A Nova Rota da Seda e o combate à fome na África

Da Executive Intelligence Review

Por Hussein Askary*

Qual é a discussão na Europa sobre a África? Quando os políticos falam sobre a África, a única coisa que querem falar é sobre a imigração. “O que devemos fazer para impedir a imigração da África?” eles perguntam, em vez de se dirigirem, “Quais são os motivos pelos quais as pessoas estão deixando a África?” E então, é claro, eles culpam os líderes africanos pelos desastres na África, que foram criados por instituições ocidentais, incluindo o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, que impediram o desenvolvimento da África.

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A Itália de Prodi coloca o Projeto Transaqua de volta à agenda internacional

Da Executive Intelligence Review (EIR)

Por Claudio Celani

Romano Prodi, ex-primeiro-ministro da Itália, ex-presidente da Comissão Europeia e ex-enviado especial da ONU para o Sahel.

Neste momento, quando as nações do mundo ainda não responderam adequadamente ao pedido de ajuda lançado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) para evitar a fome em massa no setor em desenvolvimento, a questão do Transaqua voltou a ser central como solução durável para a fome, o terrorismo e a emigração na África Central. Em 13 de novembro, Romano Prodi, o ex-presidente da Comissão da UE e ex-enviado especial da ONU para o Sahel, lançou um forte apelo para que a UE, a ONU, a União Africana (UA) e a China se unissem para financiar e construir esta gigante plataforma de infraestrutura, que pode ser a locomotiva do desenvolvimento agroindustrial para todo o continente africano.

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A democracia distópica da intelectualidade bem-pensante

Em meio ao caos da guerra civil vivida nos EUA, chama a atenção como comentaristas brasileiros tratam com complacência (para dizer o mínimo) os bons tempos da presidência do Partido Democrata. Em 2016, último ano de governo de Obama, os EUA jogou 26171 bombas sobre suas vítimas, em maioria pessoas alheias aos seus combates. É um aumento de dez vezes o que seu predecessor, George W. Bush, fez durante sua guerra ao terror. Ainda em 2016, também sob Obama foram feitas guerras encobertas a cerca de 70% das nações do mundo, isto é, 138 países – um salto assombroso de 130% em relação ao seu predecessor do Partido Republicano.

Não só analistas brasileiros, mas astros estadunidenses como LeBron James ou Brad Pitt fazem a campanha dos meios de comunicação tradicionais, os mesmos que inventaram as bombas nucleares no Iraque e que levou ao ciclo de destruição do Oriente Médio, ainda em curso. O que se espera, pelo menos dessa chamada “intelectualidade bem pensante” é que se consiga pesar algumas diferenças significativas entre a atual presidência e a anterior. Não é por acaso que republicanos como Bush e ultrabelicistas como Hillary Clinton se alinhem em favor da candidatura de Joe Biden. Isso é só vira-latismo por parte dos brasileiros ou remete a uma incompreensão ainda mais profunda das grandes transformações que o mundo vem passando atualmente?

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Guerra de facções num mundo sem povo

A recente mudança de hegemonia

Entre 2014 e 2016 assistimos a uma escalada militar sem precedentes desde a Crise dos Mísseis. Ao contrário da histeria macartista da atual Guerra Fria, o conflito entre EUA e URSS foi televisionado. Era um conflito aberto desde que Churchill iniciou a guerra com os soviéticos em seu discurso sobre a Cortina-de-Ferro. Para alguns, foi o início da recolonização dos EUA pelo Império Britânico…

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Ditadura ou Wuhan?

Os teólogos declararam que não podiam definir claramente o que Deus é, mas em seu nome eles ditavam regras de conduta para os homens e não hesitavam em queimar hereges; os virologistas admitem que não sabem exatamente o que é um vírus, mas em seu nome afirmam decidir como os seres humanos devem viver“. Giorgio Agamben, 22 de abril de 2020.

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Putin e a busca por um novo Bretton Woods

A atual mudança geral da estrutura do governo da Rússia não tem relação, como a mídia internacional quer fazer crer, com a tentativa de implantar uma ditadura no país com Putin como novo Czar. Essa é a leitura da City de Londres, da The Economist e de todos os órgãos informativos que somente repercutem as ordens de seu senhores. Posicionando-se assim, ignoram os conflitos políticos internos do país, assim como o novo desenho econômico internacional hoje capitaneado por Rússia e China após a dissolução dos BRICS. É preciso olhar para Rússia sem o temor macartista, ou seja, através das lentes do imperialismo internacional. Um “novo pacto” é necessário, não apenas no Brasil como no mundo, para que se alcance novamente o crescimento econômico e o bem estar das populações, sem a praga do monetarismo e os fantasmas produzidos pela imprensa oligopolizada do eixo transatlântico.

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Os terraplanistas da 4ª Revolução Industrial

A suposta “4ª Revolução Industrial” e a geopolítica

Em entrevista ao canal do Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC, o jovem economista Diógenes Moura Breda apresentou alguns dados retirados de projeção do Banco Mundial, segundo os quais, em futuro próximo, 50 milhões de postos de trabalho estariam em risco por causa da 4ª Revolução Industrial. Por causa do processo de robotização, nanotectonologia, uso de super condutores e inteligência artificial, ou seja, uma nova mecanização do trabalho, poderia reeditar o modelo de superexploração do trabalho com a migração em massa das empresas multinacionais para países com mão-de-obra mais barata, como ocorrido a partir da década de 1970.

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Há dez anos, Lula e Dilma traziam estabilidade para a América do Sul

No dia 23 de maio de 2008 foi criada a Unasul, em Brasília. Um longo percurso possibilitou sua existência: Hugo Chávez se tornou presidente da Venezuela em 1999 e, em 2002, saiu-se vitorioso diante de um duro golpe de Estado. Logo em 2003, Lula assumia a presidência do Brasil, seguido poucos meses depois por Néstor Kirchner, na Argentina. Formava-se a aliança que rapidamente dinamizou as relações entre os países do cone sul, assim como foram formuladas políticas em favor da autonomia da região após a suposta vitória do consenso neoliberal que seguiu a queda do muro de Berlim.

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Alguém ficou muito nervoso com a influência de LaRouche no Brasil

Da Executive Intelligence Review

A revista Veja de 12 de janeiro de 2019 abriu suas páginas para uma longa difamação de Lyndon LaRouche e do Instituto Schiller, camuflado como um ataque a Murilo Resende, então recémnomeado pelo governo Bolsonaro para um cargo mediano no Ministério da Educação. O autor, Eduardo Wolf, PhD em filosofia pela Universidade de São Paulo, denunciou Resende por plagiar um artigo publicado pelo movimento de LaRouche nos idos de 1992, intitulado “Nova Idade Média: a Escola de Frankfurt e o ‘politicamente correto’”. Depois de se ocupar com o assunto do referido plágio, enquanto fazia uma defesa total da Escola de Frankfurt, Wolf foi para a questão em pauta: difamar Lyndon Larouche.

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