A aliança entre ambientalismo e alta finança: o encontro em Jackson Hole

A “musa” do novo ambientalismo, Greta Thunberg, se encontra com Barack Obama para calcular quantos “moinhos de vento” são necessários para se fazer uma viagem a Lua

Texto traduzido por mim para a Executive Intelligence Review

Por Paul Gallagher, diretor inteligência econômica da EIR

O encontro estratégico dos banqueiros internacionais da Reserva Federal em Jackson Hole, Wyoming, na última semana de agosto, testemunhou a confissão dos maiores bancos centrais do mundo, de que conduziram por 12 anos uma política (deliberadamente) falha para tentar reativar a economia após a crise de 2007-08; e os bancos centrais planejam agora retirar de seus governos todo o poder para criar crédito e financiar o desenvolvimento. O resultado, se o Fed e seu grande irmão, o Banco da Inglaterra, tiverem permissão para tanto, é que haverá uma impressão de moeda numa escala bizarra por parte dos bancos centrais, centrada em projetos “ambientais”, com a intenção de levar a tecnologia energética para a era anterior a dos combustíveis fósseis, num contexto onde a população mundial é muito maior.

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E os neoliberais querem voltar a ser “social-democratas”…

Liberalismo bonitinho e cheiroso

A posição atual de Andre Lara Resende não pode ser vista em separado das movimentações de Jorge Paulo Lemann. Se o PSDB foi praticamente a madrinha do golpe de Estado, forneceu quadros técnicos e planos políticos-econômicos para o governo Temer e, como que numa falha de cálculo, pariu o liberalismo tosco de Guedes e Bolsonaro, nada mais natural que essa ala “mais esclarecida” do liberalismo tenha que influenciar a política nacional com uma roupa diferente. Capitalismo e anarquia.

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