Sérgio Buarque, Max Weber e uma certa interpretação do Brasil

Há um consenso entre os intelectuais as interpretações de que “Raízes do Brasil” foram marcadas pelo prefácio de Antônio Cândido à obra, escrito em 1967. Nele se plasmou uma leitura weberiana de Sérgio Buarque a partir da noções de “burocracia”, “patrimonialismo” e dos “tipos ideais”. Será que toda essa histórica carga crítica se baseia apenas em um curto texto de apresentação? Houve algum outro movimento intelectual não vinculado diretamente à interpretação do Brasil proposta em “Raízes” que condicionou sua leitura a partir da influência que Weber teria exercido sobre o jovem historiador paulista quando este passou alguns anos na Alemanha? Em última instância, será essa vertente interpretativa hegemônica a mais adequada para os dias atuais? São essas algumas das perguntas que busco responder nesse programa.

YOUTUBE: https://youtu.be/s8snK_yIHwg

PODCAST: https://anchor.fm/rogeriomattos28/episodes/Srgio-Buarque–Max-Weber-e-uma-certa-interpretao-do-Brasil-e1h325j

Link da aula proferida por mim para a Universidade Federal de Uberlândia: https://youtu.be/q3OQ7hfq40w

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Weber, Foucault, Braudel: ordem protestante e neoliberalismo

No “Nascimento da biopolítica”, Foucault vê em comum nas duas alas de intelectuais que levariam ao neoliberalismo na Alemanha, a Escola de Friburgo e a Escola de Frankfurt, um traço em comum, o weberianismo. Se a Alemanha do século XVI a riqueza seria um sinal efetivo da salvação divina, na Alemanha do século XX é menos o enriquecimento individual do a adesão ao Estado fundado num ordenamento jurídico e tecnocrático que será sinal tanto do esquecimento dos erros cometidos durante o nazismo quanto o legitimador da inserção do país na nova ordem vigente no pós-guerra. A crítica operada por Foucault amplia a crítica feita na década de 1960 por Fernand Braudel a sociologia de Weber e faz enxergar com mais detalhes a incidência da “ética protestante” nos dias de hoje.
 
 
 
 
 
 
 
 

Braudel e Weber: a noção de “capitalismo” em disputa

Com a publicação de “Civilização material, cultura e capitalismo”, Fernand Braudel explicita sua oposição ao entendimento de Max Weber a respeito do surgimento do capitalismo moderno a partir do norte da Europa. A tese que o historiador considera idealista, o da tipificação de um “espírito capitalista”, não considera variáveis importantes como a própria a economia, mas também a política, a cultura, a civilização, e a história, a qual decide no final as relações de força. Há um questionamento frontal à tese weberiana, ainda que feita com bastante elegância e detalhamento. O debate entre Braudel e Weber talvez esteja entre as discussões intelectuais pouco consideradas por sociólogos, historiadores, economistas, etc.

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