescimento zero”, como nas “tecnologias apropriadas” para a África e não projetos de integração regional com alto grau de investimentos, para dar um exemplo. 

Balcanização e não desenvolvimento dos Estado-nacionais soberanos. A prática da chamada Guerra Fria, como no macartismo passado e como no atual, talvez ainda mais intenso (e que sentimos como nunca aqui no Brasil). Profeta do caos, das ideias nefastas dos círculos dirigentes internacionais. Este, H. G. Wells.

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Um poderoso senso de imaginação: a “Harmonia dos Mundos”, de Johannes Kepler

  Trecho de uma das epígrafes da Harmonia dos Mundos:   Urânia para Kepler – “Pare, Ó Keplerida, de batalhar, em guerra, contra Marte:      Seja isso, mas ele é por si mesmo, Marte não se submete a ninguém. Em vão você luta para submetê-lo à sua vontade      Ele que viveu livre por inúmeras Leia mais sobreUm poderoso senso de imaginação: a “Harmonia dos Mundos”, de Johannes Kepler[…]