O tempo que resta, de Giorgio Agamben (5° Jornada)

Na 5ª jornada de “O tempo que resta”, Giorgio Agamben trabalha com duas aporias do pensamento paulino: a entre lei e salvação e entre mistério da anomia e estado de exceção. Se o tempo messiânico não é um tempo futuro como compreender a promessa evangélica no tempo de agora? Como entender um reino messiânico que desativa a lei, a torna inoperosa, sem suspendê-la ou torná-la incompreensível? É da ampla atualidade do conceito de tempo messiânico e da Carta aos Romanos que Agamben se utiliza para pensar o tempo presente.

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O tempo que resta, de Giorgio Agamben: um estudo (3ª Jornada)

Na terceira jornada de “O tempo que resta”, Giorgio Agamben se vê entre as aporias do pensamento paulino, da estrutura do pensamento messiânico, onde se opera uma divisão no que já está dividido (a lei) para se afastar da noção de universalismo (“católico”) e se aproximar da noção de “resto”. Da mesma forma há uma separação do que já está separado: o resto, o que se subtrai à própria noção de povo, provoca uma dessimetria entre as repartições sociais que conduzem à stásis (insurgência ou guerra civil), à luta revolucionária. Com a separação messiânica se instaura o cisma e através dela se aproxima dos princípios ou indícios de uma salvação ou subversão da ordem.

Pensamento cheio de paradoxos, de difícil leitura, é com a abordagem cuidadosa de cada “jornada” que vou procurando pouco a pouco compreender em detalhe esse trabalho de beleza extremamente exigente.

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Agamben e Adorno: sobre o anti-messianismo e o impotencial do autor de Minima Moralia

Em “O tempo que resta”, Giorgio Agamben contrapõe a filosofia do “como se” a filosofia do “como não” de Paulo. Enquanto uma guarda traços de ressentimento e de negatividade da realização tanto na linguagem como na própria filosofia, Agamben vê no potencial messiânico, mais do que a capacidade de se lembrar nomes esquecidos pela história, a de realizar novas formas de vida num campo onde se torna indiscernível a ética e a estética. Para ele, “apesar das aparências, a dialética negativa é um pensamento absolutamente não messiânico”. Isso acarreta tanto a descrença no poder da língua e da linguagem (a poesia e a literatura sendo um dentre muitos casos), como trata o fenômeno estético como algo suplementar, quase supérfluo, da vida. É contra a filosofia escrita no impotencial que o filósofo italiano volta sua crítica.

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