O Anti-Édipo e a Contracultura

“A origem do mundo”, de Gustave Courbet, devidamente trajada para o Facebook

O Anti-Édipo, chamado na época de seu lançamento de “livro-acontecimento”, tamanho o impacto que causou na França no momento, teve a ousadia de dizer não ao “sexo-rei” e mesmo assim continuou a ser considerado um livro subversivo. Lançado logo depois de maio de 1968, da revolução sexual, fruto da contracultura, mas também do lançamento dos anticoncepcionais, da revolução cosmética e do cinema colorido de Hollywood, ainda é um ponto de controvérsia sua afirmação do desejo junto ao escárnio frente ao que chamou de um neoidealismo, “a representação antropomórfica do sexo”.

Como entender, portanto, o sexo no Anti-Édipo em meio ao contexto da Contracultura?

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