A política institucional e a espiral do silêncio

Tento escrever direito…

É curioso publicar em blogs de esquerda e aqui e ali ser questionado sobre os motivos de eu não “escrever direito”. Não é por escrever mal: não se trata disso. O problema não é de linguagem: não há linguagem rebuscada nem linguagem mal articulada. Seria (talvez em resumo) um acúmulo grande de ideias que “esquerdizam” a cabeça do leitor. Seria, talvez, o contrapelo da informação objetiva e até das metas da boa consciência crítica, sempre calcada num determinado ideal de objetividade, que se quer chegar com – por favor – um não acúmulo, em demasia, de ideias. Para se ser “bem pensante” tem que se “escrever direito”, mesmo se você é de “esquerda”.

Machado e não Lima Barreto, é o que penso. Ou José de Alencar (o “intelectual contente”, segundo Joel Rufino) e não Sousândrade (o “terremoto clandestino”, segundo os irmãos Campos). Não se vai muito longe assim…

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