Apple e a multiplicação de homicídios

 

Ainda que seja louvável a iniciativa do novíssimo Jornal do Brasil em relatar em sua manchete principal que a morte por overdoses nos EUA hoje superam em número os homicídios cometidos no Brasil, é ainda insuficiente o esforço de todo e qualquer imprensa em ver a figura toda do que constitui o mercado de drogas global. Ainda mais, a participação no comércio de drogas, tal como as promessas do Vale do Silício, se tornaram uma “carreira aberta aos talentos” tanto no sul global quanto no chamado “setor avançado”, hoje invariavelmente falido. A extrema valorização da Apple em meio à penúria econômica e humanitária (crise de imigrantes, de refugiados), mostra não uma vitória do livre-mercado, mas os vínculos indissolúveis entre liberalismo e genocídio.

[…]