O Novo Pacto para a humanidade não é “verde”, mas humano

Da Executive Intelligence Review

Por Helga Zepp-LaRouche

Está em andamento bem diante dos olhos do público mundial o maior ataque contra o bem comum, que tornará os ricos ainda mais ricos e os pobres ainda mais pobres, e que terá consequências catastróficas: motins de fome e caos social absoluto nas nações industrializadas , genocídio contra os chamados países em desenvolvimento e, na visão da oligarquia financeira, logo se tornará quase inevitável uma terceira guerra mundial dos Estados da OTAN contra a Rússia e a China. Todos esses desenvolvimentos desastrosos serão a consequência, se todos os investimentos forem direcionados para ramos “verdes” da indústria, e uma eliminação completa do investimento ocorrer por meio dos bancos centrais, não apenas da energia nuclear, mas também dos combustíveis fósseis, como no “Acordo Verde” da União Europeia (UE) ou no “Novo Acordo Verde” da administração Biden.

Continue lendo “O Novo Pacto para a humanidade não é “verde”, mas humano”

A Nova Rota da Seda e o combate à fome na África

Da Executive Intelligence Review

Por Hussein Askary*

Qual é a discussão na Europa sobre a África? Quando os políticos falam sobre a África, a única coisa que querem falar é sobre a imigração. “O que devemos fazer para impedir a imigração da África?” eles perguntam, em vez de se dirigirem, “Quais são os motivos pelos quais as pessoas estão deixando a África?” E então, é claro, eles culpam os líderes africanos pelos desastres na África, que foram criados por instituições ocidentais, incluindo o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, que impediram o desenvolvimento da África.

Continue lendo “A Nova Rota da Seda e o combate à fome na África”

A Itália de Prodi coloca o Projeto Transaqua de volta à agenda internacional

Da Executive Intelligence Review (EIR)

Por Claudio Celani

Romano Prodi, ex-primeiro-ministro da Itália, ex-presidente da Comissão Europeia e ex-enviado especial da ONU para o Sahel.

Neste momento, quando as nações do mundo ainda não responderam adequadamente ao pedido de ajuda lançado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) para evitar a fome em massa no setor em desenvolvimento, a questão do Transaqua voltou a ser central como solução durável para a fome, o terrorismo e a emigração na África Central. Em 13 de novembro, Romano Prodi, o ex-presidente da Comissão da UE e ex-enviado especial da ONU para o Sahel, lançou um forte apelo para que a UE, a ONU, a União Africana (UA) e a China se unissem para financiar e construir esta gigante plataforma de infraestrutura, que pode ser a locomotiva do desenvolvimento agroindustrial para todo o continente africano.

Continue lendo “A Itália de Prodi coloca o Projeto Transaqua de volta à agenda internacional”

Novo Fascismo Verde ou um Novo Paradigma para a Humanidade?

Da Executive Intelligence Review

Por Helga Zepp-LaRouche

Estamos a apenas 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Naquela época, as pessoas diziam: “Nunca mais!” ao fascismo. Sob a experiência horrível da Segunda Guerra Mundial, da terrível vitimização de tantas pessoas ao redor do mundo por esta guerra, as pessoas foram sinceras. Eles realmente queriam estabelecer princípios e uma ordem econômica e política para que isso nunca mais acontecesse.

Continue lendo “Novo Fascismo Verde ou um Novo Paradigma para a Humanidade?”

A posição de Trump diante do complexo industrial-militar

O atual debate de teor acadêmico transplantado para as redes sociais, um suposto embate entre stalinismo e liberalismo, só pode ser considerado um debate político de segundo ou terceiro grau, porque ajuda mais para confundir do que para entender o casamento singular nos dias de hoje entre o modelo da soberania e o da biopolítica. Tanto Stálin quanto Vargas, Mussolini, Hitler e Perón (entre outros) são exemplos de poder soberano de tipo autocrático, e que não sem um delicado debate podem se tornar ou não comparáveis.

O lado positivo do desentendimento que vemos foi o escancarar dos crimes dos liberais, tanto em sua vertente clássica quanto na que se estabeleceu no pós-guerra. Contudo, o debate de teor acadêmico acaba caindo no ridículo: Domenico Losurdo e Hannah Arendt aparecem como polos opostos, quase como se fossem rivais intelectuais, enquanto Churchill e Stálin se engalfinham para ver quem foi melhor ou “menos pior”.

O pequeno texto que segue é um breve estudo de caso, cujo intuito é mais esclarecer o debate político atual e mostrar, a partir de articulações já bem estabelecidas, as ambiguidades, limitações e perigos do singular casamento no séc. XXI entre soberania e biopoder.

Continue lendo “A posição de Trump diante do complexo industrial-militar”

A guerra da CIA contra a NSA e os golpes na América do Sul

Um povo degradado e sua elite mentirosa

Os americanos são tão mentirosos que conseguiram, como que por uma metáfora, transformar o grande corpo objetivável da Terra em camada de ozônio. Tudo isso parecia ter entrado num breve ocaso ou passado a operar de forma menos intensa na virada do século: ascensão da China e recuperação da Rússia (rearticulação do eixo eurasiático), e a recuperação do sonho de desenvolvimento dos países do antigo 3º mundo, com seu centro de poder a partir da América do Sul (integração sul-americana + eurásia = BRICS).

Continue lendo “A guerra da CIA contra a NSA e os golpes na América do Sul”

Amigo, pode me dar um emprego?

No momento em que este texto está a ser escrito, durante a segunda semana de maio, 50 milhões de estadunidenses estão desempregados ou foram forçados a emprego em part-time. Mesmo antes deste colapso no emprego, cerca de 44 milhões dos mesmos não tinham emprego produtivo—em produção de bens, em manufatura, em construção, em extração mineira e sondagem e perfuração, em agricultura e em exploração florestal, em transportes—, nem eram cientistas ou engenheiros. Isto trouxe à luz o facto chocante de que, ainda antes da crise de coronavírus, já tinha havido a concretização da velha anedota: “Milhões estão inativos! —felizmente a larga maioria tem empregos.” Cerca de 69% da força de trabalho estadunidense (incluindo aqueles que estavam desempregados, ou que tinham desistido de procurar emprego e de fazer parte da força de trabalho) não tinham emprego produtivo. Isto era quase 120 milhões de pessoas (ver Figura 1). E, agora, uma enorme proporção desses estadunidenses tornou-se literalmente desempregada, ou foi forçada a trabalho em part-time.

Isto revela a absurdidade das definições convencionais de desemprego, pelas quais alguém quer trabalhar, mas não encontra um trabalho remunerado, i.e., não consegue receber rendimentos.

Continue lendo “Amigo, pode me dar um emprego?”

Da montanha de derivativos a economia de quarentena

Nunca antes na história mundial se produziu tamanha soma de ativos podres quando surgiu a crise financeira de 2007-8. Contudo, as medidas keynesianas tomadas pelos governos ultraliberais europeus e americano hoje parecem uma brisa inofensiva frente a ofensiva quantitativista atual. Até agora foram impressos mais de 5 trilhões de dólares, só nos EUA, com o coronavírus como pano de fundo, contra 15 trilhões de dólares emitidos ao longo de mais de 10 anos que sucederam a crise anterior.

Continue lendo “Da montanha de derivativos a economia de quarentena”

A captura do debate da Auditoria da Dívida pelos economistas acadêmicos

Formou-se um curioso debate entre professores, pesquisadores e pessoas que ocuparam cargos importantes no governo federal – todos economistas de profissão -, com o objetivo de dar maior precisão ao “gráfico em forma de pizza” da Auditoria Cidadã da Dívida. Correndo por fora do debate, pôde ser visto a dedicação do inteligente blogueiro do Cafezinho em corrigir a hipotética inflação do impacto da dívida pública no orçamento público, após a repetição de Ciro Gomes, em live, dos números do “gráfico em pizza”.

Continue lendo “A captura do debate da Auditoria da Dívida pelos economistas acadêmicos”