Quando Nietzsche veste seu terno burguês e se torna um liberal

 

Nietzsche não é um proto-relativista pós-moderno porque não leu Foucault, não frequentou as universidades depois de maio de 1968 ou se aventurou em alguma viagem antropológica pelo Terceiro Mundo. Pelo contrário, ele é um velho senhor barrigudo cuja família pertence membros da antiga realeza britânica e tem como fonte de inspiração o velho e clássico humanismo, entendido este como herança não do Renascimento, mas das Luzes. Nietzsche doublê de Voltaire, empirista e que vota não ao Brexit. Um cidadão europeu com bons trocados no bolso e digerível para a juventude, quase um Papai Noel. Foram com esses enganos que um dia quase foi comida viva a Chapeuzinho Vermelho…

Como se domesticar um “bom” filósofo? Como torná-lo um bom burguês médio e, claro, liberal? Antes fossem raros tais pontos-de-vista…

Texto abaixo em crítica ao relato saído no site cult, dedicado à filosofia, chamado Nautilus. Chama-se Nietzsche Is Not the Proto-postmodern Relativist Some Have Mistaken Him For e foi escrito por Patrick West.

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