Uma Comunidade para o Futuro Compartilhado da Humanidade: a Perspectiva Estratégica da China para 2050

Xi Jinping quando abriu a Cidade Proibida chinesa para receber Donald Trump.

 

Texto traduzido por mim para a Executive Intelligence Review

Essa apresentação foi preparada antecipadamente para a participação da sra. Helga Zepp-LaRouche, em Moscou, na 23ª Conferência Acadêmica Internacional do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Academia Russa de Ciências (ARS),  no Conselho Acadêmico de Estudos Avançados da China Contemporânea, intitulada “A China, a Civilização Chinesa e o Mundo: Passado, Presente e Futuro”, que ocorreu durante os dias 24 e 25 de outubro.

Lyndon LaRouche foi uma dos palestrantes de destaque numa conferência do ARS em 2003 sobre “A China no Século XXI: Oportunidades e Desafios da Globalização”. Essa conferência foi a 14ª Conferência Internacional sobre “A China, a Civilização Chinesa e o Mundo: Passado, Presente e Futuro”.

A grande questão que deveria preocupar toda a humanidade pensante nesse planeta, é fundamentalmente a mesma que foi calorosamente debatida na jovem república americana, como relatada n’O Federalista, “A sociedade humana é capaz de uma forma eficiente de autogoverno?”. Somente agora essa não é uma questão para uma nação apenas; ela diz respeito a humanidade como um todo e para a necessidade de um novo paradigma no ordenamento mundial. […]

O homem como força geológica planetária

Vladimir Vernadsky é figura central da ciência mundial. Aluno de Mendeleiev, inspirado nas pesquisas de Pasteur e desenvolvedor das primeiras pesquisas atômicas na Rússia, é estudado não só no contexto da biologia, da química e da geologia, mas também como arma de guerra aos dogmas neomalthusianos de “crescimento zero”, do darwinismo britânico como versão da doutrina de “luta de todos contra todos”, de livre-mercado do Império Britânico. Infelizmente, sua versão americana e mais popular o tornaram uma espécie de “enlatado made in USA”, ou seja, um dos pais do ambientalismo e da “teoria de gaia”. […]

Os BRICS no Centro de uma Nova e Justa Ordem Econômica Mundial

Texto traduzido por mim para a Executive Intelligence Review

Por Helga Zepp-LaRouche, fundadora e presidenta do Instituto Schiller

Inspirados pela ascensão épica da China, está ocorrendo uma reorientação estratégica dos países emergentes e em desenvolvimento, criando gradualmente no mundo todo uma ordem econômica baseada em princípios completamente diferentes. Enquanto o Ocidente tenta em vão defender o velho paradigma do sistema econômico neoliberal, cada vez mais países estão trabalhando com os BRICS, com a Organização para Cooperação de Xangai (OCX) e outras organizações regionais sob a rubrica da Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota, baseados na cooperação ganha-ganha, e demonstrando que o mundo pode ser organizado de um modo muito mais humano do que aquela que temos visto com a União Europeia com sua bárbara política de refugiados. […]